<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946</id><updated>2012-01-17T00:55:22.569Z</updated><title type='text'>Adeus Cianeto de Hidrogénio</title><subtitle type='html'>Um blogue na sua segunda época e agora sem objectivos materialistas e apostas por resolver. Pancadinhas no ombro, sentimentos de desilusão e mágoa e bilhetes para o próximo jogo do Sporting podem ser enviados para adeuscianeto@gmail.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2660331912242198319</id><published>2008-08-10T22:37:00.005+01:00</published><updated>2008-08-11T17:07:31.894+01:00</updated><title type='text'>The Great Failure</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.zigsam.at/l0/B_Cig/JohnPlayerSpecialKS-19fDE198.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.zigsam.at/l0/B_Cig/JohnPlayerSpecialKS-19fDE198.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ficam muito desapontados. Não escondem a indignação. Atiram insultos, chamam-nos fracos, dizem que é ridículo. A coisa que um fumador menos gosta, para além do anúncio de um amigo a dizer que vai deixar de fumar, é saber que um amigo ex-fumador reincidiu. Pior ainda se esse fumador lhe disser convictamente que não é uma recaída, mas antes um regresso à condição de fumador. Aconteceu. Poderia apontar mil e uma razões, mas no fundo nem eu sei bem porquê. Já cá estou outra vez, do lado dos que gastam 3 euros de dois em dois dias na causa provável da minha morte. Tenho pena. Faço planos mágicos de um dia conseguir aguentar mais do que estes cinco meses. Mas não volto a fazer promessas. Nem apostas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2660331912242198319?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2660331912242198319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2660331912242198319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/08/great-failure.html' title='The Great Failure'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7155956295480041899</id><published>2008-07-01T14:54:00.002+01:00</published><updated>2008-07-01T15:02:10.509+01:00</updated><title type='text'>Dá ganas de cristianizar pela violência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só deve haver duas ou três canções das quais me lembro distintamente do momento em que as ouvi pela primeira vez. Eu que nunca saberia fazer uma &lt;a href="http://www.bodyspace.net/artigos.php?rub_id=129"&gt;lista destas&lt;/a&gt; consigo concordar com quase tudo o que diz o &lt;a href="http://vozdodeserto.blogspot.com"&gt;Tiago&lt;/a&gt;, mas fico sobretudo sensibilizado com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partido Alto&lt;/span&gt;. Deslumbro-me sempre com a grande sorte daquele cruzamento, que felizmente nunca foi uma parceria (essa palavra irritante que os brasileiros adoram) mas sempre feroz competição, às vezes até mal intencionada. Acredito que o tremendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lo-fi&lt;/span&gt; desta gravação ajude, mas nunca consegui compreender o que acontece aos técnicos brasileiros, ainda hoje, na altura de gravar concertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;8. "Partido Alto" do Chico Buarque cantado pelo Caetano Veloso no disco "Juntos E Ao Vivo": Creio que não gosto muito do Chico Buarque nem do Caetano Veloso. Não tem nada a ver com a falta de qualidades mas antes pelo contrário. Aquele paganismo selvagem sub-tropical... Dá ganas de cristianizar pela violência. Mas recordo o dia em que ouvi esta canção e, lamento os termos seguintes, se operou um reset musical no meu cérebro. Que a música feita na nossa língua em Portugal seja boa apenas por raro acidente só pode ser compreendido a partir do pressuposto que Deus nos amaldiçoou. Enquanto isso, e mesmo que chafurdando em pecados carnais, os brasileiros possuem razões de sobra para cantar com satisfação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7155956295480041899?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7155956295480041899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7155956295480041899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/07/d-ganas-de-cristianizar-pela-violncia.html' title='Dá ganas de cristianizar pela violência'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2463951089037264721</id><published>2008-07-01T11:54:00.005+01:00</published><updated>2008-07-01T12:05:53.018+01:00</updated><title type='text'>Vamos passar a coisas sérias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na altura em que deixei de fumar, um reputado crítico literário sugeriu-me as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Confissões de Zenão&lt;/span&gt; de Italo Svevo, um livro em forma de memórias escritas por um homem para o seu psiquiatra. Dentre todas as suas angústias, a de não conseguir deixar de fumar foi para si próprio a mais ilustrativa das suas frustrações e da forma como lidava com decisões. Zenão desistiu cedo de fumar, durante uma pneumonia - ainda morava com o pai - e voltou a fumar nesse mesmo dia às escondidas. Aconteceu o mesmo no dia seguinte e a partir daí haveria de marcar repetidamente datas cujo simbolismo ajudasse a fortalecer a decisão (o proletário entende isto das datas simbólicas). Assim o fez com capicuas, aniversários importantes, chegou a escolher datas sobre as quais tivesse a certeza não existir qualquer tipo de associação possível ou sequência numérica interessante. Cumpriu todas as datas que estabeleceu e falhou-as todas imediatamente depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo bem como funciona a mente deste homem, mas a minha experiência foi sempre muito menos literária e mais linear. Tudo demasiado gradual, estive sempre mais perto de uma brochura de centro de saúde que de uma crónica só ligeiramente interessante, mas agora, agora que experimentei outra vez o que é fumar, a consciência de Zenão começa a cumprir-se neste blogue. De uma forma diferente que não tem a sua estrutura num calendário simbólico mas na decisão quase diária de não voltar a fumar como dantes. Não é que eu esteja a fumar todos os dias, pelo contrário, mas agora acontece que fumo, quando por vezes me apetece fumar. Vivo na ilusão e tentação de fumar apenas à noite socialmente e de ser capaz de o fazer. Nunca me apetece fumar de manhã, mas sinto que, como Zenão, regresso sempre que acordo à resolução inicial cada vez mais corroída mas tão essencial como da primeira vez. Apenas um pouco mais astutamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2463951089037264721?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2463951089037264721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2463951089037264721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/07/vamos-passar-coisas-srias.html' title='Vamos passar a coisas sérias'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4320159395993388250</id><published>2008-06-30T05:10:00.005+01:00</published><updated>2008-06-30T05:12:51.048+01:00</updated><title type='text'>Tudo isto custa muito a admitir...</title><content type='html'>... mas a verdade é que a Espanha foi a melhor equipa do Euro 2008. Portugal tinha a estrada aberta para chegar à final, mas quem leva três golos de uma Alemanha brutalmente cínica e eficaz não pode esperar outra coisa que não seja chorar. Quanto ao Mr. Scolari, parte finalmente para outras paragens(e quanto a mim felizmente, que já não o podia ouvir nem mais um minuto), mas parte com o feito inquestionável de ter sido o seleccionador que melhores resultados conseguiu em toda a história do futebol português. Apesar de a chegada aos quartos-de-final saber a pouco, a verdade é que Portugal fez boa figura. Não percebo de onde vem a legitimidade para pedir títulos e nada mais do que vitórias a um país que nunca ganhou nada em competições a sério. Um pouco mais de juizinho e paciência fariam bem melhor do que o novo-riquismo arrogante daqueles que acreditam mesmo que nós somos os maiores só porque se querem auto-convencer de que somos mesmo os maiores. O problema é essa coisa chata de os jogos só se ganharem com golos. Há-de lhes passar, tal como me passou a parvinha ideia de fumar umas duas cigarrilhas por dia durante a semana de férias que passei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4320159395993388250?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4320159395993388250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4320159395993388250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/tudo-isto-custa-muito-admitir.html' title='Tudo isto custa muito a admitir...'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8726525670002083792</id><published>2008-06-26T11:43:00.003+01:00</published><updated>2008-06-26T11:51:06.840+01:00</updated><title type='text'>O cigarrinho mágico II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Samsum, Turquia&lt;/span&gt; - Ao redor da cidade de Samsum no litoral do Mar Negro, estende-se a região que produz aquele que é considerado um dos melhores tabacos do mundo, usado em algumas das misturas mais apreciadas de tabaco para cachimbo. Este é um dos tabacos cuja produção  não pode ser conseguida em nenhuma outra parte do mundo, sendo que sua folhas pequenas, delicadas e de cor clara, além de seu sabor característico somente florescem nessa região.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Turquia é o país do cigarrinho mágico, não restam dúvidas. É possível que Portugal esteja com um distante segundo lugar em mãos, mas nada pode superar esta quantidade absurda de golos no fim dos jogos. Gente que luta assim até ao fim sensibiliza-me e por vezes até se consegue resultados, mas não é por serem pequeninos que o querer muito lhes dá mais pernas que aos outros, temos que deixar de ser místicos. Ao fim de cinco jogos a jogar desta maneira já só há vontade mas torna-se um pouco mais difícil correr, e só isso já não chega. Aliás, se calhar só sem vontade nenhuma de o fazer é que se consegue ganhar aos alemães. De outro modo eles fazem questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a haver um momento ontem em que tive pena dos turcos, mas a vida é assim e eu acho muito bem que estejam já a ir para casa. Eu sou um tipo pouco objectivo a ver futebol e benfiquistamente optimista (muito, portanto) e quero e sei que Portugal ganhe um destes anos um campeonato. O que não me apetece mesmo nada é ganhar um título que toda a gente já tem, o que com o Euro começa a ser difícil (até a Espanha já ganhou um). O Mundial está melhorzinho neste aspecto mas mesmo nesse torneio fiquei doente com a entrada da França no clube em 98. Conclusão disto é que é habitual ver-me torcer pela equipa mais forte. Primeiro pelo que acabo de dizer. E depois porque joga normalmente melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso dos espanhóis contra os italianos ainda foi mais comovente, mas nem em cinco horas de jogo aquela equipa marcava um golo. Pela primeira vez na minha vida irritei-me ligeiramente com o jogo de Itália. Nunca vi uma equipa (a Itália) com tantas probabilidades de esmagar outra equipa (a Espanha) que estava a jogar no limite máximo da sua competência e não querer fazer absolutamente nada nesse sentido. Tive mais pena dos espanhóis que dos turcos (ninguém gosta de ver demonstrada a sua incapacidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a ver vamos. Só descobri há dois jogos que a Rússia é uma boa equipa (foi contra a Suécia) portanto não vale a pena condenar já os espanhóis. Sempre ganharam um jogo há quinze dias e só mesmo a Holanda é que se transforma em gelo quando descobre que um adversário ataca melhor que eles; deslumbramento talvez. A Espanha saberá lidar um pouco melhor com isso, mas gosto muito desta Rússia, como toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8726525670002083792?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8726525670002083792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8726525670002083792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/o-cigarrinho-mgico-ii.html' title='O cigarrinho mágico II'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-638395726807876638</id><published>2008-06-25T02:19:00.004+01:00</published><updated>2008-06-25T02:28:58.131+01:00</updated><title type='text'>O paraíso será feito de guilty pleasures...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...como os cigarros que vou fumando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos decidi que ia fumar quando, com 13 anos, ouvi a Susie Diamond dizer a um dos irmãos Baker que só fumava determinada marca de cigarros franceses, que não chega a dizer qual é. Mas quando puxa de um deles eu descubro que são enrolados em papel preto. Há exotismos assim, difíceis de resistir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i68.photobucket.com/albums/i38/richardjgibson/VanessaParadis-TomSutpen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 528px; height: 725px;" src="http://i68.photobucket.com/albums/i38/richardjgibson/VanessaParadis-TomSutpen.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-638395726807876638?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/638395726807876638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/638395726807876638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/o-paraso-ser-feito-de-guilty-pleasures.html' title='O paraíso será feito de guilty pleasures...'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4973041215640976167</id><published>2008-06-20T15:11:00.005+01:00</published><updated>2008-06-20T15:42:04.931+01:00</updated><title type='text'>O cigarrinho mágico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu conseguisse mandar cosmicamente nisto tudo, era capaz de fazer uma ou outra coisa exactamente igual. Por exemplo, fazer com que a probabilidade de um cigarro ser interrompido seja enorme em qualquer circunstância, o que é um facto tão comprovado como infalível. Todo o tipo de esperas, com o autocarro à cabeça serão dramaticamente encurtadas, sempre que se acende um cigarro. Da mesma forma que um filme irá para intervalo no momento em que se deita fora o primeiro fumo e se dá um jeito na almofada do sofá. Embora menos agora, puxar de um cigarro seria uma garantia de ter a refeição imediatamente servida num restaurante. A lista pode não ter fim, mas tem uma regra. O fumador não pode precipitar estes eventos por vontade própria. Fumar para que o 51 surja ao fundo da Junqueira é um exercício completamente inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo disto, alguns cretinos, nos quais este que vos escreve está muitíssimo incluído, optam por aplicar esta regra a outras vertentes da vida, nomeadamente a jogos de futebol importantes, e baptizam o momento como o Cigarrinho Mágico, o tal que quando fumado, normalmente após o minuto 80, provoca golos a nosso favor. Este expediente tem mais ou menos a mesma função que o interruptor que fecha as portas dos elevadores, isto é, &lt;s&gt;não serve para rigorosamente nada&lt;/s&gt; cria no utilizador uma sensação de conforto potenciada pela ideia de controlo da situação. Mas a verdade é que as portas acabam por se fechar mesmo, após pressionar freneticamente o botão, e também é verdade que há golos que entram mesmo com um cigarro aceso, como o segundo de Portugal ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcado o 3-2, o momento ainda foi mais divertido. Fumadores e não fumadores precipitam-se sobre os dois únicos maços da mesa e acendem um cigarro mágico (oito cigarros mágicos) cheios de esperança. Fumadores ou nao, no fundo todos estamos à procura de uma boa desculpa para acender um cigarrinhho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4973041215640976167?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4973041215640976167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4973041215640976167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/o-cigarrinho-mgico.html' title='O cigarrinho mágico'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7166558878158468128</id><published>2008-06-19T00:09:00.002+01:00</published><updated>2008-06-19T00:32:40.031+01:00</updated><title type='text'>Can't look, can't touch</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/SFmbC5skAWI/AAAAAAAAAG8/2DBu8xWj1_0/s1600-h/bola+isqueiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/SFmbC5skAWI/AAAAAAAAAG8/2DBu8xWj1_0/s400/bola+isqueiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213368517807833442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este está a ser o pior europeu de todos os tempos. Acredito que haja para aí gente muito divertida com isto tudo mas para mim, que sou o único que interessa em termos de eu apreciar o Europeu, está a ser uma boa merda. Eu sou dos raros portugueses que tem umas dez televisões no local de trabalho, sendo que pelo menos umas nove estão sintonizadas na Sportv 1 e 2 e na TVI. Os jogos passam ali, a 10 metros da minha vista, mas eu tenho a dizer que, tirando o jogo inaugural de Portugal, ainda não consegui ver mais do que dez minutos de cada partida. É verdade que parto de um ponto de comparação inigualável - em 2004 vi todos os jogos de Portugal nos estádios e ainda umas coisas fantásticas como um França-Inglaterra, Alemanha - República Checa ou um Croácia-França - mas nunca na vida vi tão pouco de um europeu. Dizem-me que a Holanda joga muito, que o espanhóis andam (como sempre) a julgar que são os maiores e que a Croácia e a Rússia arriscam-se a surpreender toda a gente. Custa-me a acreditar no que as pessoas dizem, mas é a única coisa que posso fazer, além de ver os golos nas repetições - a invariável forma como eu os vejo pela primeira vez. A única parte boa disto é que me informam de que perdi uma exibição miserável de Portugal contra a Suíça. Menos mal. Daqui a nada, tentarei conseguir ver pelo menos meia hora do embate contra os germânicos. Nem que seja por superstição. Esta sexta entro de férias e fico livre para ver todos os jogos até à final sem que me interrompam. Agora não me lixem, senão ainda acabo o mês a fumar cigarros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7166558878158468128?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7166558878158468128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7166558878158468128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/cant-look-cant-touch.html' title='Can&apos;t look, can&apos;t touch'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/SFmbC5skAWI/AAAAAAAAAG8/2DBu8xWj1_0/s72-c/bola+isqueiro.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-3154456475429190983</id><published>2008-06-18T23:39:00.004+01:00</published><updated>2008-06-19T00:11:23.637+01:00</updated><title type='text'>Olá, o meu nome é Lucky Luke...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é nenhuma cedência ao politicamente correcto ter cuidado com o James Bond de Ian Fleming. Não é este último 007 aquele que mais se aproxima do estilo dos livros, mesmo que o toque de espionagem e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;noir&lt;/span&gt; esteja um pouco mais presente, mas sim o primeiro, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dr.No&lt;/span&gt; na Jamaica de 1962, ainda pouco mais que uma colónia onde Fleming passava o fim-de-ano e por lá ficava até ao fim de Abril, todos os anos, produzindo em cada um mais uma aventura Bond (vidão).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse 007 que viria a envergonhar Sean Connery pode ser divertido pela sua ingenuidade, mas ninguém passa sem estranheza ao almirante inglês que entrega os seus sapatos ao motorista, exige do seu guia que ande uns metros atrás de si e que vai ainda um passo mais longe no seu desprezo geral por mulheres. Alguém terá reparado que os tempos mudam, e logo no ano seguinte o 007 está muito mais adequado ao seu tempo e fica só a divertida ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ficariam por muitos anos os cigarros. Entre o James Bond de Fleming* e o Pierce Brosnan que rosna '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;filthy habit&lt;/span&gt;' a um tipo que acabou de matar e que que estava a mandar umas passas, havia um óptimo fumador em 007, o gajo que fumava cigarros como nós e que lentamente deixou o vício para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Ouvi de boca uma vez que o Andy Warhol poderá ter dito que um rico não pode comprar uma coca-cola melhor e essa seria a sua grande arma. Poder-se-ia pensar que um rico também não consegue comprar um cigarro melhor. Ian Fleming não só o faz fumar 60 cigarros por dia, como os fuma exclusivos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;One of James Bond's greatest pleasures is cigarettes and he usually smokes sixty per day of a special Balkan and Turkish mixture with three gold bands on the filter. The cigarettes are specially  made for him by Morland's and carried in a wide, thin cigarette case of black gunmetal with room for fifty.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SFmVXzk-M6I/AAAAAAAAABs/wk4A3rWRu-4/s1600-h/connerypool.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SFmVXzk-M6I/AAAAAAAAABs/wk4A3rWRu-4/s400/connerypool.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213362279872869282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-3154456475429190983?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3154456475429190983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3154456475429190983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/ol-o-meu-nome-lucky-luke.html' title='Olá, o meu nome é Lucky Luke...'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SFmVXzk-M6I/AAAAAAAAABs/wk4A3rWRu-4/s72-c/connerypool.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5865033615245137503</id><published>2008-06-17T19:12:00.004+01:00</published><updated>2008-06-17T19:33:38.828+01:00</updated><title type='text'>Competição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de agora que tenho inveja dos italianos a ver futebol. Vi no meio de umas dezenas deles a final do Mundial, mas melhor deve ser vê-los perder. Não é que o deseje, mas acaba de sair de perto de mim um amigo italiano que disse apenas "tenho que ir ver a merda da Itália". Quando lhe pergunto se tem mesmo, ele diz que sim e que os odeia por isso. Há aqui quase um certo benfiquismo, mas melhor ainda. A juntar a isto sabe de cor todos os resultados que permitem passar o grupo (a melhor é um empate a zero no caso de vitória da Holanda por mais de três, caso em que a Itália batia o seu recorde de 82 e seria apurada com dois pontos), e pratica todo o tipo de equilíbrios cósmicos. A namorada foi hoje assaltada no metro e isso deixou-o contentíssimo, porque calcula que a sorte virá mais logo. Pratica, como todos os italianos, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;scaramanzia&lt;/span&gt;, que só por distracção pode ser confundida com superstição. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scaramanzia&lt;/span&gt; é evitar trazer o azar sobre nós. Superstição é querer atrair a sorte, exercício inútil para esta gente. Frases como '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vamos ganhar isto&lt;/span&gt;' estão completamente fora de questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era absolutamente impossível deixar de fumar e ser italiano. Há demasiado em jogo de dois em dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5865033615245137503?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5865033615245137503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5865033615245137503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/competio.html' title='Competição'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-554259872390401642</id><published>2008-06-17T13:30:00.003+01:00</published><updated>2008-06-17T13:47:21.319+01:00</updated><title type='text'>boys will be boys</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A couple of years ago, I happened to be giving a talk to the graduating seniors at a Catholic girls' school. During the question period, one young woman asked, "If you could be any character in literature, who would you choose?" Given that I write about books for a (hardscrabble) living, I &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;could see that she expected me to name some obvious literary heavyweight, such as Odysseus, Prince Genji, or Huckleberry Finn — all of whom flashed through my mind as good answers. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://chronicle.com/free/v54/i41/41b02001.htm"&gt;Instead...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BOTM4NzIxMzQ2M15BMl5BanBnXkFtZTcwNjYxMjY1MQ@@._V1._SX600_SY355_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BOTM4NzIxMzQ2M15BMl5BanBnXkFtZTcwNjYxMjY1MQ@@._V1._SX600_SY355_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-554259872390401642?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/554259872390401642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/554259872390401642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/outro-que-deixou-de-fumar.html' title='boys will be boys'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2248743552989618864</id><published>2008-06-16T23:15:00.004+01:00</published><updated>2008-06-16T23:52:07.198+01:00</updated><title type='text'>Futurologia, a nova sére da HBO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://vidro-duplo.blogspot.com/2008/06/segunda-poca.html"&gt;Diria até segunda temporada.&lt;/a&gt; Agora que estão apresentados os personagens e que já lhes caiu a máscara da invencibilidade , depois de ter fumado um cigarro no último episódio, agora que o público já tinha entrado em modo telenovela, eis que se fraqueja, eis que há sangue, desilusão e recomeço. E drama, claro. Também há &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sms&lt;/span&gt; solidários (um, vá) indicando um jogo de juniores entre Sporting e Porto para este Sábado que passou. Custava cinco euros. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Emails&lt;/span&gt; não há, nem sequer pancadinhas nas costas de monta. Estou também muito constipado, não sei bem o que se passa. Consigo listar todos os dias boas razões para voltar a fumar, mesmo a ver jogos entre a Alemanha e a Áustria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a gostar muito deste Europeu e gostava muito de ver a Itália a passar o grupo. A Holanda começa a irritar-me, não sei o que se passa. Havendo muito mérito em fazer o que se tem que fazer, como têm feito, também não vejo que acontecimento espectacular é esse de ganhar à Itália numa fase de grupos, ou à França neste estado em que se veio apresentar à competição. Uma boa estratégia por parte do Van Basten amanhã poderia ser começar por marcar dois auto-golos (não está ainda provado que a Roménia consiga marcar golos por si) e garantir que não há nenhuma hipótese de jogar contra a Itália antes de 2010. De outra forma penso que haverá chatices nas meias-finais. Caso opte pelo meu conselho, poderia acontecer esse facto engraçado de Portugal e Holanda se encontrarem na Final. Não alinho no discurso fácil de que temos tradição de ganhar, nem é por aí que quero ir. O problema é que a gente não se dá. Rancor, com certeza, mas imagino uma final que poderia fazer as delícias daquela malta do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;youtube&lt;/span&gt; que pesquisa por '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;30 most evil tackles of all time&lt;/span&gt;' e termos do género. No geral penso que não terei problemas até à final, pelo menos relacionados com futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2248743552989618864?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2248743552989618864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2248743552989618864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/futurologia-nova-sre-da-hbo.html' title='Futurologia, a nova sére da HBO'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4240005559583702654</id><published>2008-06-10T18:33:00.005+01:00</published><updated>2008-06-11T14:26:08.263+01:00</updated><title type='text'>Já agora...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aposta está ganha pelo Proletário, podem dar-lhe os parabéns. Eu não dou de certeza, que já basta ter de pagá-la. Este prémio foi um tema que discutimos durante meses e entre fins-de-semana e jantares em restaurantes à escolha do vencedor, resolvemos optar por qualquer coisa um pouco mais heterossexual e também mais difícil de explicar. O vencido teria que comprar os dois bilhetes mais caros do primeiro jogo após o cigarro em casa do clube do vencedor e assistir ao jogo. O infeliz é do Sporting e eu do Benfica, e rapidamente alinhámos estratégias para, se necessário, fumar antes de um jogo para a taça da Liga e despachar o raio da aposta. Eu fumei um cigarro depois do campeonato terminado e ainda não sei bem o que me espera. Sei que em Agosto o Sporting se apresenta aos sócios num jogo com o PSV (quem é que faz um jogo de apresentação com o PSV?) e é possível que seja esse o bilhete que terei de comprar. Se alguém souber de um jogo treino, ainda que contra a equipa B, desde que seja em Alvalade e com bilhetes pagos, terá em mim um amigo dedicado assim que me disponibilizar essa informação. Como se não bastasse, a última vez que vi um jogo completo do PSV foi em 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4240005559583702654?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4240005559583702654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4240005559583702654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/j-agora.html' title='Já agora...'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5905529111225731138</id><published>2008-06-10T18:12:00.002+01:00</published><updated>2008-06-10T18:16:00.415+01:00</updated><title type='text'>fim?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma destas noites mais longas de sábado cedi a fumar um cigarro, um Marlboro vermelho, na companhia de amigos e enquanto conversava com eles entre imperiais numa esplanada. Se excluir quem me deu o cigarro (uma boa pessoa, gostava que acreditassem), apenas uma outra reparou que quatro meses depois eu voltava a fumar e mesmo assim já estava quase no filtro. Os restantes continuaram descontraídos como quem não repara num corte de cabelo. Perdi a aposta, claro, cujo objecto eram apenas cigarros, mas se juntarmos a este a cigarrilha de há uns tempos e o prometido charuto num casamento deste sábado que passou, o sucesso do adeus ao cianeto parece comprometido. Foram só quatro meses, que são uma gota de água em doze anos de tabaco. O sabor do cigarro, esse, foi realmente diferente de tudo o que me lembrava, e não foi mau. Foi um sossego finalmente atingido e ao mesmo tempo um sabor muito ansioso, demasiado adolescente até. Estar um cigarro inteiro a pensar na asneira de estar a fumá-lo é um péssimo cigarro. Por outro lado, ainda que não me tenha apetecido fumar na manhã seguinte, apeteceu-me bastante na noite seguinte e na outra (não fumei). E poucos dias depois estava agarrado a um charuto. Estou outra vez na condição de ex-fumador, mas agora sei que é muito mais fácil do que eu pensava voltar a fumar como dantes. Aproveitando o momento futebolístico que finalmente chegou, posso dizer que sou um desistente mais humilde. Continuo a achar que é fácil deixar de fumar e fácil não o fazer nunca mais. Mas também é demasiado fácil voltar a fumar. Um mundo de facilidades, portanto. É só escolhê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5905529111225731138?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5905529111225731138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5905529111225731138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/fim.html' title='fim?'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-613397108846117157</id><published>2008-06-03T16:14:00.003+01:00</published><updated>2008-06-03T16:20:35.490+01:00</updated><title type='text'>Regressos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é que o episódio do Sócrates no avião nos tivesse desencorajado de continuar na abstinência, mas ficámos um pouco envergonhados por partilhar o projecto, ainda que apontado para um confortável futuro incerto, de deixar de fumar com o primeiro-ministro. É altura agora de seguir em frente, deixar para trás este triste episódio que sozinho não poderá manchar a gloriosa caminhada dos ex-fumadores sérios e compreender que da mesma maneira que há bons e maus jornalistas, bons e maus professores, bons e maus auxiliares da acção médica, bons e maus serigrafistas, existem também bons e maus ex-fumadores. Nenhuma classe está livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sem pensar nisso que descobri por acidente que hoje é dia 3 de Junho, e portanto quatro meses que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;etc.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;etc.&lt;/span&gt; Quatro meses depois de se deixar de fumar, já todas as estatísticas gostam de nos empurrar para um local agradável onde a respiração voltou ao normal e praticamente todos os sintomas de quem fuma em excesso, desapareceram. Claro que dei por mim a querer testar isso imediatamente tentando por duas vezes, uma num jogo de futebol e outra num jogo de vólei na praia, as duas unicas modalidades que alguma vez pratiquei na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo de futebol correu como se esperava. As minhas articulações sofreram muito e ainda agora passadas duas semanas, sinto nas cartilagens o erro que cometi. Marquei dois bons golos, um dos quais me exigiu um sprint de dois metros que me obrigou a sair de campo a arfar sem fôlego (e a querer fumar um cigarro). Para concluir ficámos a saber que eu marco bons golos frequentemente, e que mesmo sem tabaco cá dentro há quatro meses o fôlego é escasso e trai-nos à primeira oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo de vólei foi diferente. Não estou debaixo de uma rede desde os 20 anos de idade, altura em que tinha menos 20 quilos ou mais, o que permite - descobri ontem - saltar a niveís completamente diferentes (o suficiente para agora ser impossível rematar, por exemplo). Descobri também que que é possível ficar cansado após um ou dois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sets&lt;/span&gt; e ainda que não sei jogar este desporto, com dúvidas muito sólidas sobre se não é uma memória inventada alguma vez ter tocado numa bola de vólei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Figueira da Foz é uma terra de básquete e nunca tratou bem pessoas que, como eu, nasceram para mudar o voleibol nacional, mas ainda assim, entre a praia e os torneios da escola, lá fui descobrindo que a minha vida era aquilo. Estamos a falar de um sítio (a praia da Plataforma) em que era possível ver oito putos com o cabelo espetado para o lado à Andrea Lucchetta, graças a quem acompanhávamos da mesma forma os jogos da equipa de futebol e de vólei do Milan. Seria de esperar que um discurso destes acompanhasse um grande jogador de vólei, mesmo que agora com 32 anos, mas o dia de ontem veio provar que o tempo é cruel com as nossas pequenas habilidades, e nem vale a pena alongar-me sobre o que se passou naquela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas posso ainda refugiar-me no terreno de jogo, um último recurso com que me brindaram. Actualmente as pessoas levam a sua própria rede para a praia, o que não sendo descabido, tem a chatice suprema de ter que se montar mastros e rede na areia, tarefa para uma meia-hora bem passada. A grande vantagem deste processo é poder escolher com precisão o local onde queremos jogar e foi o que fizémos. Naquelas várias centenas de metros quadrados, optámos por fazer o campo no local onde esteve anteriormente um bar, agora demolido. Debaixo do fino areal de Santo Amaro encontrava-se um mar de entulho pontiagudo e contundente, constituído sobretudo por pedras e bocados de cimento (alguns dos quais tiveram que ser carregados do campo por duas pessoas), pregos, cavilhas (nº27, creio), e pequenas placas metálicas triangulares com um '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;reservado&lt;/span&gt;' gravado. Como é evidente refreámos os mergulhos, que é uma das únicas razões que leva pessoas a jogar vólei, e ainda assim regressámos com a carne marcada como cristos. E perdemos todos os jogos, os meus dedos não obedecem, já não sei o que é uma manchete, nunca mais rematarei na vida e sou completamente inútil no bloco. Com a desculpa do tabaco excluída, resta-me pouco para explicar isto. Quinta-feira volto lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-613397108846117157?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/613397108846117157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/613397108846117157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/06/regressos.html' title='Regressos'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7163419977730152557</id><published>2008-05-15T01:03:00.004+01:00</published><updated>2008-05-15T01:22:57.913+01:00</updated><title type='text'>Aqui não entras tu!!!! *</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://manuelribeiro.files.wordpress.com/2006/02/_DSC5930%20copy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://manuelribeiro.files.wordpress.com/2006/02/_DSC5930%20copy.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Levantaram-se os padrecas, os hipócritas, os indignadinhos. Veio o sindicato dos tuberculosos, mais a liga ariana do pulmão e a brigada de extermínio da nicotina. De repente, o assunto do dia já não era o facto de os combustíveis de todas as gasolineiras terem subido 3 cêntimos pela calada da noite. O que realmente interessava era o facto de o Sócrates ter fumado um cigarro num avião fretado pelo Estado para ir ver o país do sr. Chávez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor com voz de desenho animado que nos governa mostrou ontem a fibra de que não é feito. Como ex-fumador militante, considero a atitude do inquilino de São Bento pouco menos que revoltante. Em vez de mandar esse coro de meninos delatores irem acampar nesse tenebroso lugar onde o sol não brilha, decidiu entrar no esquema. Disse que desconhecia que havia regulamentos da aviação que proíbem o cigarro a bordo (pois, esta deve ser para aí a segunda vez que o cavalheiro faz uma viagem de longo curso e não está habituado). Pediu desculpa e, pior ainda, veio dizer que ia deixar de fumar. Que coisa tão absolutamente deprimente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero agora que essa corja de padrecas que viajaram com ele controlem ao milímetro a viagem de regresso. Espero que contem todas as gotas de suor que se vão formar na testa do PM nas horas de voo em que o senhor vai pensar em fumar sem ter hipótese de o fazer. Porque o homem pôs-se a jeito e merece sofrer. Quem capitula assim perante os abutres merece ser devorado. Neste blogue de ex-fumadores não há lugar para hipócritas, por muito jogging marketeiro que façam por essas capitais fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* título roubado sem vergonha ao camarada Sérgio, que me concedeu a graça de reagir ao caso relatado, em nome da decência deste blogue&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7163419977730152557?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7163419977730152557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7163419977730152557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/aqui-no-entras-tu.html' title='Aqui não entras tu!!!! *'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2091607479429650757</id><published>2008-05-13T21:45:00.000+01:00</published><updated>2008-05-13T22:01:02.295+01:00</updated><title type='text'>Have some respect please!!</title><content type='html'>Há dois tipos de fumadores que deviam ser proibidos de existir: os de ocasião e os que alternam longos períodos de abstinência com igualmente longos períodos de tabagismo, alternando ente uns e outros com irritantíssima facilidade. Esta gente não tem respeito pelo sacrifício alheio.  São uns exibicionistas puros, convencidos de que conseguem o melhor de dois mundos -  o prazer da nicotina e a limpeza da caixa torácica. E o pior é que há quem o consiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, conto entre os meus amigos com exemplares de ambas as espécies. Um deles pratica há cerca de dois anos a obscena rotina de começar a fumar à sexta-feira à noite, interrompendo o vício até à noite de sábado seguinte. De domingo a quinta-feira não toca em tabaco, apesar de ser capaz de fumar um maço numa noite, se a cerveja a isso obrigar. A meu único consolo é que o rapaz fuma Português Azul – uma dessas marcas a que antes chamavam “lights” e que eu nunca percebi porque é que as pessoas fumam, podendo elas comprar tabaco verdadeiro pelo mesmo preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro cafageste com quem privo amiúde acaba de voltar a fumar, após um período de seis ou sete meses sem meter um rolinho de nicotina nos beiços. Justifica o facto de ter  deixado de fumar com um inacreditável “os cigarros já não me sabiam bem”, como se os dias de um fumador alguma vez se contassem só pelos bons cigarros. Agora diz que lhe “voltou a apetecer fumar”. Já não é a primeira vez que o artista faz este número de circo, o que é deveras arreliante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ser implementado um código de conduta para estas merdas. A preto e branco. O u fumas ou não fumas. Salta pocinhas é coisa que me arrelia solenemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2091607479429650757?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2091607479429650757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2091607479429650757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/have-some-respect-please.html' title='Have some respect please!!'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7482428101780359901</id><published>2008-05-13T14:45:00.009+01:00</published><updated>2008-05-13T15:50:34.528+01:00</updated><title type='text'>Fumo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os argumentos dos não fumadores na defesa da lei do tabaco são tão imbatíveis quanto desonestos. Saúde, cheiro, desconforto... Quem é que pode combater isto, com argumentos egoístas como sossego, prazer, hábito? É isto que é estranho em toda esta discussão. As pessoas fumam às portas dos restaurantes e cafés, saem rapidamente da mesa depois das refeições, interrompem-se conversas. São estes os argumentos mesquinhos que eu, até um ex-fumador, tenho para apresentar contra a lei porque, por mero caprticho romântico, prefiro cafés com algum fumo, chão com algum lixo e nem tenho náuseas se um taberneiro pegar num queijo com a mão antes de o servir. Não se ganha nada tradicional ou culturalmente em manter estas coisas, pelo contrário, mas há conjuntos que só existem com os elementos todos. O post anterior só menciona cigarros marginalmente, na fotografia. Aquela imagem é uma desculpa para o post e vice-versa. Gosto muito daquele Sinatra a acenar (ou simplesmente a cantar, não sei bem) e a composição sem o fumo não era a mesma. Nem nenhuma outra de &lt;a href="http://www.hermanleonard.com/default_site.htm"&gt;Herman Leonard&lt;/a&gt; o era. O jazz sem fumo é uma outra coisa, mais nova e talvez melhor (os sopros por definição devem ficar a ganhar num ambiente sem fumo), mas sem alguma coisa que, prova-o Leonard a seguir, está lá a participar naquelas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNA6vqVI/AAAAAAAAABE/90G-iZP8Gys/s1600-h/dexter.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNA6vqVI/AAAAAAAAABE/90G-iZP8Gys/s320/dexter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199862290709457234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNQ6vqWI/AAAAAAAAABM/XkeLRVB9s6U/s1600-h/Ella.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNQ6vqWI/AAAAAAAAABM/XkeLRVB9s6U/s320/Ella.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199862295004424546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNg6vqXI/AAAAAAAAABU/S8WeQk4nNRg/s1600-h/dizzie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNg6vqXI/AAAAAAAAABU/S8WeQk4nNRg/s320/dizzie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199862299299391858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNg6vqYI/AAAAAAAAABc/nmXYAtKR7r8/s1600-h/hodges.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNg6vqYI/AAAAAAAAABc/nmXYAtKR7r8/s320/hodges.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199862299299391874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Dexter Gordon, Ella Fitzgerald a cantar para Duke Ellington e Benny Goodman, Dizzy Gillespie e Johnny Hodges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7482428101780359901?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7482428101780359901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7482428101780359901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/fumo.html' title='Fumo'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jx2-O-b3E8U/SCmfNA6vqVI/AAAAAAAAABE/90G-iZP8Gys/s72-c/dexter.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-3044748801433440278</id><published>2008-05-12T11:27:00.002+01:00</published><updated>2008-05-12T11:29:46.896+01:00</updated><title type='text'>Outros adeus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.edelmangallery.com/leonard36s.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 243px; height: 329px;" src="http://www.edelmangallery.com/leonard36s.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por foleiro que seja eu ainda sou uma pessoa que se sensibiliza com momentos simbólicos como o foi ver ontem o Rui Costa a jogar os últimos minutos. Enquanto ele rematava furiosamente à baliza para marcar um último golo, ia eu visualizando o Rui Costa a jogar à bola contra o Parma em 1993, a primeira vez que vi o Benfica no estádio. Imagino que já ninguém se lembre, mas naquela altura, entre 1990 e 1994, era extremamente careta ser do Benfica para um miúdo, sobretudo em relação ao Sporting. Apesar das finais de 87 e de 90, apesar do jogo com o Arsenal e com o Leverkussen e apesar de ganharmos o campeonato praticamente de dois em dois anos, o Sporting fez dos seus jogadores, adeptos, escolas e o diabo uma fábrica de coolness. Era quase impossível combater o Figo, Capucho, Filipe, Nelson, até o Paulo Sousa depois. Mas só quase impossível, que tinhamos connosco o Rui Costa imperturbável a ser o maior sem andar em revistas, já casado, um gajo já um bocado à nossa frente. Toda a gente queria ter o Rui Costa (como o Benfica o tinha, claro), e estas unanimidades são raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-3044748801433440278?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3044748801433440278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3044748801433440278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/outros-adeus.html' title='Outros adeus'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7259948538684860544</id><published>2008-05-09T21:42:00.002+01:00</published><updated>2008-05-09T22:03:25.397+01:00</updated><title type='text'>Bored</title><content type='html'>Não cheguei ao fato, mas passei boa parte da semana a praticar um desporto que me destrói a paciência: usar uma camisa por dentro das calças. Não consigo compreender como é que se consegue fazer essa coisa com dignidade. Ou fico com um ar de balão insuflado ou irremediavelmente desfraldado de um dos lados o que, seja como for, me faz sentir muito ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa para a farpela melhorada (mas não muito) foi uma conferência internacional decorrida em Lisboa, onde, por razões profissionais me vi obrigado a ouvir um dos piores tipos de discurso que conheço - o dos professores de ciências sociais portugueses. Com raras excepções - e felizmente houve-as na dita conferência - o académico português vai a um evento destes para demonstrar que domina todo o impenetrável jargão da sabedoria científica lusa, para quem a forma é tudo. É inacreditavelmente difícil manter os olhos abertos às duas da tarde, quando ouvimos um professor dizer a outro "gostei muito da sua taxinomia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já demasiadas vezes constatei, os académicos estrangeiros têm uma postura e um discurso completamente diferentes. Falam simples, querem falar simples, percebe-se o que eles querem dizer, têm coisas para dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por eles que invejo os que se levantam a meio da conferência para vir cá fora fumar. Basta-lhes isso para justificar o gesto. Eu tenho de inventar um telefonema imprevisto ou fingir-me ocupado com algum pensamento importante, para tentar disfarçar o facto de que estou aborrecido de morte. E a camisa cada vez mais indomada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7259948538684860544?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7259948538684860544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7259948538684860544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/bored.html' title='Bored'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4883779150153017692</id><published>2008-05-09T17:25:00.007+01:00</published><updated>2008-05-09T17:45:12.653+01:00</updated><title type='text'>Juro que não tenho cinco anos, mas há coisas simples que me deixam muito surpreendido.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma semana duríssima, uma coisa extraordinária, e apesar do torcicolo ser já um problema do passado (recente) descobri que ao contrário do que pensava, a falta de tempo é mais amiga dos cigarros do que o ócio. Cada intervalo de dez minutos em que podia estar sem fazer absolutamente nada (penso que terei tido entre um a dois destes intervalinhos no total da semana) era um convite a um Camel fumado com a mente em branco, uma coisa parecida com o copo de água do despertar. Claro que sou já uma pessoa crescida nisto da resistência - fizemos no sábado passado 90 dias certinhos - e rapidamente volto ao normal sem recorrer a actos heróicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto dormi pouco quase sempre e andei muito na rua. O meu leitor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mp3&lt;/span&gt; continua com os mesmos oito álbuns (só tem 1GB) e eu já não os posso ouvir. Forma figurada de falar - ouço na mesma, que remédio - mas agora sei tudo sobre três ou quatro discos e há um ou dois, que até eram bons mas que morreram para sempre. Aconteceu-me nos últimos dois dias uma coisa menos habitual que foi andar de fato. Bom, andar de calças, camisa e casaco (diz-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blazer&lt;/span&gt;?), mas eu, um tipo que andou de  calças de ganga e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;t-shirt&lt;/span&gt; na maior parte da sua existência, achei tudo isto uma grande novidade, pelo menos sem beberete, missa e copo d'água durante a tarde. Já se vê, por isto e pelos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;westerns&lt;/span&gt;, que descubro a pólvora a cada esquina, mas fico sinceramente impressionado com o conforto de roupa aparentemente tão desconfortável, sobretudo as calças. Não quero ser rude nem óbvio só que um homem sente-se seguro quando veste calças assim, embora a escolha dos boxers talvez tenha que ser mais criteriosa do que numas - agora, para mim -  estranhamente universais calças de ganga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é mesmo verdade, embora para isso já estivesse preparado, que as pessoas me falam de outra maneira, e não fico nada ofendido. Não só foi por isso mesmo e para poupar tempo que fui ter com essas pessoas assim vestido, como até eu fico muito mais impressionado comigo próprio, provavelmente por uma ilusão de competência de que felizmente só eu sei a verdade. Também pareço mais alto (portanto devo parecer ter uns 2,12 m) e mais magro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não contava com os sapatos. Quem diz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;t-shirt e calças de ganga toda a vida&lt;/span&gt;, também diz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sapatilhas&lt;/span&gt; a acompanhar e eu fui apanhado desprevenido pelos assassinos dos sapatos pelo que não tardei a coxear das duas pernas e a andar com grande dificuldade pelas ruas de Lisboa. O sofrimento (que me fez pensar num cigarro, como faz sempre) foi crescendo e no metro do Marquês, já quase no meu destino mas também já a arrastar-me, sou abordado por um sujeito que me disse que eu não podia viver desta maneira. Disse-me estas palavras num brasileiro paulista ou de Belo Horizonte, não sei dizer bem, mas era daqueles que carregam nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;xx&lt;/span&gt; e que parecem americanos a tentar falar português, e agarrou-me no braço com franca solidariedade. Disse chamar-se Abinoan (pela minha saúde, ele soletrou e tudo) e quis que eu ficasse com o seu número de telefone, porque para minha sorte, ia ele dizendo, era especialista em reflexologia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shiatsu&lt;/span&gt; e massagens no geral, e que por 50 euros eu podia deslocar-me a sua casa em Algés, onde ele tinha óptimos óleos, uma música relaxante e que eu saíria de lá com um espírito e ego novos. E acho que também deixava de coxear. Nem por um segundo duvidei das boas intenções do Abinoan que transbordava honestidade a cada palavra, mas recusei educadamente. Aliás, não foi bem recusar, mas tentei explicar-lhe em vão que o problema era pontual e a causa estava bem identificada, mas não havia nada a fazer que o homem vendia massagens, não vendia sapatos. Optei por nem lhe falar do torcicolo, porque nesse caso o sentido de missão do Abinoan podia ser demasiado. Já tinha saudades de andar a pé por Lisboa durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4883779150153017692?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4883779150153017692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4883779150153017692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/juro-que-no-tenho-cinco-anos-mas-h.html' title='Juro que não tenho cinco anos, mas há coisas simples que me deixam muito surpreendido.'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7247473251206770996</id><published>2008-05-04T15:55:00.005+01:00</published><updated>2008-05-05T18:22:17.463+01:00</updated><title type='text'>Burning</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.aerospace-technology.com/contractor_images/e-leather/2-flames.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www.aerospace-technology.com/contractor_images/e-leather/2-flames.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O meu amigo Sérgio imagina o que será um bola de fogo a sair do esquentador em direcção às suas fuças. Eu posso explicar-lhe o que isso é e dar-lhe até a receita para o conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só precisa de um esquentador em mau estado, sem isqueiro nem essas modernices de faíscas hidrodinâmicas ou pilhas, e de uma instalação de água quente. E também uma estupenda dose de estupidez. Quando tiver o material pronto a ser usado, experimente abrir a torneira de água quente e dirigir-se para a banheira. Quando reparar que a água está fria (se tiver sorte, isto acontece ainda antes de entrar no duche) saia da casa de banho e vá à cozinha verificar que o esquentador está apagado mas que continua a puxar o gás. Agora tem de ser rápido: antes que esse gás se dissipe, acenda um fósforo e espreite para dentro do esquentador para ver onde está o piloto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saboreie bem a breve parcela de segundo que se segue. Há uma ligeiríssima décalage entre o pensar que vai levar com uma chama nas trombas e o levar, efectivamente com a chama nas trombas. Se tiver sorte, a coisa passa tão depressa como um abrir e fechar de olhos e só se apercebe de que acaba de correr risco de vida quando nota um cheiro esquisito a carne queimada ou quando passa a mão pelas sobrancelhas e fica com uma mancha disforme de  pêlos chamuscados na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepara-se para ser gozado severa e alarvemente pelos seus companheiros de casa – eles riem-se para tentar evitar o facto de que o esquentador lhes pode fazer o mesmo serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tem duas notas mentais a fixar – se for preciso, escreva-as 100 vezes na parede: “Não vou acender o esquentador logo a seguir a fechar a torneira de água quente” e “Não vou pôr a cara em frente ao aparelho quando estou a acender a chama piloto”. Se isto lhe acontecer escassos dias depois de ter caído a um rio numa noite de Inverno, nem pense em deixar de fumar. O stress seria demasiado intenso. Adie essa decisão para uns seis ou sete anos mais tarde e aproveite bem cada cigarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7247473251206770996?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7247473251206770996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7247473251206770996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/burning.html' title='Burning'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8026162206354326123</id><published>2008-05-02T19:08:00.004+01:00</published><updated>2008-05-02T20:00:22.927+01:00</updated><title type='text'>Em chamas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha arrogância não podia trazer bons resultados. Não estive sequer perto de ser o primeiro a escrever vitrocerâmica num blogue e não estou a falar de blogues de imobiliárias ou de gente que quer vender a casa. Logo o primeiro &lt;a href="http://pesquisa.sapo.pt/sHP?q=vitroceramica&amp;amp;channel=blogs&amp;amp;barra=blogs&amp;amp;t=&amp;amp;location=pt"&gt;que me aparece&lt;/a&gt; em destaque é uma coisa chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de uma Divorciada&lt;/span&gt;. Não é possível competir com uma coisa destas, penso eu logo à partida e bem, mas depois entro no blogue procuro o post em questão e a coisa ainda se agrava. É uma situação triste e mesmo que alguém tenha escrito num blogue absolutamente público que o ex-marido é um inútil que nem com uma placa de vitrocerâmica se entende, não deixo de sentir um certo desconfortozinho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voyeur&lt;/span&gt; e desligo o blogue rapidamente. Ainda havia mais alguns resultados na lista, de blogues com rubricas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dramas do Mulherio&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Retaliações&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Problemas Domésticos&lt;/span&gt;, mas depois daquele primeiro não tive coragem para abrir mais nenhum (bom, li uma linha daquele das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Retaliações&lt;/span&gt;, porque aparecia na página da pesquisa e dizia isto: «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mulher, quando saía de casa, levava consigo os bicos do fogão para que o marido não conseguisse aquecer a sopa»&lt;/span&gt;. Isto é sério?, alguém sabe?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, aquele primeiro post continuou a causar-me estranheza, porque de facto, que tipo de homem é que não se entende com um fogão em vitrocerâmica? É que eu estava convencido que a Fagor ou alguém assim tinha pensado exclusivamente nos homens quando inventou este fogão. Foram sempre mulheres que vi torcerem o nariz a esta maravilha da tecnologia, porque "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não é a mesma coisa&lt;/span&gt;". Obrigado, claro que não é a mesma coisa, mas ninguém consegue dizer com firmeza que é pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a questão de não ter fogo. Tem uma placa negra assustadora que ao rodar um botão reflecte um bocadinho do inferno ali na cozinha, e, garanto-vos, chega a dar algum medo nas primeiras vezes. Só que não há uma única chama. Quando me mudei para esta casa vinha de uma longa tradição de fogões a gás, um dos quais com dois bicos apenas e fabricado na Fundição de Oeiras. Mas quando tive que comprar pela primeira vez electrodomésticos e fui apresentado àquele hino à limpeza fácil, nem pensei duas vezes e cheguei a dar por mim a imaginar uma casa livre de gás. Se optasse por não ter esquentador estaria livre de contas do gás e de instalações chatas de gás natural ou de andar a pensar em botijas. Um mundo de vantagens, mas alguma coisa parecia muito errada naquele cenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei por instalar um esquentador a gás e só determinado dia, passados muitos meses, talvez anos, é que me descobri em casa sem isqueiro. Após alguns exercícios patetas e perigosos na inútil placa do meu fogão, lembrei-me em êxtase que restava ainda esse resistente da chama. Claro que o que não me restou foi um pingo de dignidade, enquanto abria a torneira para ter lume, deixava a água a correr, e praticamente encostava a cabeça ao esquentador no que me parecia ser sempre um convite para uma explosão em cheio na minha cara (eu não sou nada pessimista, mas há situações que promovem este tipo de imagens mentais). Há muitos milhares de anos que os lares das pessoas têm sempre qualquer tipo de chama e se calhar há uma razão para isso. Com o extra de que se for fumador pode estar a correr o risco de um dos piores pesadelos da classe. Ter cigarros e não poder acendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8026162206354326123?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8026162206354326123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8026162206354326123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/em-chamas.html' title='Em chamas'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7423963090679619770</id><published>2008-05-01T17:45:00.005+01:00</published><updated>2008-05-02T17:17:48.397+01:00</updated><title type='text'>Forbidden</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://hamptonroads.com/files/images/81631.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://hamptonroads.com/files/images/81631.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nem tudo são más notícias para os pecadores neste fim de primeira década do século XXI. Diz que agora os tipos da &lt;a href="http://hamptonroads.com/2008/04/sangria-its-refreshing-now-its-legal"&gt;Virgínia&lt;/a&gt; – e de outras partes desse máquina de produção de legislação bizarra a que chamam América – já podem, finalmente, beber sangria nos bares e restaurantes sem que o dono arrisque uma multa pesada. Parece que a perigosa bebida estava legalmente banida por conter misturas de várias bebidas espirituosas, um a coisa perigosíssima, como toda  a gente sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui pela Velha Europa, mais concretamente aqui no rectângulo mais a ocidente, os estudantes de enfermagem de Vila Real lembraram-se de inventar uma bomba alcoólica a que chamam &lt;a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=E5C24CA6-5EF4-41EE-B6E0-922E4D1E4594&amp;channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010 "&gt;seringadela&lt;/a&gt;, capaz de embebedar um gajo em 10 minutos. A coisa leva Vodka e folhas de gelatina (quem é que se ia lembrar desta) e é servida em seringas –daí o nome da bebida. Não consta que haja alguém interessado em proibir a coisa, mas não deve tardar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a honrosa excepção da sangria, o mundo todo caminha na direcção do proibicionismo. Quando um gajo já não consegue entrar num avião com um frasco de champô, começo a achar que estamos a ir longe demais. Não sei se é medo, se é parvoíce, se é uma mistura das duas. Estou convencido de que  a proibição do tabaco deve demorar mais uns dez anitos no máximo. Prometo que nesse dia fumarei um cigarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7423963090679619770?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7423963090679619770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7423963090679619770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/05/forbidden.html' title='Forbidden'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-3272735218356612308</id><published>2008-04-30T15:16:00.003+01:00</published><updated>2008-04-30T15:28:03.504+01:00</updated><title type='text'>Vidas simples</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas como eu cresceram a ver filmes de duas maneiras: os que davam na RTP e os do clube de vídeo local, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Steps&lt;/span&gt;. Com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Steps&lt;/span&gt; aprendi tudo sobre os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blockbusters&lt;/span&gt; dos anos 80 e ainda tive oportunidade de andar por meandros menos aconselháveis. O &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087805/"&gt;Ninja III&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090009/"&gt;She - A rainha da guerra e do amor&lt;/a&gt; ou o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0088944/"&gt;Commando&lt;/a&gt; (média de 6.0 no imdb...), passavam sem filtro pelo cartão de sócio do meu pai e pela minha influenciável mente. Foi bom para relativizar. É em parte por isso que eu sempre soube que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Indiana Jones&lt;/span&gt; ou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Regresso ao Futuro&lt;/span&gt; são bons filmes, mesmo quando já havia gente mais retorcida que me dizia que não. Na RTP era tudo diferente, sobretudo porque eu era ainda mais novo e só me interessavam dois géneros de filmes. Os de piratas (que na verdade se resumem a dois com o Errol Flynn - sei tudo sobre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dr. Blood&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gavião dos Mares&lt;/span&gt;) e os de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cowboys&lt;/span&gt;, estes sim, às dezenas, vistos com o meu pai e pipocas. A instituição das pipocas naquela casa era das mais valiosas que tínhamos, e foi a primeira coisa - digamos - cozinhada que eu soube fazer. Além disso o processo parecia-me extremamente solene, fosse pelo tacho exclusivo das pipocas, pela barulheira de tudo aquilo ou por a minha mãe não se importar que usássemos um pano de cozinha para limpar as mãos quando acabávamos de comer (tudo para salvar os sofás, agora compreendo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado uns anos os meus filmes começaram a ser vistos em salas de cinema e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homevideo&lt;/span&gt; ressentiu-se. Também as pipocas ficaram mais raras, os filmes em casa passaram a ser acompanhados por cigarros estrategicamente colocados (como os do futebol). Nos últimos dias, naquilo que espero não ser uma crise de meia-idade, comecei a ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;westerns&lt;/span&gt; e aventuras afins clássicas (o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt; veio bem a calhar neste contexto) e fiquei preocupado com algumas coisas. A falta de pipocas foi o primeiro desconforto. Nem sei se os cigarros seriam sucedâneo suficiente e agora também não tenho como testar. Não tenho uma panela para pipocas, o meu fogão é de vitrocerâmica* e não sei se é possível fazer pipocas nestas condições. As de micro-ondas são um bom petisco mas não é a mesma coisa. Tenho tentado passar isto à frente, mas dava-me jeito encontrar uma solução nos próximos dias. Outro desconforto novo foi passar a gostar de ver o John Wayne e deixar de gostar do Clint Eastwood, uma situação que se inverteu diametralmente desde a infância. Comecei por ver o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rio Bravo&lt;/span&gt; e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desaparecida&lt;/span&gt; de seguida e bastou-me para fazer opinião. Do Charles Bronson continuo a gostar da mesma forma, valha-me isso. Uma outra situação grave é que a maior parte do que se passa nestes filmes, e que eu devia lembrar-me com alguma clareza, passou-me completamente ao lado quando os vi em miúdo, aparentemente. E ainda estou a falar só de guiões, argumentos, etc. A surpresa maior estava reservada para mais tarde: eu fazia lá ideia que havia mulheres nestes filmes! Está um tipo descansado a ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cowboys&lt;/span&gt; e a Claudia Cardinale sai de um comboio, a Angie Dickinson desce de uma diligência, a Natalie Wood está dentro de uma tenda de índios. Mas o que é isto? Juro que não sabia de nada até há poucos dias atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O torcicolo está quase bom, também graças a isto. Um saco de água quente, um bom sofá, um relaxante muscular (são comprimidos) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;westerns&lt;/span&gt; em sessões contínuas garantem resultados infalíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;*É bem possível que seja a primeira vez que esta palavra foi escrita em toda a blogosfera nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-3272735218356612308?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3272735218356612308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3272735218356612308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/vidas-simples.html' title='Vidas simples'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2129826583414658819</id><published>2008-04-28T16:39:00.002+01:00</published><updated>2008-04-28T16:44:27.211+01:00</updated><title type='text'>Os andróides sonham com cigarros eléctricos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era importante caminhar para outros problemas em breve e se fosse possível fechar o blogue rapidamente. Os meus problemas actualmente são canalizados num único sentido, que é a sua relação com cigarros. Ontem vi o Blade Runner pela primeira vez em 20 anos, altura que o vi na televisão em pré-adolescência. Nunca calhou vê-lo desde então, mas conheço-lhe bem o folclore, e sei como são estas coisas dos cultos. O que quero dizer é que não queria arriscar mas um dos elementos que mais se destacou nesta pobre mente foi o fumo dos cigarros. Reparem que eu penso que sei apontar todos os cigarros fumados ao longo do filme: O tipo que faz o primeiro teste ao Leon, no início do filme, está a fumar; o chefe da polícia enquanto visualiza este mesmo teste, está a fumar; a Rachel/Sean Young está a fumar no teste dela. (Optei por não ligar a umas boquilhas compridas num bar). A minha vida é isto agora. Vejo um marco histórico do cinema quase pela primeira vez e fico preso a cigarros fumados por replicantes e intrigado pelas razões que os fazem fumar. Malta do Blade Runner já me tem dado a desarmante resposta "porque podem" e mudam de assunto, aborrecidos comigo como se eu tivesse estragado uma boa anedota com perguntas desnecessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2129826583414658819?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2129826583414658819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2129826583414658819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/os-andrides-sonham-com-cigarros.html' title='Os andróides sonham com cigarros eléctricos?'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-3613005269369382908</id><published>2008-04-24T11:20:00.004+01:00</published><updated>2008-04-24T11:35:17.737+01:00</updated><title type='text'>Otis Reading</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um texto de poucas linhas do Julio Cortázar daqueles que soam a filosofias de trazer por casa mas que inevitavelmente são verdadeiros, que conta que quando nos oferecem um relógio nunca nos oferecem apenas um relógio mas também o medo de ser roubado ou de o perder, a obrigação de lhe dar corda, o vício de ver as horas constantemente e mais uns quantos brindes do género. Quando se começa a fumar também ninguém é prevenido para alguns dos novos comportamentos que aí vêm. Podemos ser prevenidos para a doença, mal-estar, o dinheiro que se perde, cheiros desagradáveis, enfim, as listas são conhecidas e extensas, mas é raro ser avisado dos planos que vamos fazer antes de uma viagem, dos cafés onde não vamos querer estar por não se fumar e do desconforto de prever a falta de cigarros e ter que fazer alguma coisa por isso, ou o pior de todas, ficar sem tabaco e não poder fazer nada para voltar a ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhei sempre do alto nestes planeamentos e era frequente ficar sem cigarros, portanto também era frequente sair tarde de casa para ir a uma bomba comprá-los. De todas essas vezes lembrava-me e invejava o Philip Seymour Hoffman no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Magnolia&lt;/span&gt;, enquanto fazia de enfermeiro, a telefonar para uma loja e pedir comida e um maço de cigarros para entregar em casa. Fiquei tão impressionado com a utilidade daquele serviço que tenho a imagem desse telefonema mais presente do que a chuva de sapos. Eu que sou um rapaz tímido não hesitei nunca em pedir um cigarro a desconhecidos se precisasse, fiz sempre os desvios mais complicados se fossem necessários para comprar cigarros, mas nunca me permitiria ficar sem tabaco se o pudesse evitar. Durante anos fiz semanalmente viagens para Lisboa pela A1 ou de comboio. O comboio nunca me trouxe problemas. À altura havia carruagens para fumadores e vendia-se cigarros. O autocarro expresso era outra preciosidade em que se podia fumar no piso inferior, que até era bastante mais confortável. Os anos 90 começam a parecer um sítio distante. Só que havia uma característica nessa altura que se esbateu, mesmo que as minhas viagens sejam agora muito menos frequentes: a facilidade com que a auto-estrada entupia ou que o comboio tinha que parar. Por horas. Aconteceu-me mais vezes do que gostaria ficar parado por mais que duas horas, mas por sorte só numa delas estava sem cigarros, e estava de carro sozinho a dez quilómetros de uma estação de serviço. Uma fila parada é aborrecido, sem cigarros é desesperante. Era por me sentir sempre assim na falta ou perspectiva de falta de cigarros que achava que era impossível deixar de fumar. Se era assim por períodos de meia-hora o que seriam dias inteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta altura já toda a gente deve ter visto o vídeo de Nicholas White preso num elevador. Após uma pausa para fumar, para o que teve que descer do 43º andar do edíficio onde trabalhava até à rua, o homem meteu-se num elevador expresso (sem paragens até ao 39º andar) que a meio da viagem parou. Por 41 horas. Ele tinha três cigarros, tinha deixado telemóvel e relógio no escritório. Elevadores e cigarros tendem a não combinar bem. Nick Paumgarten escreveu para a New Yorker sobre White e elevadores no geral, da quase impossibilidade destes cairem ou de alguém ficar realmente ferido por culpa de um elevador e do medo (ou respeito, vá) que tanta gente tem de andar num.  A fobia está muito mais direccionada para o medo de ficar a pensar horas sozinho do que com a possibilidade de acidente. E no meio de tanta coisa que se pode escrever sobre elevadores há quase sempre um cigarro, no texto. Os do White, sobretudo. Noutros tempos teria lido este relato avidamente como quem lê o mais angustiante dos contos de terror, mas agora não. Rapidamente passei da história do prisioneiro para o deslumbramento por elevadores. Se puder mudar de emprego agora quero ser técnico de elevadores. &lt;a href="http://www.newyorker.com/reporting/2008/04/21/080421fa_fact_paumgarten"&gt;Tudo aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-3613005269369382908?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3613005269369382908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3613005269369382908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/otis-reading.html' title='Otis Reading'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1210819055708265872</id><published>2008-04-23T19:23:00.003+01:00</published><updated>2008-04-23T19:29:21.507+01:00</updated><title type='text'>Oceano Pacífico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estranhamente depois da cigarrilha tudo ficou mais calmo. Houve algum receio enquanto a fumava, posso confessar agora. Quando engoli a minha primeira pastilha elástica aconteceu-me o mesmo e nem contei aos meus pais por medo, eles que sempre tiveram o bom-senso de me afastar daquele meu primeiro alcatrão. Concluí que ia morrer em poucas horas e perguntei desesperado a um amigo mais velho se havia ainda algo a fazer naquela situação-limite da minha vida. O gajo riu-se e contou-me que já tinha engolido mais de uma dezena e que não acontecia rigorosamente nada. Achei isto um bocado irresponsável de se dizer a um miúdo e, pelo sim pelo não, não voltei a fazer o mesmo (bom, aqui há atrasado - coisa de semanas - aconteceu-me comprar aqueles melõezinhos verdes numa loja de gomas e engoli propositadamente uns oito ou nove antes de me aperceber, com um dos últimos que quis que durasse mais, que aquilo nunca mais se desfazia e que talvez fosse por estar a mastigar pastilha elástica. Alguém sabe se são realmente?). Importante nisto é a irresponsabilidade do outro que me disse que não fazia mal, ruindade em que talvez eu próprio caia por vezes aqui. Quando fumei a cigarrilha pensei que se calhar era tudo verdade e que o vício ia regressar em força no momento exacto em que puxasse a primeira baforada e afinal é este sossego passados estes dias. Portanto, caros, um bocadinho de pedagogia: deixar de fumar é bem fácil, aqui e ali é divertido, e num instante vai parecer que nunca pegaram num cigarro. Mas convém lidar com papão do vício como quem lida com o mar ou a trovoada. Sem medos mas com respeitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1210819055708265872?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1210819055708265872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1210819055708265872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/oceano-pacfico.html' title='Oceano Pacífico'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8635874250343420686</id><published>2008-04-20T15:34:00.003+01:00</published><updated>2008-04-22T14:24:16.462+01:00</updated><title type='text'>The blue moods of Spain</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.spain4uk.co.uk/images/bull.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://www.spain4uk.co.uk/images/bull.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já voltei há nove dias, mas o espírito ainda não regressou completamente. A semana que passei na pátria dos caramelos tornou ainda mais difícil a já de si árdua tarefa de dizer mal de Espanha e dos espanhóis. Esta coisa de olhar para a fronteira com desconfiança e desdém está-nos no sangue. Mais, fomos educados para detestar os espanhóis, esses cobiçosos arruaceiros que sempre nos quiseram anexar. É pena que os mitos caiam assim, porque os mitos dão trabalho a criar e mais ainda a manter e a passar de geração em geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espanhóis meus caros, sabem viver bem melhor do que nós. Sabem acordar mais tarde, sabem dormir a siesta, sabem sair à noite todos os dias, sabem aproveitar ao máximo as horas úteis do dia. Sabem que petiscar em vez de jantar é uma coisa bem divertida. Sabem fazer dos fumados e enchidos uma presença constante na vida do indivíduo, em vez de ser um luxo ocasional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabem outra coisa não menos importante. Os espanhóis perceberam há muito que as regras que Bruxelas quer impor a todo o continente só são boas para serem aplicadas até aos Pirinéus. Fizeram uma lei do tabaco que deixou a cada estabelecimento decidir se o fumo entra ou fica à porta. O resultado, mau ou bom, não me vou pôr a discutir isso aqui e agora, é que se fuma em 90 por cento dos bares e cafés. Quando muito, há uns audaciosos que criaram zonas de separação, mas sem divisórias nem as 505 mil regras que o nosso Governo inventou para tornar absolutamente incompreensível o modo de funcionamento de um bar com áreas para fumadores e não fumadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter abandonado a causa, gostei de ver os meus amigos fumadores a beber e fumar em simultâneo outra vez. Pode-se manter uma conversa à mesa sem ter de se ir lá fora apanhar chuva e frio. Há pequenas coisas cujo valor só nos apercebemos quando as perdemos. Ah, e os gajos ainda usam orgulhosamente essa coisa perigosíssima que é o galheteiro. Aqui os “bons alunos” lamentam-se. Os gajos divertem-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8635874250343420686?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8635874250343420686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8635874250343420686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/blue-moods-of-spain.html' title='The blue moods of Spain'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5903459223270550847</id><published>2008-04-18T17:23:00.003+01:00</published><updated>2008-04-18T17:31:10.338+01:00</updated><title type='text'>O que uma pessoa sofre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tem sido uma semana nada fácil. Pode-se começar pelo meu estado actual: eu estou com um torcicolo cuja amplitude se estende por todo o meu braço esquerdo. Suponho que sou uma pessoa que desenvolve torcicolos por puro azar, não vejo que outra explicação pode haver. Um torcicolo - condição que deve ter uma designação um pouco mais credível, mas não sei qual; distensão parece-me incompleto - aparece sempre subrepticiamente enquanto se trabalha, sentado em frente a um computador e faz-nos pensar que estamos só cansados. Na manhã seguinte é quase certo que vou acordar de pescoço preso para o lado. Mas isto foi na quarta-feira de manhã, e confesso que me vou habituando a acordar assim amiúde, mas por alguma razão nunca respeito os torcicolos e isto acaba sempre mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui há dois anos estava com uma coisa destas no pescoço e quando me preparava para atravessar a cozinha, parei para espirrar, que é uma coisa que eu faço bastante bem, sendo que às vezes gosto de colocar algum vigor no processo. Assim que espirrei, senti um choque que partia da parte dorida do pescoço e que disparou como um chicote até à minha mão esquerda, imobilizando imediatamente todo o meu lado esquerdo até à cintura. A única solução foi mergulhar imediatamente e em grande esforço para o sofá e ficar esticado tentando não desmaiar com as dores no pescoço e braço e procurando ignorar as gargalhadas da minha mãe e irmã que presenciaram com grande satisfação a tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco mais de uma hora consegui desenvolver uma posição que consistia em estar com o braço esquerdo completamente erguido acima da cabeça que teria que tombar o mais possivel para a direita, posição na qual as dores já não provocavam aqueles pontinhos brancos à frente dos olhos. Passadas duas semanas já estava quase bom e pelo meio pude ter oportunidade de experimentar emplastros (não eram Leão), que são menos eficazes do que eu esperava. Até à semana passada, dois anos depois, já conseguia mover novamente todos os músculos sem dificuldades e o único apontamento que ficou foi uma ligeira perda de sensibilidade no indicador esquerdo, coisa que vim a descobrir dar muito jeito para tocar baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última quarta-feira fui ver um jogo de futebol que houve e nem fui tarde para casa, ontem até acordei quase bom. Hoje de manhã, grato por mais uma sexta, acordei e levantei-me para um copo de água. Como ainda só estava cinco minutos atrasado, voltei para a cama um pouco mais e antes de me levantar mandei uma apetecida e enérgica espreguiçadela que me atirou para o estado em que me encontro agora. Só me espreguicei, felizmente, mas estou apavorado que algo me faço espirrar nas próximas horas. Diria que não é tão grave como há dois anos, mas voltei a saber o que é não ter posição para todo um braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava que acreditassem que sou uma pessoa saudável e que não compreendo o que são estas coisas que me vão acontecendo. Tinha planos para este blogue que não eram estes, e até pensei tentar inventar um email para pôr ali no cabeçalho (recebi sugestões espectaculares, talvez venha a fazer uma poll). Momentos bons, há dois anos foram os cigarros que fumava encolhido enquanto esperava que pomada, emplastro e anti-inflamatórios fizessem efeito. Não tem sido nada fácil esta semana para mim e para o Rui Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5903459223270550847?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5903459223270550847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5903459223270550847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/o-que-uma-pessoa-sofre.html' title='O que uma pessoa sofre'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4518984743895468734</id><published>2008-04-14T17:27:00.004+01:00</published><updated>2008-04-14T17:53:24.562+01:00</updated><title type='text'>Cigarros e leite com chocolate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que me meti em trabalhos por ter fumado uma cigarrilha. Se antes já não havia grandes sentimentos de pertença, agora nem os ex-fumadores me devem ver com bons olhos. Claro que continuo a deixar de fumar, e com espectacular sucesso, mas aquela pequena traição ficará para sempre, o que lamento. Tenho a esperança que valha de alguma coisa ter contado a verdade assim que pude, mas passou-me pela cabeça esconder tudo isto, claro. Só que a mentira provoca-me um terror que prefiro evitar, que é o de ser apanhado. Uma pessoa deve ter cuidado com as petas que manda por aí, e de preferência convém guardá-las para necessidades incontornáveis. As mentirinhas desnecessárias são inconsequentes, é certo, mas se um gajo é apanhado, vai-se ali todo uma credibilidade por água abaixo e para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, estava eu uma vez numa reunião social e as pessoas conversavam sobre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arrested Development&lt;/span&gt; (a série, não aquela banda de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hip-hop&lt;/span&gt; rural que tocava o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenessee&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;People Everyday&lt;/span&gt;) e eu mandei para o ar que aquilo era uma mistura dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenenbaums&lt;/span&gt; com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Simpsons&lt;/span&gt;, filmado à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cops&lt;/span&gt;, coisa que li já não sei onde e que me pareceu muito pertinente. Toda a gente achou o apontamento muito giro e começaram a conversar à roda desse tópico, deixando-me sossegado. A chatice é que eu nunca tinha visto os Tenenbaums. Naquela altura correu tudo bem, mas na verdade agora percebo que o comentário é uma coisa sem grande sentido de oportunidade e que não há nada de espectacular em comparar as duas coisas. Resumindo podia ter-me lixado à grande e sem necessidade nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes no entanto, é difícil fugir-se a uma mentira como eu penso que ouvi uma vez acontecer ao Rufus Wainwright a ser entrevistado na Radar, em directo e ao telefone pelo Pedro Ramos*. Foi em 2006 e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pet Sounds&lt;/span&gt; estava a fazer 40 anos nesse dia. O Pedro Ramos, no programa das 15-20, tinha passado a tarde com um entusiasmo genuíno a falar do disco e a rodá-lo sempre que podia, e ao fim da tarde tem então a tal entrevista ao Rufus, o que ainda o deixou mais bem-disposto. O dia estava a correr-lhe bem, notava-se. Depois da conversa de poucos minutos o Pedro Ramos diz-lhe que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pet Sounds&lt;/span&gt; fazia anos naquele dia e a conversa que se seguiu foi mais ou menos isto, com tradução da minha autoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedro Ramos&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rufus, foi um prazer, obrigado. A propósito, sabias que o Pet Sounds faz hoje 40 anos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rufus Wainwright&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sério? Não sabia, não. Eu adoro esse álbum! 40 anos?, fogo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Iá! Mas gostas do disco, a sério? Epá, para mim isto é das coisas mais importantes que alguma vez aconteceu à pop, está lá tudo. Olha, escolhe aí um tema e eu meto agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;err ah, não sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qualquer coisa! O que curtires mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bom... Good Vibrations, vá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: [riso nervoso] &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah tem que ser do Pet Sounds.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah, pois, sim, é evidente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, qual meto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;err... Barbara Ann?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; não, meu... do Pet Sounds... &lt;/span&gt;[este '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no, man, pet sounds...&lt;/span&gt;' foi a frase com maior carga de desilusão que já ouvi em rádio]&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diz God Only Knows...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RW&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah boa! Eu adoro o God Only Knows!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PR&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois, ok. Abraço, felicidades, Rufus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto quase me arrepiou e que eu saiba não voltou a passar na rádio, mas demonstra bem que o Pedro Ramos é uma excelente pessoa que fez o que pôde para não desmascarar o Rufus, e também acaba por não dizer muito bem de mim pela mesma razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Nunca se pode falar bem o suficiente do Pedro Ramos. Se há duas pessoas em que confio sem reservas quando se fala de música é no Pedro Ramos e no Rui Portulês, que agora deve andar pela Oxigénio. Nunca falham, embora arrisquem muito, e têm sempre piada quando lhes apetece. Por mim, se eu tivesse uma rádio e se nenhum sindicato me chateasse, seria com estes dois em turnos contínuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4518984743895468734?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4518984743895468734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4518984743895468734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/cigarros-e-leite-com-chocolate.html' title='Cigarros e leite com chocolate'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5317921425357727911</id><published>2008-04-14T01:24:00.002+01:00</published><updated>2008-04-14T01:30:02.020+01:00</updated><title type='text'>Why me?</title><content type='html'>A discoteca estava cheia e 70 por cento da clientela era composta por miúdas, quase todas estupidamente atraentes. Às duas da manhã de um sábado, em Salamanca, a rapariga mais bonita que ali estava dá dois passos na minha direcção e pede-me lume...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5317921425357727911?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5317921425357727911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5317921425357727911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/why-me.html' title='Why me?'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7175802494631174502</id><published>2008-04-13T22:56:00.008+01:00</published><updated>2008-04-13T23:48:17.677+01:00</updated><title type='text'>Pssst...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fumei uma cigarrilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta viagem levou quatro homens - dois deles fumadores - a viver uma vida de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rockstar&lt;/span&gt; com uma noite por cidade e viagens de carro todos os dias. O plano era apenas este e o destino final, de uma forma muito vaga seria Oviedo. Sempre em Espanha, no Norte, onde os bares estão sempre cheios e onde se fuma em todos os restaurantes e pubs e até na mercearia. No início da aplicação da lei do tabaco, não faltava quem dissesse que a indignação dos fumadores só podia passar rápido e tudo nos viria a parecer natural mais tarde, e tinham razão. Estranhei os cinzeiros nas mesas, o fumo em restaurantes, os meus amigos que acendiam cigarros sem se levantar da mesa, e juntar essa novidade a umas férias tornou-me a vida mais difícil. Continuo a achar que é fácil deixar de fumar, só que as tentações agora são subtis e suaves, sem ansiedades de maior pelo meio. É mais natural estar sem fumar do que a fazê-lo, mas a dúvida entre pisar o risco e fumar só um ou estar permanentemente a adiar o desejo deve ficar cá por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começámos no sábado em Salamanca, o dia seguinte em Zamora e na segunda-feira para León. Aqui começam os meus problemas. Não dava nada por esta terra e ainda por cima chovia pela primeira vez. Entrámos na cidade às cinco da tarde, hora de estar fechado tudo o que nos interessava (estabelecimentos com comida) e percorremos a pé &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plaza&lt;/span&gt; após &lt;span style="font-style: italic;"&gt;plaza&lt;/span&gt;, sem sucesso. León irritou-me assim que entrei lá dentro, como aliás todo o país e a insistência idiota na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;siesta&lt;/span&gt;, e já não havia catedrais imponentes ou presentes do Gaudí à cidade que a salvassem da minha opinião. A chuva continuava mas enquanto procurávamos, começava lentamente a desvendar-se qualquer coisa de atraente. Um orgulho espanhol, mas diferente, sentia-se pelas ruas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grafittis&lt;/span&gt;, cartazes da cidade que ora apelavam à 3ª República ora a Leão sem Castela (não era de independência que falavam), enfim, cenas de espanhóis. Já pouco convencidos, virámos uma esquina e olhámos pela primeira vez a Plaza S. Martin, com um alvoroço enorme do que parecia ser um jantar de família no meio da rua. Ainda chovia e tentámos passar ao largo, quando uma mulher me pega pelo braço e nos convida para um copo de sidra com eles. Debaixo de um toldo improvisado estava uma gigantesca mesa de marisco a ser oferecida à população em geral. Eram seis e meia da tarde de uma segunda-feira e as pessoas tinham ali na rua à disposição total uma mesa de sapateiras, navalheiras, gambas e percebes além de vinho e sidra. Jantámos, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de uma hora depois, a praça ficou deserta e ficámos rodeados de restaurantes e tabernas agora abertos. Pela cabeça de ninguém passava comer, mas pedimos um copo de vinho na primeira, e recebemos com a taça um prato de rodelas do melhor chouriço de toda aquela semana. Entreolhámo-nos com a estranheza de quem já pagou por tremoços e fomos para a taberna seguinte. Mais vinho e mais comida. Ovos, batatas, cogumelos, lulas, queijos, tudo sempre e a cada vez que pedíamos um copo de vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa delas, ao centro da praça que dei de caras logo que entrei com uma rapariga que servia atrás do balcão, com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piercings&lt;/span&gt; num lábio e numa narina, olhos pretos, cabelo muito preto e comprido e vestida de preto (porque a farda do restaurante era preta). E juro que me olhava com um sorriso que não era só agradável mas outra coisa qualquer. E era absurdamente simpática e com enorme vontade de conversar, o que fez, ao balcão, todo o tempo que lá estive, enquanto ia trabalhando. Talvez eu já devesse ter mencionado com que facilidade nos cruzávamos com mulheres deslumbrantes nos últimos dias. Foi um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cliché&lt;/span&gt; que quis evitar, mas a verdade é que elas estavam por toda a parte, só que esta, sentada do outro lado do balcão a conversar comigo despertou-me não sei de onde uma vontade incontrolável de ter um cigarro e fumá-lo. Nem sei quanto tempo mais estivémos ali ou a que horas saímos de lá para o bar de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;rock n' roll&lt;/span&gt;" que ela sugeriu, com um mapa mal desenhado num papel, mas em breve já eu estaria só com o Proletário, sentado num enorme balcão e a brincar com um Winston apagado entre os dedos. Olhei para ele e concordámos, por aquela noite apenas, suspender a aposta, para não ser essa a idiota razão que nos impediria de fumar. Depois de um suspiro longo voltei a lembrar-me que não quero fumar como se ouvisse um estalar de dedos, devolvi o cigarro apagado, respirei fundo e senti todo o bar, quase vazio, a voltar de repente ao normal como um encantamento que terminava, e com ele desapareceu também a minha pequena Circe, criatura que não voltei nem creio que volte a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte já eu conduzia pelas montanhas das Astúrias até Cangas de Onís, e na quarta estávamos a experimentar o lançamento da sidra para copos no chão em Oviedo. O teste de León já me parecia tão longe que enrolei um cigarro a um amigo e o entreguei em excelentes condições e pronto a acender. Nessa noite o meu subconsciente resolveu até dar-me um prémio e sonhei que fumava um cigarro enrolado (enquanto conversava com o Robert Redford que me explicava que eu estava a fazer bem). A descontração da sensação de vitória fez-me aceitar sem pestanejar a decisão de um último destino antes do regresso: Santiago de Compostela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santiago pode muito bem ser a cidade em que me sinto menos forasteiro, é a mais confortável que conheço, e - lamento - tem qualquer coisa de parecido com vida em si, para além das pessoas que lá estão. Mudava-me já sem dificuldades. Mas não punha lá os pés desde 2002, e de repente no meio daquelas ruas sou apanhado à traição por esquinas, bares, fachadas, praças que me confrontavam com uma familiariedade demasiado estranha e que eu achava que já não tinha. E pela primeira vez desde que deixei de fumar senti-me desconfortável por outra razão que não a de não poder fumar. E mantive-me assim por horas, ansioso num sítio tão familiar como a minha casa. Um gajo espera que uma miúda gira de preto nos tente e está preparado para resistir, mas não se espera que uma cidade inteira invente merdas para me entalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única reacção que tive foi arranjar um marco novo para aquela praça nas traseiras da Catedral e sem pressas comprei duas cigarrilhas Montecristo (eu não percebo absolutamente nada de cigarrilhas, mas achei que este nome era como ouvir que um documentário tem a chancela de qualidade da BBC) que o Proletário me fez o favor de aceitar partilhar. Também sei bem que se furo as regras devia fazê-lo com um charuto, mas achei excessivo e além disso os charutos dão-me vontade de fumar cigarros. Numa esplanada, a beber uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;weiss&lt;/span&gt;, longe daqui e a pensar que gosto muito de fumar. O resto da noite foi o normal em Santiago, sem pensar em cigarros, coisa que se manteve até agora. Durante a cigarrilha não conversei com o Robert Redford mas ouvi algures um concerto de Da Weasel a acabar (aquela música do uh-uh-ye-ye). Parece que estavam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo portanto a deixar de fumar e não sugiro coisa nenhuma a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7175802494631174502?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7175802494631174502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7175802494631174502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/pssst.html' title='Pssst...'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-399858377783749032</id><published>2008-04-04T18:25:00.005+01:00</published><updated>2008-04-04T18:46:08.684+01:00</updated><title type='text'>Férias temáticas</title><content type='html'>Durante uma semana celebraremos outras drogas, para variar. Se conseguirmos resistir ao Mal, dia 12 estamos de volta.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oDR0VUjaTz4&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oDR0VUjaTz4&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chimay, Bacardi Jamaican rhum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;White Lady, Beck's beer, tequilla bum bum&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dry gin, Charrington, Four Roses Bourbon...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-399858377783749032?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/399858377783749032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/399858377783749032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/frias-temticas.html' title='Férias temáticas'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8054323967888106439</id><published>2008-04-04T11:48:00.004+01:00</published><updated>2008-04-04T12:03:01.781+01:00</updated><title type='text'>On the beach</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://josephhedaya.mosaicglobe.com/gallery/1654/mid/cigarette-beach-lbnj.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://josephhedaya.mosaicglobe.com/gallery/1654/mid/cigarette-beach-lbnj.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há qualquer coisa de insidioso neste calor fora de época que nos chegou nos últimos dias. Esta canícula convida à praia, e a praia é um desafio ainda por vencer nesta batalha. Descobri o amor pelo mar tarde na minha vida. Julgo que foi mais ou menos na altura em que comecei a trabalhar. A circunstância de ter de passar a maior parte do dia entre quatro paredes fez-me perceber o valor de um areal imenso e de um azul cujo fim se mede pelo comprimento da imaginação (porra, que isto está quase a descambar para a poesia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um banho de mar faz mais pela sanidade mental do indivíduo trabalhador do que qualquer sessão de psicoterapia, digo eu que nunca fui a nenhuma. Há duas coisas que sabem extraordinariamente na praia: batatas fritas e cigarros. Depois das braçadas, quando os pulmões ainda tentam recuperar do esforço sobre-humano que é nadar 20 minutos, as batatas fritas são a continuação do sal do mar em forma trincável. Mas têm de ser comidas depressa, porque a mistura do exercício físico com a chegada de comida abrem caminho aos melhores cigarros do mundo. Daqueles que um gajo fuma em comunhão com o mundo natural, oferecendo mentalmente um forte "vai bardamerda" às mãezinhas e avózinhas que passeiam as suas criancinhas enquanto olham para nós com o ar incrédulo de quem contempla um leproso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, vou de férias para norte, onde até dizem que vai chover, pelo que as hipóteses de ir ao mar são remotas. Ainda preciso de algum treino mental para encarar a ida à praia sem temores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8054323967888106439?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8054323967888106439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8054323967888106439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/on-beach.html' title='On the beach'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1744559036442089507</id><published>2008-04-03T14:53:00.004+01:00</published><updated>2008-04-03T15:09:38.576+01:00</updated><title type='text'>Um sexto de ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje faz dois meses aquele domingo em que acordei sobressaltado com poucas horas de sono e com a cabeça pesada, menos pela noite anterior e mais pelo que tinha apostado. A primeira ideia foi fumar logo um cigarro e dizer que estava a brincar. Tinha que ser uma acção imediata para não parecer que tinha alinhado no jogo. A tarde passou bem, as pessoas entrevistavam-me quando me diziam olá, queriam saber coisas sobre o meu dia e sobre mim no geral e assim continuou por mais uma ou duas semanas. Foi agradável. Depois rotinou-se tudo, são todos uns insensíveis e mudaram-se para outras novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou numa fase em que dou por mim frequentemente a pensar que um cigarro seria uma boa ideia. Isto nas primeiras semanas era impensável, a luta estava nas ruas e um homem sabia que qualquer pensamento destes era para lá de imoral. Mas agora, que não fumo por uma questão de hábito e não de resistência, já é comum pensar que posso perfeitamente fumar um cigarro e continuar nisto de ser um não fumador. Uma pessoa nunca está bem. Lembro-me vezes sem conta dos últimos cigarros daquele dia na dúvida de lhes ter feito justiça. Tudo imagens cheias de melancolia e revistas mentalmente em câmara lenta com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;For No One &lt;/span&gt;dos Beatles em fundo. Recordo-me bem desses o que é raro, pela tal questão (acho eu) dos cigarros serem todos iguais. Lembro-me cristalinamente do primeiro cigarro, claro, mas a partir daí não consigo ver quase nenhum outro. E se tirarmos os primeiros em diversas circunstâncias, como o primeiro que fumei em casa com os meus pais lá dentro, então se calhar fica uma meia-dúzia deles. Para além dos que já falei em outros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posts&lt;/span&gt; recordo vagamente situações em que sei que fumei porque era o que fazia nesses momentos, mas a memória do acto foi-se. É um tipo porreiro, o cigarro, está lá e não chateia nem se impõe, nem quer mais que o seu lugar complementar nas nossas vidas. Tem consequências muito aborrecidas?, tem. Mas nas separações as boas memórias sobrevivem com muito melhor aspecto. E neste caso nem essas nos assaltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Na verdade assaltam, mas é como uma mancha enorme e nada concretizável. Uma vaga gigante que preenche todos os cantinhos da memória e do desejo. É de cigarros que estou a falar, é. Cuidado, que isso de estar tudo nas pequenas coisas é um embuste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1744559036442089507?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1744559036442089507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1744559036442089507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/um-sexto-de-ano.html' title='Um sexto de ano'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1446239475482088224</id><published>2008-04-03T00:01:00.003+01:00</published><updated>2008-04-03T00:17:21.722+01:00</updated><title type='text'>No news is good news</title><content type='html'>Pegando na deixa do camarada Sérgio, falemos sobre o tabaco no estrangeiro. Também eu me preparo para entrar nessas referidas férias e é a primeira vez em muitos anos (doze para ser mais preciso) que não faço contas aos maços de tabaco que preciso de comprar antes de partir. Aprendi cedo que esse desporto de experimentar tabacos estranhos em países estranhos só tem graça à noite, já depois de uns valentes copos no bucho. No geral, dava-me mal com a experimentação. Durante anos, acreditei no mito de que na Madeira só se fumava bom tabaco. Foi o que deu ter lá passado uma etílica semana na juventude, deliciado entre os "Magos", "Apolo70", "Bingo" e outras marcas madeirenses e açorianas, vendidas a metade do preço do continente. Quando lá voltei, uns sóbrios anos depois, descobri que a maior parte daqueles cigarros eram tão ou mais agressivos que um sg filtro. Uma vez, na Grécia, comprei um maço de tabaco só porque tinha uma bonita caixa de cartão, quadrada e cheia de design. Três horas depois estava a comprar um pacote de Marlboro - a coca-cola dos cigarros, a marca que tem variações regionais mas que nunca me deixou pendurado - e olhem que uma vez conheci uns brasileiros que estavam capazes de apostar a saúde da mãe deles em como o Marlboro brasileiro é o melhor cigarro do mundo. Agora vou para Espanha uma semana e não sinto a natural satisfação de poder comprar tabaco mais barato. Ainda não me habituei a isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1446239475482088224?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1446239475482088224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1446239475482088224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/no-news-is-good-news.html' title='No news is good news'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1712239599351373724</id><published>2008-04-02T18:18:00.003+01:00</published><updated>2008-04-02T18:31:09.192+01:00</updated><title type='text'>Desafiozinhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa tarde, temos duas novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um ex-fumador lida com uma pessoa que voltou a fumar? Eu já tenho escrito que uma das maiores tragédias dos ex-fumadores é a anomia que se nos abate e nos priva de sentimentos de pertença. Nem os fumadores nem os não fumadores nos aceitam, nem nós queremos aderir com grande entusiasmo a nenhum dos grupos. Eu sei que a doutrina diverge muito e que para alguns uma pessoa fica a deixar de fumar até ao fim dos seus dias, mas eu entendo que chega uma altura, um dia de manhã qualquer, em que uma pessoa deixa de deixar de fumar e passa a ser coisa nenhuma. Nem não-fumador nem fumador, enfim, já sabem. Que nos resta então? Só aquele momento de feliz união de gente que sofre em conjunto, trocar experiências, juntos são melhores que fumadores e não-fumadores. São invencíveis! Só que dura pouco, partilhamos esta experiência espectacular e depois cada um segue o seu caminho, as pessoas casam, arranjam empregos, sei lá. Vidas. Fui apanhado de surpresa com um tipo que voltou a fumar, isto sim, uma novidade. Não há desilusão, nem mágoa, ninguém aqui se sente traído, não vamos por aí. Mas há uma pontinha de inveja. O sacana ali a fumar refastelado o seu cigarro e diz que lhe sabe bem e um gajo treme um bocado. E aparecem todos os demónios de volta, não com demasiada força, mas aparecem, a moer de fininho a força de vontade de uma pessoa. Não é isto que me vai fazer ceder, mas estremeço de cada vez que regressa esta presença do mal entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra novidade é que vou viajar durante uma semana com mais três amigos e um carro. Férias, o teste que faltava. Mas isso fica para amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1712239599351373724?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1712239599351373724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1712239599351373724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/04/desafiozinhos.html' title='Desafiozinhos'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-245656581640524575</id><published>2008-03-31T23:57:00.005+01:00</published><updated>2008-04-01T09:17:22.886+01:00</updated><title type='text'>Coisas fáceis como deixar de comer carne de porco</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chouriço de Arganil, favas com entrecosto, cozido à portuguesa, carne de porco à alentejana, presunto serrano, ovos com farinheira, chouriço de moira, tosta mista, sopa da pedra, secretos grelhados, salada de orelha, febras de cebolada, torresmos, ossos cozidos, salpicão da Beira Baixa, migas com carne em vinha d'alhos, feijoada à transmontana e até aquela fatia de bacon em cima do pargo assado no forno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres outra aposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-245656581640524575?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/245656581640524575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/245656581640524575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/coisas-fceis-como-deixar-de-comer-carne.html' title='Coisas fáceis como deixar de comer carne de porco'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5914634520340195005</id><published>2008-03-31T23:12:00.006+01:00</published><updated>2008-03-31T23:48:53.228+01:00</updated><title type='text'>What the fuck are you saying?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R_FiZRMmMxI/AAAAAAAAAGo/mmfxTeJQBTo/s1600-h/jesus-christ_smoking.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R_FiZRMmMxI/AAAAAAAAAGo/mmfxTeJQBTo/s400/jesus-christ_smoking.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184032832332641042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há muita coisa de francamente irritante nestes tipos que deixam de fumar e têm o desplante de afirmar a plenos (e pelos vistos limpos) pulmões que isto não lhes custou nem um bocadinho. Já passei, há muito graças a deus -  se é que quase dois meses pode ser considerado há muito para alguém – a fase dos suores frios e do total descontrolo mental, hormonal, neurótico até. Também consigo passar tranquilamente noites inteiras com os muitos amigos fumadores que o destino me fez calhar em rifa. Bebo cerveja e não penso imediatamente em tabaco. Mas nem por isso me atrevo a dizer que isto é uma coisa simples, porque há bocado fui ali à varanda e dei por mim a invejar de morte um tipo que estava descansadamente a fumar o seu cigarrinho de meio da tarde. Espero que o tipo não tenha reparado, mas tenho noção de que fiquei para aí uns 30 segundos a olhar fixamente para a mão do gajo, para a boca do gajo, e notem que eu até tenho fama de homofóbico. Irrita-me por isso esta pose very cool/no worries que o meu amigo traz para aqui. Deixar de fumar não é coisa que faça de ti um herói, aliás faz de ti um belo parvinho. Mas não é como deixar de comer carne de porco ou outras parvoíces avulsas que se fazem sem qualquer punição. Deus criou o tabaco para castigar o indivíduo e poucas coisas lhe saíram tão bem. O castigo diário do fumador é a progressiva ruína do físico. O do ex-fumador é falta do prazer que dá arruinar o tal físico. Felizes sejam os que não acham nada disto. Deviam ser espancados em público, os sacanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5914634520340195005?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5914634520340195005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5914634520340195005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/h-muita-coisa-de-francamente-irritante.html' title='What the fuck are you saying?'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R_FiZRMmMxI/AAAAAAAAAGo/mmfxTeJQBTo/s72-c/jesus-christ_smoking.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6274403520555164668</id><published>2008-03-31T15:52:00.003+01:00</published><updated>2008-03-31T16:04:39.432+01:00</updated><title type='text'>Cof</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passei quase dois meses e já não preciso de truques para fazer os dias passar. Sobretudo acabaram-se as novidades, e as mudanças são muito lentas, se as há. Não quero parecer ingrato mas para além de continuar a sentir-me a pessoa mais espectacular do mundo por ter atingido o que eu achava há dois meses e pouco impossível, não há alterações assinaláveis. Ou é um merecido castigo por me armar em mete-nojo, ou, como não me custou por aí além, equiparo a recompensa ao esforço, o que dá pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo, procurei e dei com dois ou três blogues como este - diários de pessoas que deixavam de fumar - e achei que cumpriam a sua função muito melhor que o Cianeto. Têm uma beleza muito própria porque quase todos acabam com um post normal. Isto é, o último post é sempre uma entrada quotidiana e logo a seguir o blogue pára, ficando tudo suspenso como uma cidade-fantasma da qual as pessoas sairam a correr com as tarefas a meio. Parece-nos que voltaram a fumar embora isso nunca seja explicado, e na verdade até pode ser que se tenham apenas cansado de escrever sobre dias iguais, mas este meu encanto pela estética do fracasso faz-me preferir e acreditar na primeira. Não é só este apontamento romântico que me fez gostar dos outros diários, mas também a opção por um diário literal ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;hoje de manhã apeteceu-me fumar e não fumei; hoje depois do almoço foi muito difícil; hoje sofri muito à noite mas depois lá passou; mais um dia, mais quatro euros no bolso&lt;/span&gt;") que não se tornava chato. Fosse por lhes desejar o fracasso a cada dia, fosse por anotar as boas-práticas do processo, acabei por ler diriamente aquelas entradas, que só em perspectiva não eram monótonas. E não eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevi acima que as mudanças na minha vida agora que não fumo são poucas e acontecem lentamente. Já não tenho dedos de fumador, o que era um bocado nojento, reconheço, mas talvez só por si não valesse o esforço. Para além disto só há uma outra de que me apercebi recentemente: deixei de tossir. A minha tosse tão característica quanto o meu nariz ou o cabelo preto, pelo menos para quem me conhecesse há meia-dúzia de anos, deixou de existir. Só que eu não sei em que dia é que deixei de tossir. Depois de anos de expectoração e barulhos confrangedores para todos os que estivessem à distância de me ouvir, fosse verão ou inverno, a qualquer altura do dia ou da noite, em que saltavam das profundezas dos meus pulmões nem sei muito bem que tipo de mucos. Peço desculpa por este bocadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvi ao longo dos anos estratégias para reduzir o estrondo da minha tosse, pelo menos em público. Aprendi a reconhecer tipos de expectoração, se era ocasional ou se se avizinhavam dias inteiros a tossir. Convivi com esta situação seis ou sete anos e de repente, do nada, fico só. Não esperava por isto. Tinha sido informado que os dias seguintes ao ultimo cigarro seriam preenchidos de violentas tosses a expulsar toda a matéria alienígena dos meus pulmões após o que teria paz. Os primeiros dias podem não ter sido o inferno que esperava mas também não foram nenhum passeio à beira-mar, portanto a última coisa que me preocupava era verificar se todos os sintomas previstos aconteciam. A tosse nunca aconteceu. Outros devem ter havido, mas da tosse redentora nem de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cófe&lt;/span&gt; envergonhado me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparei nisto há poucos dias quando me engasguei e tossi. O regresso dessa velha amiga aí estava durante poucos segundos, mas com uma vingança não anunciada. Os meus pulmões são agora mais frágeis e de cada vez que tusso dói-me peito, garganta, amígdalas e outras zonas que a minha fraca cultura anatómica não permite nomear. Suponho que, livre de uma camada de alguma coisa que me cobria por dentro (que rigor nesta frase), todo eu fiquei mais frágil e desprotegido. Tossir, que é agora tão raro, é também muito mais doloroso, mas agora já não vejo as caras de compaixão e até algum desdém que via nos outros, quando a expectoração era tão natural e simples como respirar com dificuldade. Acabou-se a tosse, é oficial. Ganhar fôlego é que já é outra conversa e que não deve estar para breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6274403520555164668?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6274403520555164668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6274403520555164668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/cof.html' title='Cof'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5058645320924246421</id><published>2008-03-27T19:27:00.006Z</published><updated>2008-03-27T20:10:16.851Z</updated><title type='text'>Eu também já fui mais magro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui há uns cinco ou seis anos fui ver Breeders ao Paradise Garage e cheguei lá bem cedo como era mais ou menos habitual sempre que ia ali ver alguém tocar. Não há dinheiro que pague uma cervejinha descansada antes de um concerto e quando acontece ser num bar, sabe ainda melhor, e é obviamente mais fácil. Lá dentro, além da malta do som atarefada a correr de um lado para o outro do palco e de uma ou duas pessoas no meio do bar, com papéis na mão e com ar de estar a tratar dos últimos pormenores de um negócio quase fechado, estava uma mulher no balcão, de costas para mim mas que qualquer pessoa reconheceria logo como a Kim Deal. E era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de coisas nunca me acontece, nem eu sei muito bem o que fazer com elas e é quase impossível eu cruzar-me com alguém que queira conhecer. Não é por falta de interesse, pelo contrário, mas é assim a minha vida. Isto foi em 2002 (a 13 de Junho, mais concretamente; aquilo ali na primeira linha do "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aqui há uns cinco ou seis anos&lt;/span&gt;" é um tique idiota que tenho para dar um ar de quem não quer saber) e portanto os Pixies estavam ainda irremediavelmente separados e eu tinha ali, sentada sozinha ao balcão, a diva &lt;span style="font-style: italic;"&gt;indie&lt;/span&gt; dos finais de 80. É certo que não esperava que a diva ocupasse tanta área do banco, mas como eu nunca desenvolvi a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;crush&lt;/span&gt; que os meus amigos tinham pela chavala, foi mais uma questão de estranheza do que desilusão. Não desenvolvi a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;crush&lt;/span&gt; com alguma pena também, porque a Kim Deal pode estar enorme, mas era uma miúda gira a valer. Sou até capaz de abrir uma excepção na política interna do blogue e colocar um vídeo exemplificativo disso mesmo no final do post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir até ao balcão foi fácil e era a única coisa lógica a fazer, mas daí a saber o que dizer a seguir já era todo um outro desporto. Depois de pedir uma cerveja olhei dois bancos para o lado e vi uma criatura com o ar mais ressacado do planeta. Não me lembro de alguma vez ter acordado após a mais violenta noite de copos com um ar sequer parecido, e naquele caso já passava das oito da noite. Estava também a beber uma cerveja, curvada sobre o balcão e a olhar para a frente sem muita atenção, desviando os olhos apenas quando levava o cigarro à boca. O ar romântico deste cenário todo é absolutamente verdadeiro, rogo-vos que acreditem. A Kim Deal estava mesmo ao balcão de um bar vazio, com luz fraca e com aquele ar de artista boémio que caiu em desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada parecido com uma boa coisa para dizer a passar-me pela cabeça. Felizmente controlei-me e não disse coisas estúpidas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;I'm a humble guy with healthy desire&lt;/span&gt; (puxar por versos do Frank Black teria sido de uma inteligência sem precedentes) e também não lhe tentei explicar que a Sagres é uma cerveja melhor do que a Super-Bock que ela bebia, porque já sabia que não havia e eu próprio estava a beber a mesma coisa. Achei que pedir-lhe um cigarro era sensato e um bom princípio. Ninguém recusa um cigarro a um fumador, disse para mim muito contente, é um código que temos (eles têm e eu tinha) e que ninguém quebra. Mas logo a seguir pensei melhor e não é bem assim. Já há uma corrente com muitos adeptos que dizem orgulhosos a quem passa e pergunta por tabaco que têm cigarros mas que não vão dar. Não só não penso mal destas pessoas como por vezes gostaria de ter sido assim, mas eu nunca tive uma alma muito subversiva e custa-me quebrar regulamentos sociais se não tiver mesmo que ser. De qualquer modo o melhor era mesmo excluir o cigarro e pensar rapidamente noutra estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lume! Genial! Lume e as horas dão-se sempre, é impossível recusar um pedido destes, e depois enfim, logo se via, podia até ser que ela tratasse do resto da conversa. Assim que limpei discretamente a voz pedi-lhe lume do isqueiro que ela tinha à frente em cima de um maço de Marlboro. O que se passou depois não é nada grave e nem eu esperava outra coisa: revirar os olhos, suspirar ruidosamente,levantar-se do banco, olhar-me de cima a baixo e uns intimidantes segundos a olhar-me fundo nos olhos para logo a seguir me virar costas e dirigir-se rapidamente para trás do palco a praguejar qualquer coisa baixinho, sem sequer me mandar à merda (com palavras, quero dizer). Houve gente mais maltratada nessa noite, como o rapaz da primeira fila que pediu Pixies e que levou com um copo (de plástico) em cima ou o baixista novo que não acertou com a intro do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cannonball&lt;/span&gt; e que teve que a ouvir furiosa a chamar-lhe incapaz enquanto lhe mostrava como se fazia na guitarra, por isso até é bem provável que naquele suspiro enquanto atirava os olhos para cima estivesse algum carinho. De outro modo teria com certeza chamado o segurança para me pôr dali para fora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object align="middle" height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KZgYIgQ21Gk&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KZgYIgQ21Gk&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Na verdade eram todos giros, mas a Kim Deal era mais. Ao Black Francis já estava ali a gritar-lhe aos ouvidos a obesidade, mas eu sei como isto é e um gajo prefere não saber. O Joey Santiago pode ter menos pinta que os outros mas também não precisa. Partilho a dúvida de alguns comentadores deste vídeo no youtube sobre que guitarra será esta do Santiago, todos concordam que é uma Gibson mas ficam-se por aí. E assinalo ainda que andei anos e anos em sucessivas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;misheard lyrics&lt;/span&gt; com esta letra, mas é uma coisa maravilhosa. A do Frank e todas as que eu fui inventando desde os 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5058645320924246421?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5058645320924246421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5058645320924246421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/eu-tambm-j-fui-mais-magro.html' title='Eu também já fui mais magro'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6503958999798881765</id><published>2008-03-26T22:12:00.001Z</published><updated>2008-03-26T22:14:14.235Z</updated><title type='text'>Nothing but a coward</title><content type='html'>Eu posso inventar mil e uma patranhas para justificar o meu gesto de abandonar os cilindros nicotinados, mas a verdadeira razão para eu ter deixado de fumar resume-se a uma simples palavra: medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de fumar porque tenho medo dessa palavra curta e grossa chamada cancro e a vida, ou melhor, a morte acaba de me dar mais um exemplo de que esse animal mata sem dó nem piedade. Estive hoje no funeral do mais velho dos meus tios. 75 anos. Só descobri que ele estava doente depois de ter descoberto que estava morto. Há uma semana foi ao médico. Tosses e dores esquisitas. Exames e bingo, cancro do pulmão. Lesões antigas de uma tuberculose no início da idade adulta  mascararam a presença da peste negra nos pulmões. E depois, inacreditável coisa esta, já era tarde. Morreu numa semana. O meu pai nem sabia qual era a doença, sabia só que estava internado e planeava visitá-lo, coisa que não chegou a fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos irmãos do meu falecido tio é médico. Desses médicos que sabem que entre o que faz bem e o que faz mal há todo um cambiante de tons que não permitem visões maniqueístas. Quase tudo o que nos dá prazer faz mal e o meu tio médico sabe isso como ninguém. O irmão mais velho morreu aos 75 e fumava muito. Mas ele sabia que fumava demais. O  médico explica que um tumor no pulmão só é detectado no raio x quando tem o tamanho de uma moeda, ou seja, quando já tem entre sete anos e nove anos de vida. Nessa altura, ainda é possível removê-lo, mas não deixa de ser aterradora a ideia de ter uma criatura enviada pelo demónio a viver nos teus pulmões durante sete anos até que dês por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o segundo, aliás minto, o terceiro caso de pessoa próxima de mim que morre de cancro do pulmão. E contra este medo puro e básico não há prosa very cool ou sentimentos contestatários que me façam duvidar da convicção de que não posso voltar atrás. Poderei morrer de mil e uma maneiras, mas quero morrer sabendo que não sabia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6503958999798881765?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6503958999798881765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6503958999798881765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/nothing-but-coward.html' title='Nothing but a coward'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6804792614838409798</id><published>2008-03-25T19:21:00.007Z</published><updated>2008-03-26T10:08:35.978Z</updated><title type='text'>Fumofilias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se já ouviram a anedota dos Aristocratas, muito popular entre comediantes. Apesar de na essência ser sempre igual (não apenas o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;punchline&lt;/span&gt;, mas todo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modus operandi&lt;/span&gt; da piada, digamos) é exigido que cada um a conte à sua maneira e que a prolongue o mais possível. Consta que o John Belushi conseguia facilmente e sem preparação passar os quinze minutos e até chegar à meia-hora, e eu pagava bom dinheiro para o ver a fazê-lo. Se nunca ouviram falar disto, talvez seja boa ideia passar o post à frente, ou então tentarem obter alguma informação através do óptimo filme "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Aristocrats&lt;/span&gt;". Eu não vou, nem posso, explicar aqui a anedota precisamente porque uma das coisas com mais graça que ela tem é a forma como uma pessoa mais distraída se pode deixar trair pela sua própria história e dar a conhecer mais sobre si do que gostaria. Foi por isso que pensei duas vezes antes de escrever um post destes e o estou a tratar com dedinhos de lã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca de sustento para este blogue, que é o maior consumidor de recursos que já me passou pela conta do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blogger&lt;/span&gt;, descobri a olho que cerca de 95% dos resultados para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;smoking&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cigarettes&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tobacco&lt;/span&gt; e afins, vão directinhos para associações, institutos, grupos e gente de todo o tipo que descreve em pormenor como deixar de fumar e o mal que o tabaco faz. Alguns até têm graça, sobretudo os que têm cartoons, mas no geral não há grandes novidades no discurso e cada um cumpre o seu papel. Se excluir também as notícias sobre a proibição de fumar em países diversos, com os EUA e o Butão normalmente em destaque, virá a sobressair uma descoberta com que não contava: há uma quantidade enorme de gente com fetiche por fumadores. Ou melhor, fetiche com pessoas, sobretudo mulheres, que estão a fumar. Não ando a passear na internet desde ontem e sei que há comunidades para tudo, mas há quem se dedique à recolha de todos os momentos em que determinada actriz fuma. E a disponibilizá-los &lt;span style="font-style: italic;"&gt;online&lt;/span&gt;, claro. Há uma revista com assinantes e tudo (e chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Smoke Signals&lt;/span&gt; que é um grande nome) que inclui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reviews of smoking fetish videos, tips on sexy smoking scenes in mainstream movies, photos, and reader contributions. While focusing initially on glamor smoking, i.e., attractive women smoking for the camera, in 1996 the magazine added a monthly "dark side" column&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wikipedia&lt;/span&gt; revela no entanto que a revista já teve melhores dias e que a sua versão em papel foi descontinuada. Parece que o mundo do fetiche pelo fumo já não é o que era, como aliás de coisa nenhuma relacionada com tabaco. E a estranheza da descoberta até passa rápido se nos deixarmos ficar pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wiki&lt;/span&gt; mais uns minutos e pelas suas fantásticas listas (já se deram conta que não há nada que possa ser listado que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;wikipedia&lt;/span&gt; não explore?). A lista de parafilias que fui logo consultar depois de ter lido isto, inclui entre outras pérolas esta que deve bater tudo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Inflatophilia: sexual arousal to people being inflated&lt;/span&gt;. Correndo o risco de poder estar a ser novamente um menino tenho mesmo que perguntar: Inflated como aquela coisa que se faz com hélio aos balões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6804792614838409798?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6804792614838409798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6804792614838409798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/fumofilias.html' title='Fumofilias'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7083463391761754105</id><published>2008-03-24T16:28:00.005Z</published><updated>2008-03-24T16:49:30.896Z</updated><title type='text'>Viver no perigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a última vez que abordei este tema apaixonante, o número médio de visitas caiu para metade. Agora andamos nas vinte por dia, com algumas variantes. O Google, por exemplo, abandonou-nos definitivamente e não há forma de alguém cá vir parar com uma pesquisa. Se não fosse um bocado parvo a esta altura do campeonato, ainda mudávamos para o Sapo, mas a verdade é que no geral estamos satisfeitos com o serviço. Sei o que é estar no Sapo e garanto que toda aquela gente é espectacular a todos os níveis, mas o Blogger não é nada mau em diversos aspectos, sobretudo neste que se tornou o objectivo secreto deste blogue, que é manter-se anónimo. No Sapo as pessoas são tão solícitas e tão eficientes que um gajo não se consegue manter anónimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bem anónimo. Ninguém aqui quer ser anónimo, ou pelo menos eu não quero, e tenho uma gratidão sem fim às cinco pessoas (foram mesmo só cinco até ver) que nos ofereceram um link, sobretudo porque nunca agradeci com o devido protocolo a ninguém. E também tenho um certo ressentimento pelas restantes pessoas no geral que não estes cinco maravilhosos seres humanos (eu sei mesmo quem vocês são, juro). Mas por ora, já que saí desse grupo tão unido que são os fumadores, pretendo manter assim estas vinte pessoas (os visitantes) e dizer que são pessoas de elevado grau de inteligência e sensibilidade. Há uma verdade mais chata que é a tendência aparentemente inexorável para o zero, de há umas semanas para cá, portanto mesmo estas vinte pessoas acabarão por embrutecer e deixar de ler estes posts, até que inevitavelmente um destes dias o blog acaba sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhuma analogia engraçada para se fazer entre esta conversa e os cigarros, portanto vou aproveitar, já que tenho obrigações contratuais de falar sempre sobre a minha rica experiência tabágica, para enumerar os poucos cigarros que no passado fui fumando em locais proibidos. Já trazia esta temática fisgada de há algum tempo para cá mas nenhum desses cigarros é suficientemente interessante para um post isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso começar com um que tem tanto de espectacular como vergonhoso, porque enfim, éramos miudos. Acendi um cigarro no eléctrico 15, pronto, foi isto. Mas a medo, no último banco, daqueles que são de lado, e de janela aberta, com o braço de fora. Por pouco ninguém reparava, mas houve um senhor que teve pena de mim e lá ficou indignado, promovendo assim um bocadinho a minha rebeldia e inconformismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começou a ser proibido fumar nas estações de Metro acontecia-me muito fumar lá dentro, mas era mera distracção e também nunca ninguém se aborreceu comigo por isso. Mas eu lamento sinceramente que os cigarros no Metro tenham acabado. As pontas e por vezes cigarros inteiros mal apagados que se viam no chão junto àquela linha amarela agrupavam-se em montinhos muito práticos que indicavam com grande precisão o sítio das portas do comboio. Há quem diga que ainda é possível distinguir os padrões dos sítios menos pisados, mas não é nem de perto a mesma coisa. São pequenos confortos que se vão perdendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era permitido até aqui há pouco tempo fumar em praticamente todo o território nacional as minhas histórias resumem-se talvez a estas duas. Lembro-me bem de ter tido aqui há uns anos uma inflamação que os médicos acreditaram ser uma apendicite, só que infelizmente ocorreu às onze da noite, e tive que esperar (por um erro aceitável, não estou para fazer queixinhas do HSFX que é um sítio onde fui sempre recebido exemplarmente) umas seis horas por uma possível operação, que depois não ocorreu (era só uma inflamação), e no entretanto esperei, por indicação do médico, no bar do hospital, porque lá, se quisesse, podia fumar e não estava frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando isto, penso até que raramente terei faltado à Lei mais vezes. Houve uma situação em que saí inadvertidamente de um sítio sem pagar, mas isso envolve terceiros e será sensato não ir por aí. Vinte visitas é fraquinho, só que eu começo a ter estima por estes vinte bravos. Mantenham-se por aí mas não prometo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7083463391761754105?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7083463391761754105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7083463391761754105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/viver-no-perigo.html' title='Viver no perigo'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6635748784281557214</id><published>2008-03-23T23:45:00.005Z</published><updated>2008-03-24T01:53:23.020Z</updated><title type='text'>Heresias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela primeira vez a minha quaresma envolve algum tipo de privação, ainda que inadvertida. Deixei de fumar no Domingo de Carnaval, dia 3 de Fevereiro e imaginei que os quarenta dias de Cristo no deserto ou os quarenta de Noé na Arca fossem brincadeiras comparados com os quarenta que me esperavam. Népia, como já está toda a gente farta de saber. Acho que já corri quase todos os antigos lugares onde fumar era inevitável e nenhum deles me enfrentou com a dignidade que lhes confiava. Já os listei todos, uns desilusões maiores que outros mas nenhum à altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que fiquei sem sistema nervoso central a julgar pela calma com que vejo futebol, mesmo sendo verdade que ainda não houve nada que me testasse devidamente: sou um tipo do Benfica; há anos que não acontece nada de bom nem de mau. Esperar pelo autocarro é uma brincadeira, sobretudo agora (eu não usava transportes públicos desde 2000) que cada paragem tem um serviço espantoso que diz aos utentes quanto tempo falta para o próximo autocarro. Não há nenhuma possibilidade de incerteza na vida de um utilizador da Carris, até mete nojo. Aliás, eu não vejo as pessoas a elogiar suficientemente o que se passa com a Carris e os seus confortáveis autocarros que chegam a horas. Bem sei que o eixo em que me desloco é privilegiado (embora não tenha Metro), mas ainda assim acho que toda a instituição está de parabéns. Cafés, refeições, nada. Já cheguei a aperceber-me de me ter esquecido, após um jantar, da vontade de fumar. Estar a uma mesa de um bar não me desperta nenhuma ansiedade incontrolável. Só uma ligeirinha distracção de tempos a tempos é que me leva a esquecer que já não fumo, mas até isso passa logo. As pausas do trabalho, outrora tão valiosas, deixaram de fazer sentido. Este - vá lá - foi o hábito mais difícil e lembro-me bem da quarta-feira da primeira semana de trabalho, o único dia em que roí unhas, pensei segundo após segundo em fumar, comi oito barras de chocolate, fatias de salame em catadupa, todas as empadas e rissóis do bar, almocei duas vezes. Um dia assim tão precioso durou só isso. A minha expectativa de intensa e literária angústia pela abstinência durou aquele dia. Sou a última pessoa que devia escrever um blogue destes. Não há nada para contar, a não ser essa quarta, que já nem lembro bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riscados quarenta dias pelo calendário canónico esta é a altura ideal para fechar o blogue com alguma dignidade. Faltam-me duas ou três provas que nunca aconteceram, mas depois desisto: umas férias, um Campeonato de Futebol a sério e um dia realmente mau no trabalho, seriam três óptimos testes. A ver vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6635748784281557214?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6635748784281557214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6635748784281557214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/heresias.html' title='Heresias'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-9190882577560525858</id><published>2008-03-19T16:51:00.002Z</published><updated>2008-03-19T16:59:15.276Z</updated><title type='text'>ISO 9001</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último cigarro que fumei teve uma característica curiosa: foi igual ao primeiro que por sua vez foi tal e qual todos os outros milhares que apareceram entretanto. Podem discordar de mim e dizer que não, e que escolhiam cuidadosamente a vossa marca e eu não vou discutir essas coisas. Acho que essa fidelidade pouco tem a ver com paladares, mas sou eu que penso assim. Acreditem porém, amiguinhos fumadores, que é a estandartização que fez do cigarro o campeão de vendas que todos respeitam. Uma grande parte do prazer antecipado de fumar um cigarro vem da segurança inabalável de saber o que vai acontecer a seguir. Não há a ínfima possibilidade de desvio, e se houvesse, ou melhor, se se concretizasse, seria um horrível cigarro (entre brincadeiras de carnaval e cigarros de mentol fumados inadvertidamente, não me lembro de uma única boa surpresa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de ser surpreendido como toda a gente, não entendam isto mal. Por isso fumava às vezes um charuto, e deliciava-me com a novidade, mas ninguém quer distracções externas quando se espera um autocarro, quando se vê os ultimos cinco minutos de um jogo, quando se está na cama, depois, quando se está prestes a entrar numa entrevista de emprego. Em todos estes momentos um gajo não quer mais que rotina e  previsibilidade. Um cigarro compincha, como quem pede uma cerveja em vez de vinho ou quem acompanha com esparguete em vez de arroz. Há muitos momentos do dia em que é só isto que é preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-9190882577560525858?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/9190882577560525858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/9190882577560525858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/iso-9001.html' title='ISO 9001'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2340708220899787870</id><published>2008-03-17T22:19:00.006Z</published><updated>2008-03-17T22:43:09.577Z</updated><title type='text'>Myths and realities</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://a.abcnews.com/images/Health/apg_alcohol_cigarette_070709_ms.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://a.abcnews.com/images/Health/apg_alcohol_cigarette_070709_ms.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um mail profissional especialmente exposto a todo o tipo de coisas bonitas, e a outras que nem por isso, que o povo gosta de enviar. No outro dia, apareceu-me um mail da Sra. Dra. Cecília Pardal, nome que se presta a todo o tipo de trocadilhos que procurarei evitar. A senhora é especialista em desabituação tabágica. Atentemos no seu discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Os primeiros 15 dias após a decisão de deixar dfumar são os mais difíceis, em que há maiores probabilidades de recair, explica Cecília Pardal, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, minha senhora, é verdade. Mas olhe que os segundos quinze dias também não são aquela maravilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;“Para não recair, há que ir, aos poucos, alterando os comportamentos habituais e rituais para que na altura decisiva não seja tão problemático largar o cigarro”, aconselha Cecília Pardal, médica pneumologista responsável pela consulta de cessação tabágica do Hospital Fernando Fonseca e ex-coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvido muito, duvido mesmo muito. Se eu andasse à espera de alterar comportamentos habituais e rituais" ainda não tinha deixado de fumar. Isto tem de ser à bruta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“O fumador que queira deixar de fumar deve mudar os seus rituais e hábitos associados ao cigarro e ao acto de fumar. Por exemplo, deve alterar os locais onde habitualmente fuma, como o carro, o sofá ou ao computador; se fuma com a mão direita, deve alterar para a mão esquerda; sempre que tem vontade de fumar, deve tentar adiar o cigarro o máximo de tempo que conseguir. Dificultar o acesso ao tabaco e, quando sai, não levar consigo o lume são algumas das medidas que ajudam a ultrapassar a dependência”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cara especialista, isto não é um jogo infantil, é uma coisa séria e chocante. Só me faltava agora ter tido a desgraça de fumar os meus últimos cigarro a contragosto e em sofrimento. Não pá, isto tem de ser disfrutado até ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; "Evitar situações que lembram os cigarros, como as festas, reuniões stressantes ou estar com o grupo de amigos que fumam são outras das atitudes que se podem adoptar, bem como reduzir o consumo de álcool e do café, sendo sabido que os cigarros mais difíceis são os que fumamos a seguir ao café ou a seguir às refeições. Devem ter ainda sempre as mãos ocupadas, com uma caneta ou o telemóvel e mastigar pastilhas ou rebuçados sem açúcar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se a caríssima Cecília sabe como é que funciona o mundo do trabalho fora dos hospitais. Não sei se tem consciência de que se existem reuniões stressantes é precisamente porque não há maneira de as pessoas fugirem a elas. Faltava-me agora também largar o álcool. Tenha tino, por favor, tenha tino. Eu quis deixar de fumar não é meu objectivo mudar de religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"O “Diário do Fumador” pode ser uma grande ajuda nesta jornada, pois aqui o fumador pode apontar a que horas fumou, o motivo e se esse cigarro valeu a pena. Muitas das vezes a pessoa percebe que fuma muitos cigarros sem reparar e esses são os mais fáceis de eliminar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é bem um diário de fumador, mas podemos fingir que sim. Agora essa de registar cada cigarro que se fuma em falta parece-me puro masoquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“É ainda importante pedir apoio aos familiares e amigos, para serem mais compreensivos caso fique mais irritável. Falar com ex-fumadores sobre as dificuldades sentidas também pode ajudar. Como actividade complementar, o exercício físico pode ser uma grande ajuda, pois além de ocupar o tempo e fazer esquecer o cigarro, evita o aumento de peso que pode estar associado á cessação tabágica, diz ainda Cecília Pardal."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente dizer aos meus amigos que devem ser "mais compreensivos". Mas quando o fizer, chame-me para eu assistir ao espectáculo. Você nem imagina o quanto as pessoas gostam de ser sádicas quando se lhes oferece essa oportunidade de mão beijada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2340708220899787870?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2340708220899787870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2340708220899787870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/myths-and-realities.html' title='Myths and realities'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8217464186851191789</id><published>2008-03-17T20:11:00.004Z</published><updated>2008-03-17T20:18:45.262Z</updated><title type='text'>Furos Jornalísticos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lisboa,&lt;a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/ac190b5beb911e9e01023a.html"&gt; 14 Mar (Lusa)&lt;/a&gt; - O PS entregou hoje no Parlamento um projecto de lei que regula o funcionamento dos estabelecimentos que fazem tatuagens e aplicam 'piercings', passando a ser proibida a sua aplicação na língua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por outro lado, o projecto estabelece a proibição da aplicação de 'piercings', tatuagens e de maquilhagem permanente a menores de 18 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui está uma óptima oportunidade que perco de provar que não foi para me curvar à lei que deixei de fumar, mas como não tenho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piercings&lt;/span&gt;, nem sequer um buraquinho na orelha feito numa honesta ouriversaria, não há forma de o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários problemas nesta lei, não é só este, que já é gravíssimo. Penso que ninguém vai ser proibido de usar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;piercing&lt;/span&gt; na língua, ou seja, o mesmo erro em que se caiu no tabaco ao não se impedir de todo de fumar (como quase se fazia no Butão, em que se conseguiu proibir a venda de tabaco mas o consumo só em locais públicos). Sem a proibição de utilizar o piercing na lingua, isto vem significar que eu posso ir fazer um fora do país, o que convenhamos, é um problema já muito visto em outros campos e não traz o potencial de martírio que podia trazer. Por outro lado era um tipo de fiscalização que teria graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo está chato e não está bom para revoluções. Não há carga policial que possa ser provocada por um cidadão que acende um cigarro no local errado ou que deita de fora uma língua ornamentada. Enfim, de qualquer modo, malta dos&lt;span style="font-style: italic;"&gt; piercings&lt;/span&gt; e miudagem com menos de 18 anos em geral, já sabem: este blogue está convosco. O que nesta fase já não é muito; quase não há post que eu não diga isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8217464186851191789?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8217464186851191789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8217464186851191789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/furos-jornalsticos.html' title='Furos Jornalísticos'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4997944507427911060</id><published>2008-03-17T13:46:00.005Z</published><updated>2008-03-17T14:06:43.920Z</updated><title type='text'>Paciência de chinês (sem querer ofender ninguém)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu maior desporto agora é visualizar o momento em que voltarei a fumar. Não é que planeie voltar a fazê-lo como dantes, mas o momento em que voltarei a ter contacto, um bafo que seja, com qualquer tipo de fumo vai ser uma pequena celebração que ando a preparar já antes de ter deixado de fumar. Fantasio tudo de uma ponta à outra e listo vários tipos de possibilidades, algumas completamente inalcançáveis outras tão banais como o sofá de minha casa. Parto do princípio, se calhar errado, de que vai saber melhor quanto mais tempo demorar a acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais aguardado vai ser com certeza, e é de lidar com esta idiota ansiedade que vivem em parte os meus dias de não fumador e é também uma das estratégias doentias que fui adoptando. E de repente o cigarro passa a ser o maior pitéu de fumo a que posso almejar. Nem o melhor charuto, cachimbo ou charro parecem mais atractivos que um Marlboro agora. O que vou querer quando achar que posso dar-me o prémio de fumar uma vez será um cigarro comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também passo a vida a pensar a que vai saber esse cigarro e o que me vai acontecer nessa altura (eu não tenho assim tanto tempo livre que possa reflectir alongadamente sobre tudo isto, mas o que se passa é que eu penso muito rápido). Logo a abrir, esclarecer aquilo do cigarro nos saber mal. Que quando um gajo deixa de fumar durante algum tempo, a primeira tentativa vai saber a químicos (não sei bem que sabor é este) e que a vontade de fumar acaba ali. Custa-me a crer, mas se for verdade acho estupendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra teoria, que curiosamente acumula com esta, é que assim que puxar a primeira vez pelo fumo, todas as ligações dos mecanismos de prazer que demorei tanto a adormecer no meu pobre cérebro se reactivam imediatamente e voltarei a tudo aquilo que a gente sabe. Este, sendo mais comum de calhar em conversa, não é menos extraordinário, porque me lembra aquelas fábulas em que a pessoa se podia ir embora mas não podia mais olhar para trás sob pena de lhe acontecerem coisas terriveis. Nunca tive oportunidade de estar numa situação deste tipo, mas sempre tive a certeza absoluta que eu olhava para trás mal pudesse. É a chamada asneira anunciada e espero sinceramente não ser o único a ter esta tendência. Seja como for, se o faço é porque me custa a crer e a verdade é que eu sei bem do prazer que as pessoas tiram em dizer um bom "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu bem te avisei&lt;/span&gt;" e eu estou nesta vida é para agradar aos meus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4997944507427911060?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4997944507427911060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4997944507427911060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/pacincia-de-chins-sem-querer-ofender.html' title='Paciência de chinês (sem querer ofender ninguém)'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-909415198314026495</id><published>2008-03-14T13:09:00.003Z</published><updated>2008-03-14T13:24:34.409Z</updated><title type='text'>The Devil in You II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostava de ter maneira de saber se alguém que esteja a deixar de fumar ou a pensar nisso já leu algum destes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posts&lt;/span&gt;. Não queria deixar de pedir que não nos odeie. Às vezes levámos levianamente o processo, mas é porque há muito orgulho nisto de ter deixado de fumar. Não acredite em nada do que aqui dizemos sobre as saudades e a inutilidade disto. Na verdade é a melhor experiência possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique consciente que lhe mentem quando dizem que se vai sentir fisicamente melhor, ou que vai poupar dinheiro, porque nada disso é verdade, mas vai sentir um sentimento de superioridade sobre toda a espécie humana que é muito agradável e que não é fácil de conseguir sem declarar guerra à Polónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a dizer que não me está a custar e não me tenho privado de nada do que fazia antes. Aqui há dias, por exemplo estava com um amigo fumador num conhecido bar da baixa onde não se podia fumar e, não sem vergonha, senti um prazer, quase felicidade, de lhe ver crescer a ansiedade e fiz pequenas apostas mentais de mim para mim para saber quanto demoraria o pobre a dizer que ia fumar um lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repare, como já concluiu, que se vai tornar numa pessoa horrível quando deixar de fumar, e vai também perceber que os fumadores são excelentes pessoas, apesar de tudo o que se dizia sobre eles e o seu egoísmo. Aqui há uns tempos um ministro inglês veio sugerir que se calhar deviamos (deviam eles) dar umas abébias às classes mais pobres quanto a isto de não poder fumar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pubs&lt;/span&gt; e foi - claro - violentamente atacado, quer por acusações de condescendência, quer de saúde pública, quer de perda temporária de senso comum, mas isto não é um absurdo. Este tipo fuma, muito claramente, e pensou bem e com boas intenções, mas a verdade é que ha boas intenções que não têm aplicação ou defesa possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, sou agora pior pessoa, já o disse, mas não me tornarei no famoso fundamentalista, que é a reacção mais simples e até mais legítima. Penso enverdar por ser um judas em quem os amigos confiam e aproveitar bem estes tempos de ouro que se nos apresentam em que não se pode fumar em lado nenhum. O contrário também podia ser possível, mas nem eu tenho tido inveja de quem puxa de um cigarro, nem o fumador médio tem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;killer instinct&lt;/span&gt; necessário para me querer fazer fosquices com o fumo. Do mesmo modo que o maior truque do diabo foi fazer crer que não existe, os fumadores parecem ter desenvolvido um sentimento de simpatia por nós que talvez dure para sempre. Ou isso ou odeiam-nos, mas não nos fazem mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro futuro ex-fumador, prepare-se para ser uma pessoa pior. Se não está pronto para isso desista de outra coisa. Desista de usar carro, ou de comer hidratos, mas com o tabaco a história é outra e vai ser uma guerra. E não espere solidariedade entre ex-fumadores. No fundo ninguém quer que venha a ter sucesso e por isso é que um blogue destes não serve para rigorosamente nada. Tenha cuidado e se conseguir, o que duvido, seja bem-vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-909415198314026495?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/909415198314026495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/909415198314026495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/devil-in-you-ii.html' title='The Devil in You II'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1308432922513156198</id><published>2008-03-11T00:31:00.012Z</published><updated>2008-03-11T01:16:00.401Z</updated><title type='text'>Miúdas. No fundo, miúdas.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comecei ontem a ver o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thank You for Smoking&lt;/span&gt;, que tem um excelente título, parece ser uma boa ideia e é provavelmente um filme que se vê e pronto. Adormeci - já era tarde - mas fiquei com algumas imagens. Uma em que o personagem central (eu estava com bastante sono e portanto não me lembro de nomes), um relações públicas de uma tabaqueira, se encontra com dois homólogos que eram, assim de cabeça, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;RP&lt;/span&gt; de alguém da indústria do armamento e a Maria Bello, a respectiva no mundo do álcool, uma mulher imune à embriaguez por ter começado aos 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois apontamentos rápidos: primeiro ninguém é imune por começar aos 14 anos, garanto com segurança; um outro, registar que a Maria Bello, que eu não faço ideia se é boa actriz, não aparece vezes suficientes nos ecrãs de cinema. A Maria Bello é para mim uma situação muito simples: é uma Ellen Barkin para a nossa geração (sou de 76), mas sem o ar de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isto-vai-dar-merda-e-sobrar-para-ti&lt;/span&gt; que esta tem, sendo que, como tal, nem sei quem é que está em vantagem. Vi também de manhã um filme com a Kate Winslet e à tarde um outro com a Michelle Pfeiffer. Se juntarmos a este acervo genético a Rachel Weisz, que por infortúnio não vi neste Domingo, está apresentado o meu Tratado Geral sobre o género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi todos estes filmes sem fumar, fui comendo de vez em quando, sem grandes asneiras, e no último - o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thank You for Smoking&lt;/span&gt; - ou melhor, na parte que vi, as pessoas fumavam bastante e isso pouco me incomodou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar enganado, e eu era um miúdo influenciável como os outros, um pouco mais talvez porque era uma criança tímida, mas o facto de estar entregue às feras nunca me fez ter vontade de fumar. E só me lembrei disto porque há um momento em que o tal tipo de que não me lembro o nome descreve uma cena do Bogart a fumar. Pensei logo em cenas marcantes de gente a fumar e nem uma me ocorreu. Sei que as vi, e com esforço chegava lá, mas não guardei nenhum herói de cigarro na boca. Nem os meus pais a fumar ou o Lucky Luke a enrolar um cigarro me impressionaram devidamente. Nem os carros de F1 me faziam ter uma vontade incontrolável de comprar Marlboro. Eu não percebo nada disto, e além disso comecei a fumar como os outros, mas tenho quase a certeza que a naturalidade é melhor receita para os putos do que anúncios sobre malta fixe e que não fuma. No fundo, não chamar a atenção para o problema com holofotes de luz branca e sirenes de prisão. Pode também ser que a responsabilidade seja dos cotas, que conseguiram convencer-me com grande naturalidade a não comer pastilhas nem beber &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coca-Cola&lt;/span&gt; (é verdade, isto, juro). Pelo menos até aos dezanove, quando comecei a fazer tudo isto, momento em que acredito que os meus pais e os livros do Rantanplan já podem ser ilibados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não era assim tão perigoso. Tenho impressão que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;evil twin&lt;/span&gt; do Super-Homem naquele terceiro filme, fuma um cigarro, mas é uma memória muito vaga. E mesmo do Sean Connery enquanto James Bond não consigo ter mais do que uma ideia difusa de o ver do cigarro na mão. E no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Top Secret&lt;/span&gt;, aquele filme no género de humor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aeroplano&lt;/span&gt;, com o Val Kilmer, penso que há uma rábula com um cigarro. Mas nada de concreto e a infância passou-se sem sobressaltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1308432922513156198?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1308432922513156198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1308432922513156198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/midas-no-fundo-midas.html' title='Miúdas. No fundo, miúdas.'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6424561701570786507</id><published>2008-03-10T00:19:00.004Z</published><updated>2008-03-11T10:50:38.795Z</updated><title type='text'>Sunday Mornings</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cache.viewimages.com/xc/72332080.jpg?v=1&amp;c=ViewImages&amp;k=2&amp;d=D7D5341DF8CB2C36DF2BF5B92640D657284831B75F48EF45"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px;" src="http://cache.viewimages.com/xc/72332080.jpg?v=1&amp;c=ViewImages&amp;k=2&amp;d=D7D5341DF8CB2C36DF2BF5B92640D657284831B75F48EF45" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É preciso reconhecer que, apesar de todo o sofrimento inútil e despropositado, o deixar de fumar tem (poucas é certo) vantagens. Uma delas é a alteração na qualidade da ressaca. Antigamente – ou seja, há pouco mais de um mês – os meus domingos de manhã eram demasiadas vezes preenchidos por uma terrível dor de cabeça. A cerveja bebe-se sempre em excesso porque um gajo arranja sempre sede para mais uma. Que outra bebida conseguiria um ser humano enfiar no bucho ao ritmo de 10-15 copos por noite e ainda consegui manter uma conversa em termos bem razoáveizinhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que o facto de a cerveja duplicar – ou mesmo triplicar – a vontade de fumar tem influência no estado mental que o  indivíduo atinge cinco horas depois de se deitar, quando começa a descobrir que o mundo já se mudou para mais um dia. Mas não pensei que o tabaco fosse tão determinante na intensidade da dor de cabeça. O mal-estar está lá, obviamente que a máquina tem que acusar a parvoíce cometida, mas é incomparavelmente mais ligeiro. Consegue-se pensar razoavelmente e a respiração é menos pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra diferença óbvia é o hálito. Não é imediato, nem faz de ti candidato a modelo intinerante  da Smint, mas ficas francamente mais aceitável socialmente. Duvido que isto tudo somado seja razão suficiente para um gajo se meter nestas merdas. Mas é preciso inventar alguma consolação, ora porra....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6424561701570786507?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6424561701570786507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6424561701570786507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/sunday-mornings.html' title='Sunday Mornings'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4537015698545283327</id><published>2008-03-07T18:48:00.003Z</published><updated>2008-03-08T04:01:28.151Z</updated><title type='text'>Estilismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que se ninguém fumasse n'O Padrinho o filme perdia em estilo e que um cowboy com uma ponta de cigarro a queimar os lábios intimida mais. O Alex James, baixista dos Blur, fuma vários cigarros ao longo de um concerto e dá ideia que não lhes toca em nenhum momento. Ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blasé&lt;/span&gt; é aquilo, apoiado com uma perna no monitor, cigarro pendurado, olhos nas miudas da frente e o baixo a tocar - hei-de provar isto - sozinho. Os velhotes que de bicicleta preta passavam na minha rua tinham sempre um cigarro minúsculo nos lábios. O fim de um cigarro enrolado, sem filtro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cigarros não atrapalham este tipo de gente, mas a minha história com cigarros soube ser sempre uma sucessão de trapalhadas. Não é fácil fazer figura de parvo com um cigarro, mas eu conseguia amiúde tratar disso, em mais do que uma modalidade. Nunca percebi por exemplo o que me levava a crer que enquanto dava uma tacada numa mesa de bilhar podia continuar de cigarro na boca, para confirmar de todas as vezes, que o fumo entra mesmo nos olhos e que a reacção é violenta. Mais cretino que isto só a minha tendência para passar o dedo nos olhos depois de cortar duas ou três malaguetas (esta experiência merecia um tratamento muito mas vasto). É provável que eu esteja a ser lido por pessoas sensatas, mas devem tomar a minha palavra como certa. Custa-me até a crer como é que nunca fumei um cigarro após um desses acidentes, para o agravar com o fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez agora à distância de um mês eu já possa avançar que nunca soube fumar, mas quando o tentava fazer na variante sem-mãos, o resultado foi sempre patético. Há um clássico, talvez difícil de explicar, em que depois de alguns segundos um pouco mais longos com o cigarro entre os lábios, o tentava tirar com os dedos. Como o cigarro estava já colado aos meus lábios, os dedos escorregavam pelo tubo, até empurrar a borra do cigarro acesa para a frente, e no processo fazer uma queimadura ligeira. É difícil andar por caminhos mais tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de fumar e a minha imagem saiu beneficiada disso, não porque o meu cabelo viesse a ter mais brilho ou porque a minha pela rejuvenescesse, coisas que ainda me vão ter que provar muito devagarinho, e de certeza que não terá sido pelo índice de massa corporal, visto que agora os trinta quilos já me parecem uma previsão optimista, mas porque limito os meus gestos a um mínimo, o que não tem como não ser positivo. Ainda não me livrei das malaguetas, mas já tenho avisado pessoas que me vêem a cozinhar que têm autorização expressa para me agredir até à inconsciência se desconfiarem que eu pretendo levar as mãos aos olhos, como parece que não me canso de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4537015698545283327?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4537015698545283327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4537015698545283327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/estilismo.html' title='Estilismo'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8057658885236914607</id><published>2008-03-07T14:18:00.004Z</published><updated>2008-03-07T14:32:51.559Z</updated><title type='text'>Goodbye sweet temptation</title><content type='html'>Estou a horas de deixar este continente a sul, que me pôs os nervos à beira do colapso nos últimos oito dias. Nestas selvas verdejantes é quase desumano não acompanhar a cerveja cristal com um cigarro a preceito. O que me salvou foi o facto de não ter conseguido descortinar aqui para estes lados quem me vendesse uma caixa de cigarrilhas - eu até charutos estava disposto a devorar.&lt;br /&gt;Arroguei-me a presunção de me achar curado. Nada disso, mantenho perfeitamente intacta, e até redobrada, a vontade de fumar. Ainda por cima, contam-me que o tabaco é ridiculamente barato. Anteontem cheguei a pegar num Ronson, a deixá-lo rebolar-se entre os meus dedos - e ó criatura superior que eventualmente estás lá em cima, quem é que pode resisir a fumar uma coisa chamada Ronson enquanto se trauteia mentalmente os Irmãos Catita?&lt;br /&gt;Aterro hoje em Lisboa, onde espero ser recebido pelos amigos tabagistas, que me  levarão a mais uma sessão de copos. Eles fumarão, eu salivarei. E prometo aqui jamais dizer que venci o vício, porque ainda não consegui perceber como é que o cabrão do vício (está subtil que chegue assim ó Sérgio?) ainda não me venceu a mim.&lt;br /&gt;Já agora, acho que ainda não vos falei o suficiente das árvores de África...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R9FRIJbY3eI/AAAAAAAAAGg/TFL-OhZ2fHQ/s1600-h/xxx.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R9FRIJbY3eI/AAAAAAAAAGg/TFL-OhZ2fHQ/s320/xxx.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175006647237008866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8057658885236914607?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8057658885236914607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8057658885236914607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/goodbye-sweet-temptation.html' title='Goodbye sweet temptation'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R9FRIJbY3eI/AAAAAAAAAGg/TFL-OhZ2fHQ/s72-c/xxx.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5921594974128847093</id><published>2008-03-06T16:35:00.004Z</published><updated>2008-03-06T17:01:01.398Z</updated><title type='text'>O tabaco é um mundo de conspirações, ponham isto na cabeça.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já toda a gente deve ter dado com aqueles gráficos que fazem contas aos benefícios de deixar de fumar. Normalmente ficamos a saber que passadas seis horas já respiramos melhor e que passados 15 anos os riscos de ficar doente são consideravelmente menores. Um exemplo pode ser visto &lt;a href="http://www.quitsmokingcounter.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt; (este até tem uma tabela faça-você-mesmo muito nojentinha e tudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo muito louvável, mas mesmo que eu quisesse contestar cada um destes pontos (e podia, e podia, mas não estou para isso), acho que estes mapas metem-se logo em chatices por outras razões. São feitos por não-fumadores convictos e, pior ainda, pessoas que odeiam fumadores, e têm apenas uma arma para combater o tabaco - o medo. Em que se virá a tornar alguém que deixou de fumar por miúfa? Num amorfo amargurado, seco e invejoso que um dia fumou por escolha e que deixou de fumar por obrigação. Um chato de um nostálgico que sabe que quando era jovem cometeu as loucuras próprias do tempo, fumou cigarros, não picou bilhetes na Carris, saiu um dia de um café sem pagar, fez uma directa ou duas e agora, que já só lhe sobrava o cigarro, nada o prende a rebeldias passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desistiu - essa palavra tremenda - e não o fez por abnegação ou amor ou estupidez, mas por medo. Só que é um medo legítimo, que os sacanas sabem o que fazem. Ninguém quer ataques cardíacos e cancros variados a pairar sobre a cabeça e como aqueles gajos dos gráficos sabem disto, toca de puxar pelo argumento do tu vais morrer se não páras já com isso. Pode ser verdade, mas tem que haver formas mais dignas de deixar de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nessas listas pontos mais controversos ainda, como o de que passadas 48 horas, o olfacto e o paladar regressam em grande (tábem, abelha) ou que ao fim de uma semana já se anda e corre muito melhor (atingem-se mínimos olímpicos). O que nunca consta, e tem forçosamente de ser importante na vida de um indivíduo (todo o texto que está para trás foi o que eu consegui de introdução para o que se segue), são as consequências sobre a evacuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com alguma vergonha que eu avanço que me documentei bastante antes de deixar de fumar. Soube por exemplo, e isso nunca aparece nos panfletos, que eu vou passar a estar sujeito duas vezes mais a contrair Parkinson ou Alzheimer por deixar de fumar. Ninguém é avisado de uma coisa destas mas é um facto comprovadíssimo, e escondido do grande público. Mas o que não encontrei, e cheguei a pensar se devia abortar todo o processo, foi saber de que modo é que a forma como cago seria afectada pela minha nova condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é segredo que - sobretudo entre homens, reconheço - um fumador gosta de levar uma revista e um cigarro quando pretende demorar um pouco mais na casa-de-banho. Por acaso só o fiz uma vez, no antigo aquaparque do Restelo por ocasião de um concerto de Therapy? e tinha já o cigarro na mão e aceso, quando vi uma daquelas coisas portáteis acabada de ser aberta. Tinham mesmo tirado um selo de segurança da porta imediatamente antes de se afastarem do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem toda a gente compreenderá a oportunidade que aqui estava encerrada, mas houve ali uma intuição, que se viria a provar correcta, de que um momento daqueles poderia não vir a repetir-se. Tambem não sei se já entraram num WC portátil nestas condições, mas garanto que é um paraíso asséptico onde se poderia proceder com segurança a pequenas cirurgias. Bom, tinha o cigarro na mão e achei desnecessário deitá-lo fora, mas também não queria esperar e ceder o primeiro lugar no cúbiculo,  pelo que tratei de tudo em breves segundos e pouco depois estava cá fora a contar ao casal amigo que me acompanhava que nunca tinha fumado a cagar e que não tinha achado muito confortável e portanto não tencionava repetir. Não me lembro de nada do concerto, e agora que vou por aí, nem sequer me consigo lembrar de uma única musica dos Therapy?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem só desta simultaneidade vive a relação do cigarro com o intestino. Quem nunca fumou um cigarro com o café depois de trincar um chocolate desconhece o sentido da palavra urgência, mas é verdade que há poucos laxantes como este, e se uma pessoa de um dia para o outro deixa de ter na sua dieta orgânica um composto como o do tabaco, vai com certeza sofrer consequências sobre as quais a informação está vedada, não sei se por pudor se por maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume neste meu triste processo rumo à abstinência, pouco tenho a contar à população. Não tenho cagado menos, nem pior. Demoro o mesmo tempo que antes e continuo a ser mais fidedigno do que o relógio atómico da PT. Há uma diferença que não sei se é relevante, mas o momento retrocedeu em uma hora (ou adiantou 23, sinceramente já não sei especificar). Posso entrar por pormenores como a cor e consistência dos dejectos mas são tudo indicadores que eu não saberia trabalhar e como tal apenas ruído para esta análise, mas posso assegurar que as questões do quotidiano (mais uma vez) não sofreram alterações significativas. Eu sou só um, portanto faço aqui um apelo à comunidade de cientistas (dou de barato que são pessoas formadas) que se dedica a estudar todos os extraordinários benefícios que advêm do acto de deixar de fumar, que divulguem as suas conclusões nesta área do infra-intestinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não o fizerem nos próximos dias fico a saber que é mais uma das áreas que não convém que chegue até nós como aquilo do Parkinson ou dos perigos de obesidade mórbida imediata para quem deixa de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5921594974128847093?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5921594974128847093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5921594974128847093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/o-tabaco-um-mundo-de-conspiraes-ponham.html' title='O tabaco é um mundo de conspirações, ponham isto na cabeça.'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4063503356351662062</id><published>2008-03-05T20:00:00.003Z</published><updated>2008-03-05T20:17:53.754Z</updated><title type='text'>Letter to the Editor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R87-anu5qlI/AAAAAAAAAGY/pDMWhu5XjYU/s1600-h/IMG_2379.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R87-anu5qlI/AAAAAAAAAGY/pDMWhu5XjYU/s320/IMG_2379.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174352755191032402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu caro amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À hora em que Sporting e Benfica divertiam o povo da metrópole, eu estava em Iemberém, encostado à única árvore que, pelo menos foi isso que me prometeram, traz à vila a rede de telemóvel. Pelos vistos, os deuses não estiveram comigo e a rede não veio. Ainda tentei um pequeno morro - a única alternativa segundo os locais, mas nada feito, naquele dia os telefones não queriam visitar a aldeia e pronto, se o telemóvel não vem quem sou eu para estar para aqui com merdas? Por acaso, em frente à árvore-cabine-telefónica estava uma das raras casas com electricidade neste canto esquecido do universo. Duas famílias assistiam ao jogo, sentadas num banco corrido colocado à porta da tabanca. Fatigado com o combate tecnológico que tinha acabado de perder, sem classe nem dignidade, optei por não ver o jogo. Só me faltava uma derrota do Sporting para aguçar ainda mais a vontade de chupar hidro-cianeto até cair para o lado! Horas depois, alguém informou o povo de que tínhamos empatado. Boa merda, digo eu com toda a fanfarronice de quem até já esperava perder. Mas o que me fascina, o que me fascina meu caro, são mesmo estas árvores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4063503356351662062?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4063503356351662062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4063503356351662062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/letter-to-editor.html' title='Letter to the Editor'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R87-anu5qlI/AAAAAAAAAGY/pDMWhu5XjYU/s72-c/IMG_2379.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7380519467775288898</id><published>2008-03-05T12:59:00.001Z</published><updated>2008-03-05T12:59:46.774Z</updated><title type='text'>Carta para África</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lisboa, 5 de Março de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Querido José (nome fictício),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com grande consternação que soube das dificuldades que passas por terras africanas, e toma por verdadeira a minha prosa quando te digo que nenhum prazer cresce em mim de te saber derrotado pública e vergonhosamente nesta aposta em que embarcámos. Mas por negro e terrível que seja o prémio da nossa contenda, entendo agora que há mais qualquer coisa que nos move.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cá, deixa-me garantir-te, continua a ser fácil não fumar. Embora a felicidade de ter isto como prova da superioridade da minha força de vontade sobre a tua fosse extraordinária, nada podia ser mais falso. Não é por convicção, nem por força de espírito, nem por medo de doenças, nem por conveniência, nem pelo estupendo prémio da nossa aposta, e nem sequer por despeito como já me ouviste afirmar, que tenho tido este sucesso fugaz de pouco mais de um mês. Sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mera sorte o que me tem feito não pensar em cigarros, não me apetecer fumar e não ter saudades por aí além de mandar umas passas, neste ou noutro qualquer composto adictivo. Sorte, porque se for verdadeira a tua angústia, e não um dos números com que por vezes alegras as nossas diatribes, se for verdadeira então posso garantir-te que eu próprio já teria cedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como vai a tua vida por esses ermos? Viste o Sporting x Benfica? Vocês foram um bocado roubados, posso dizê-lo com segurança, mas um dos penaltis foi sobre o Purovic. Na verdade foi sob o Purovic , que o gajo foi puxado por baixo, e lamento que não visses a expressão de tristeza genuína no miúdo, após controlar na coxa a bola, já na pequena área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou também um pouco surpreendido - ele próprio o reconheceria - mas a verdade é que nunca saberemos se conseguiria dominar tão bem o esférico se não beneficiasse do movimento de queda, que não foi, ao contrário do que dizem, provocado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ainda dar-te os parabéns pela utilização cada vez mais subtil do palavrão no teu texto escrito e é sem ironia que o digo. Como sabes já desisti desse propósito há muito, visto que qualquer caralho que tento enquadrar num texto sai tão deslocado como um quarteto de cordas numa orquestra de jazz. Alguns dos teus ainda padecem desse mal, mas aqui e ali dás mostras de que em breve talvez já uses a asneira com a naturalidade de um advérbio. Invejo-te um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resiste, meu caro, resiste, que estamos a cerca de três meses do matrimónio de amigos queridos, altura em que ninguém nos levará a mal se prevaricarmos com um cubano (ainda que de Sacavém). E ai de quem se lembrar de repetir a gracinha de nos estragar o momento como nos fizeram ao último cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me com amizade,&lt;br /&gt;S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7380519467775288898?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7380519467775288898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7380519467775288898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/carta-para-frica.html' title='Carta para África'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-250507342044217119</id><published>2008-03-05T00:56:00.005Z</published><updated>2008-03-05T01:32:19.716Z</updated><title type='text'>And what the fuck are you talking about?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R8318nu5qkI/AAAAAAAAAGQ/O2142CRnAuQ/s1600-h/pil%C3%A3o.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R8318nu5qkI/AAAAAAAAAGQ/O2142CRnAuQ/s320/pil%C3%A3o.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174061968725224002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu estimado amigo Sérgio tem um talento inestimável para a arte da postagem. Leio à distância as suas deambulações por este mundo e o outro a propósito do pequeno rolo que nos une neste blogue e não consigo deixar de aplaudir a capacidade imaginativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre-me, em jeito de inveja e despique, falar das árvores de África, essas coisas asfixiantes que me fazem ficar parado a olhar para as rugas de um tronco (e então esta criatura que vos mostro faz-me agradecer o facto de ainda me pagarem para falar dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falta-me o talento para tergiversar - e ainda gostava de saber porque é que as pessoas não usam  mais a palavra tergiversar no seu quotidiano. Assumo aqui o papel de reaccionário de serviço à causa deste blogue e voltar a centrá-lo no tema que aqui nos trouxe - o deixar de fumar, essa actividade pérfida que um dia será proibida em todos os países decentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusar-me-ão, e com razão, de não ser capaz de me afastar do meu próprio umbigo. Concordo e aceito, mas afinal para que é que serve um blogue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que o camarada Sérgio quer deixar transparecer a ideia de que fumar é uma coisa simples fácil, com excepção da derrota ideológica que esse acto encerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, meus senhores, não é. Desde que me meti nesta estúpida aventura, tenho ouvido os mais variados palpites dos costumeiros treinadores de bancada, especialistas na localização de aeroportos, o défice das contas do Estado, a verdadeira história da pequena  Maddie e, claro, na data a partir da qual um gajo se pode considerar livre do tabaco. Uns dizem que o pior é a primeira semana. Outros vêm com os primeiros três meses e até já ouvi uns vomitarem seis meses como o prazo para um tipo deixar de pensar nisto. Cada um dá a sua baforada de parvoíce na minha cara e eu tenho que a aspirar, fingindo indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a milhas de vós, com mais de um mês de abstinência em cima do corpanzil e à beira de quebrar o meu voto de castidade tabagística a qualquer momento. No grupo com quem viajo, já houve dois ex-fumadores que reincidiram durante a estadia nestas terras. Eu ainda nem percebi porque é que não fiz o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, jovem incauto que por acaso venhas cá ler isto, deixar de fumar é a coisa mais parva do mundo. Por isso é que nunca deves experimentar. Corres o sério risco de gostar e depois ainda te fodes. Nunca pensei que o valor moral de uma aposta baseada apenas na honra como defesa contra a fraude se sobrepusesse a um compromisso de carácter, assumido por mim há  12 anos como dogma absoluto. Mas é isso que acontece meus caros e não venha para aí o Sérgio dizer que isto é tudo muito simples porque não é, não é, repito não é absolutamente nada simples, nem fácil, nem cool, nem vale uma Casa Branca, e se há por aí alguma espécie de entidade superior a pairar sobre os nossos espíritos, ela sabe bem da filha da putice de sacrifício que esta merda tem sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-250507342044217119?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/250507342044217119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/250507342044217119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/and-what-fuck-are-you-talking-about.html' title='And what the fuck are you talking about?'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_jzQaNh6PoT8/R8318nu5qkI/AAAAAAAAAGQ/O2142CRnAuQ/s72-c/pil%C3%A3o.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5630904853938682411</id><published>2008-03-04T18:04:00.006Z</published><updated>2008-03-04T18:51:06.367Z</updated><title type='text'>Yes, we can! ou Malta que partilha problemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil dizer o que se passa com as pessoas em relação aos fumadores. Actualmente ninguém parece gostar deles e está-se a conseguir criar uma sensação idiota de vergonha por fumar. Não há melhor forma de potenciar estas sensibilidades do que numa campanha eleitoral e é por isso que entre outras coisas, um candidato tem de decidir que vícios deve deixar que lhe conheçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem até aqui, mas de repente ouvimos o candidato mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt; de sempre (neste momento e neste blogue só interessa isso) a dizer que deixou de fumar porque foi uma das condições que saiu da habitual reunião familiar: a esposa disse-lhe que só o apioaria caso deixasse de fumar. É dificil de dizer até que ponto foi a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coolness&lt;/span&gt; por água abaixo, porque este tipo de decisões e esta cedência às pressões familiares, mais inteligências emocionais e o demónio a sete, já são cenas bem fixes aos olhos do público em geral. Eu próprio já fui alvo de subornos semelhantes para deixar de fumar, e embora não envolvessem candidaturas à casa branca, eram, vá, aliciantes. E um gajo pensa, enfim, que por um lado está a ceder com vergonha justificada, por outro que são só cigarros, mete-se uma confusão de machismo, orgulho, prémios e assim, que somos todos manipuláveis mas neste caso paramos já aqui, que divago em grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Obama continua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt; - é o que interessa -, ganhou um óptimo argumento para o futuro da sua relação ("&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah mas eu daquela vez&lt;/span&gt;..."), o povo vai gostar que ele não fume, e demonstra uma força de vontade titânica, que isto só eu e ele é que sabemos o que é estar sujeito a pressões enormes enquanto se deixa de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se calhar o gajo não contava, e nem eu, era que a nossa voz carismática saísse mal do filme. Não tenho acompanhado o Obama de perto nos últimos tempos, mas sei que comigo a voz me tem falhado. Está mais limpa, mas também mais chata e sobretudo falha-me de vez em quando; uma coisa dramática. O mundo pode dar as voltas que quiser, mas a verdade é que um cigarro nos dedos e o fumo a moldar cordas vocais ainda são um dos paradigmas do cool. Se o rock n' roll ainda ganha eleições é que não sei, mas aposto que por lá andam preocupados com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;So, will Obama abandon cigarettes altogether, or will he go the way of Cash and Dylan instead? It's a suitably tough decision for a man who aspires to be president: Quit now, and risk losing his vocal magic while campaigning, or puff on and pay later.&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.slate.com/id/2157523"&gt;mais&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme já disse ao João Vieira Pinto, estou disponível para ajudar no que for preciso e não levo um tostão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5630904853938682411?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5630904853938682411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5630904853938682411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/yes-we-can-ou-malta-que-partilha.html' title='Yes, we can! ou Malta que partilha problemas'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7135017993050640409</id><published>2008-03-03T15:56:00.006Z</published><updated>2008-03-03T16:29:31.186Z</updated><title type='text'>Like a ball, sir!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente vamos tendo visitas neste blogue, mas não tenho a certeza se alguém já cá esteve duas vezes. Estamos nas quarenta visitas diárias, o que pela minha experiência é uma óptima marca. Repare-se que este blogue quer dar a entender que faz tudo para não ser lido. Não é tanto o tema mas o facto de não fazer links a outros blogues (nem sequer para agradecer a pessoas que foram simpáticas) ou de não ter &lt;span style="font-style: italic;"&gt;email&lt;/span&gt; (pus o meu no post anterior, mas isso foi, como se diz em estrangeiro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;for the sake of the punchline&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso destes dias, agora que faço um mês certinho faz-me, já o disse, ter umas vezes óptima opinião sobre mim e noutras, uma péssima ideia sobre quem diz que deixar de fumar é complicadíssimo. Quanto às pessoas que cá vêem só tenho a agradecer, mas começa a ser boa ideia avisar que nada passará disto que assistem. Talvez eu me devesse ter documentado melhor antes de aborrecer os outros. Contaram-me há atrasado, por exemplo, que um livro de Italo Svevo - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zeno's Conscience&lt;/span&gt; - entra por estes caminhos e que obviamente tem muito mais sucesso do que nós, porque falha a cada tentativa. Até a começar o homem falhou e quando resolve desistir falha de todas as vezes e escolhe sempre um qualquer momento memorável para o fazer. Enfim, é tudo muito épico, acho eu (não sei mais do que umas coisas lidas na wikipedia sobre este livro, que não o encontro onde quer que seja; qualquer contribuição válida será bem recebida no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;email&lt;/span&gt; que se encontra no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; abaixo), e as pessoas acabam por tirar um prazer redobrado desta chatice de assistir a um gajo (dois, neste caso - pior ainda) a abandonar um vicio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço então essas visitas, mas é importante que deixem de vir. É possível que nenhum de nós volte a fumar. E como está envolvida uma aposta, de que ainda não falámos, se calhar por - como se diz noutro estrangeiro - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;scaramanzia&lt;/span&gt;, é muito provável que em caso de fracasso qualquer um de nós venha a mentir. Pelo menos em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras duas ou três pessoas que nos lêem talvez tenham aparecido por acidente, e vou pedir-lhes desculpa individualmente, já que foram três pesquisas no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;google&lt;/span&gt;, todas aparentemente bem intencionadas. A última procura "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cianeto e alegria&lt;/span&gt;", e é uma pesquisa que achei espectacular a todos os níveis, mas que depois percebi ser de alguém que procurava a versão portuguesa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cyanide and Happiness&lt;/span&gt;, de que não sem vergonha me esqueci ao longo do último mês. Deixe-me dizer-lhe que tem bom gosto, e que as tiras são de um humor cáustico bem conseguido a espaços. Ficam no fim do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; algumas das que mais gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira pesquisa que tivémos foi "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;comprar cianeto&lt;/span&gt;"... Não faço ideia como posso ajudar, mas gosto da decisão que daqui parece brotar. Deve haver poucas pesquisas tão românticas como esta, de alguém que pretende trazer de volta o veneno como mediador passional, ou conspirativo que seja, mas seja quem for espero que volte. Até porque significava que não comprou o cianeto para si próprio, o que já revelava algum mau-gosto e presunção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda pesquisa, última aqui, é a minha preferida: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;esquecer os cigarros&lt;/span&gt;". Este(a) pesquisador(a) pensa como nós. Sofre com a decisão de deixar de fumar, não quer nem sabe bem porque o fez e só quer que o cigarro não lhe telefone mais, nem lhe envie mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;powerpoints&lt;/span&gt; pelo email. Quer distância porque a família e os amigos assim o pressionaram mas o seu pequeno coraçao sofre com a decisão. Este(a) utilizador(a) já só quer passar à frente, esquecer o cigarro e conhecer novas pessoas. Passaram alguns bons anos juntos, nota-se bem, e agora encontram-se nesta situação tremenda. Este blogue (ou pelo menos metade dele, que já chega de trazer sempre o proletário para estes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;statements&lt;/span&gt; de que não tem culpa nenhuma) está solidário com esta pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.explosm.net/db/files/Comics/ComicaziRob14.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 542px; height: 414px;" src="http://www.explosm.net/db/files/Comics/ComicaziRob14.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.explosm.net/db/files/Comics/kson0001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 507px; height: 447px;" src="http://www.explosm.net/db/files/Comics/kson0001.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.explosm.net/db/files/Comics/vegas.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 623px; height: 204px;" src="http://www.explosm.net/db/files/Comics/vegas.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7135017993050640409?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7135017993050640409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7135017993050640409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/03/like-ball-sir.html' title='Like a ball, sir!'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-406601716211743036</id><published>2008-02-29T00:58:00.003Z</published><updated>2008-02-29T01:17:44.991Z</updated><title type='text'>Cigarros de vitória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só agora que estou há praticamente um mês sem fumar é que descubro que talvez isto não seja nada de especial.  Ouço agora de todo o tipo de fumadores que é comum passar-se algumas temporadas sem fumar, ou pelo menos que já o  fizeram uma vez. Para alguém como eu isto era absolutamente impensável. Nunca me passou pela cabeça  ficar um dia sem fumar. Por um lado porque achava parvo e não via, nem vejo, o objectivo de quem quer que fosse fazer uma coisa dessas, e  por outro porque nunca seria capaz. O mais certo é que estejam todos a mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho encarado isto como dar  toques numa bola, ou seja, o gajo que consegue dar cinquenta, sessenta toques consegue dar mil ou dez  mil - a técnica está lá, fica provada ao toque 20, para aí - mas talvez me aperceba agora que é exactamente o  contrário que se passa. Um mês é diferente de um ano e um ano diferente de dez. É muito provável que eu  tenha sido enganado. Não bastando, o entusiasmo das pessoas pelo meu acto heróico vai esfriando. Agora que me  começo a destacar espectacularmente da massa de fracassados que não passaram de uma ou duas semanas, é que o interesse  jornalístico pela minha minha história esmorece. Imagino como será aos três meses. Ninguém se lembrará que fumei. E  quando num Portugal x França lá para fins de Junho eu resistir a puxar de um cigarro nos penáltis, ninguém ficará  impressionado com isso. Começa a deixar de fazer sentido isto de deixar de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que já é certinho é que vão todos reparar  quando eu tiver engordado os tais trinta quilos. As pessoas hão-de de dizer '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;olha, lá vai o badocha, coitado. Deixou de  fumar e ficou logo assim. É tramado isto, não se pode&lt;/span&gt;', após o que puxam uma baforada misturada com suspiro. São  pessoas magras, estas. É que apesar do que tentam convencer-nos, não há sinais de falta de saúde entre os fumadores.  Admito um ou outro sinal de aparente envelhecimento e há o amarelar de tudo o que nos rodeia, mas são coisas que têm  solução, ou então boas em si. Quando se deixa de fumar fica-se irremediavelmente gordo, ansioso e moralista. São logo os três planos do  indivíduo que vão com os porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci portanto nesta crença de que o tabaco faz mal, e fui bem educado nesse sentido. A  certa altura da minha vida, no entanto, andava eu pelos doze anos e estava a ver um jogo do Benfica, no qual o Mozer tinha  sido castigado e estava na bancada. Eu sou uma boa pessoa, e já na altura era um bom miúdo, mas  tive sempre uma admiração enorme pelo Mozer. É possível que o meu modelo de defesa-central fosse o Mozer. Enquanto o Nicolau de Melo (lembro-me bem de ser o Nicolau de Melo que relatava o jogo, portanto é quase certo que  jogávamos contra o Boavista ou o Salgueiros) organizava os seus apontamentos, o realizador dá-nos um plano do Mozer  na bancada. Isto aconteceu cerca de quatro, cinco vezes durante todo a transmissão e em todas elas o homem estava a  fumar com um prazer desmedido. Nunca em dias de vida tinha pensado que era possível um gajo jogar à bola e fumar,  mas estava ali a prova à frente dos meus jovens olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a pensar nisto até ao fim do jogo, e mesmo depois de ter comido as últimas três  mousses no frigorífico e enquanto ficava a olhar a ponte nova pela janela da marquise. Não cheguei a nenhuma  conclusão, mas sei que reflecti muito. Tinha ouvido anos antes alguém garantir que o Futre fumava cerca de meio maço por dia, mas achei que  isto eram detractores, e realmente era gente do Sporting que me tinha contado isso. Só quando  finalmente ouvi o João Vieira Pinto dizer que fumava quase um maço, já no Benfica, é que meti na cabeça que os  jogadores de futebol fumam (por alguma razão interiorizei que o Mozer estava a fumar às escondidas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O João Pinto  agora parece que vai para os EUA e provavelmente não terá uma vida fácil. Se ele quiser entretanto algum apoio  para deixar de fumar em ambientes hostis, pode contar com a minha consultoria, e nem lhe levo um tostão que seja. Gostei  sempre muito do João Pinto, mesmo em alturas muito idiotas da história recente do Benfica. Há ali uma coragem  que não é muito habitual ver-se em campo, mas isto é difícil de explicar às pessoas, e também não é aqui o sítio  indicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo cuidadosamente comigo aquela imagem muito conhecida do 6-3, não sei se estão a ver, em que o JVP é  substituído, e vai junto à linha para o balneário e recebe os parabéns do Carlos Queirós. Aquele ar do gajo deve levar  ali dentro muita coisa, mas uma delas é de certeza a imagem do cigarro de missão cumprida que vai fumar assim que chegar lá  abaixo e se sentar no banco corrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, este post serve para deixar um abraço sentido ao João Pinto  agora que parece que se vai embora e deixar-lhe o meu email (gouveia@gmail.com) para o caso de precisar de  alguma ajuda com aquilo de deixar de fumar. E já agora confirmavas-me se sempre fumaste o tal cigarrinho no  balneário naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-406601716211743036?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/406601716211743036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/406601716211743036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/cigarros-de-vitria.html' title='Cigarros de vitória'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5158805614153337684</id><published>2008-02-27T10:25:00.002Z</published><updated>2008-02-27T10:29:22.601Z</updated><title type='text'>Not such great news after all…</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.jupiterimages.com/common/detail/17/54/23325417.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://images.jupiterimages.com/common/detail/17/54/23325417.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O estimado camarada Sérgio tem muita razão em falar do papel dos irmãos no estado de ansiedade de uma criança e de adolescente habituado a fazer merda. A denúncia é a arma mais fácil e raramente o bufo é castigado da forma que merecia. Então eu que tenho dois irmãos - um mais velho e outro mais novo - sei bem do que falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece, no entanto, que foi graças ao meu irmão mais velho que pude assumir, sem qualquer problema, que fumava aos meus pais. Mais, antes de lhes dizer o que quer que fosse, puxei de um cigarro e acendi-o. Só horas mais tarde é que o meu pai me veio perguntar se eu já fumava. Eu disse que sim e ele encolheu os ombros, conformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação para isto tudo é muito simples. Comecei a fumar em frente dos meus pais no dia em que eles conheceram os futuros sogros do meu irmão. Nós íamos a caminho das últimas férias em família e parámos a meio do caminho para os conhecer. O motivo da reunião era a anunciada gravidez da minha futura cunhada. Quando chegou a hora da sobremesa e eles substituíram as falinhas mansas pela conversa séria que ali os trouxe, eu tive um sério ataque de pânico. Levantei-me da mesa, puxei de um cigarro e fui-me embora para o parque de estacionamento. Fumei pelo menos meio maço. Eles só saíram mais de uma hora depois. O casamento deles vai bem e recomenda-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu vício é que morreu - ou pelo menos assim o espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5158805614153337684?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5158805614153337684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5158805614153337684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/not-such-great-news-after-all.html' title='Not such great news after all…'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6120887866583671704</id><published>2008-02-26T12:37:00.003Z</published><updated>2008-02-26T12:49:25.813Z</updated><title type='text'>Smokeasy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fumadores são um grupo fechado e cúmplice e sabem-no bem. Um grupo que vem de fumar às escondidas no liceu e que seguiu o seu caminho até à idade adulta mas pouco habituados à legitimidade. Em quantos de nós não ficou o reflexo de espreitar quem entra pelo café quando se está de cigarro na mão, quantos resistem ao arrepio de uma chave a rodar na porta, como esquecer o mórbido mas romântico som do papel do cigarro a queimar no silêncio da noite em casa quando já era um pouco mais seguro fumar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumar comporta clandestinidade desde que nasce, e mesmo quando tudo é posto às claras e já não há pai, professor, primo mais velho ou colega da mãe que nos atemorizem a passa discreta, há sempre escondida e quase resolvida a sensação de prevaricar. Quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação cigarro-pais é um tema fascinante de onde vamos excluir gente aborrecida que diz que quando começou contou logo aos pais "sem problemas". E quando isto é verdade ainda é mais aborrecido. A partir daqui quase todas as histórias são interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O distraído que se deixou apanhar na rua, ou na café do bairro. Este é o tipo que merece ser apanhado, que nunca soube explorar a arte da dissimulação. No fundo, talvez fosse o medo que o movia e quisesse ser apanhado e resolver aquilo como quem sofre de vertigens. Aconteceu com a maior parte das pessoas que conheço, e hoje quase todos fumam à frente dos pais (só há dois tipos de fumadores - os que conseguem e os que não conseguem fumar á frente dos pais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto também dos que se revelam no seu casamento, uma posição inatacável e ao mesmo tempo um sublinhar do rito de passagem. É possível mesmo que venha a despertar uma pontinha de orgulho no pai já de si babado. A pessoa tem, no entanto, que casar. O que nem sempre acontece a toda a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro tipo, mais comum do que se pensa, que é aquele que foi denunciado pelo irmão, normalmente a uma mesa de jantar. Penso que as pessoas sem irmãos não sabem verdadeiramente o que é viver num permanente estado de perigo de todo o tipo de denúncias, contendo ou não verdade, a que uma pessoa está sujeita durante a infância e adolescência. Do equilíbrio instável que é necessário gerir alternando entre a informação preciosa, a ameaça e a diplomacia. No fundo, acho que os filhos únicos não conhecem o cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for a história que o acompanha, ninguém sai de toda esta pressão incólume e fumando como se fosse um acto muito natural. Quando saiu a lei, os lingrinhas dos fumadores ergueram-se unidos na indignação dos seus direitos violados, chamaram a si a constituição, direitos humanos universais e europeus, e quiseram fazer crer o resto do mundo que não adoraram esta lei. Como regozijaram (eu incluído, na altura) com o regresso da clandestinidade e do cigarro em grupo, não atrás do pavilhão gimnodesportivo, mas à porta do restaurante ou do trabalho. É possível outra vez ter medo de ser apanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas &lt;a href="http://www.nytimes.com/2004/01/04/nyregion/04SMOK.html?pagewanted=1&amp;amp;ei=5007&amp;amp;en=00adcfb68b653f75&amp;amp;ex=1388552400&amp;amp;partner=USERLAND"&gt;que esperam para fumar&lt;/a&gt; num sítio onde é proibido. Esperam horas até o bar fechar e poder enfim puxar de um cigarro clandestino, como quem está num &lt;span style="font-style: italic;"&gt;speakeasy&lt;/span&gt; nos anos 30 e ouve lá fora rajadas de tiros e pneus a chiar e toca um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chorus&lt;/span&gt; de trompete, antes de sair pelas ruas de Chicago à procura de um holandês com três nomes. O mundo deve andar chato e esta lei sempre veio animar um bocado os tempos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6120887866583671704?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6120887866583671704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6120887866583671704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/smokeasy.html' title='Smokeasy'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-2319766833507381895</id><published>2008-02-23T15:38:00.001Z</published><updated>2008-02-23T15:40:53.991Z</updated><title type='text'>Forever</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.drchetan.com/images/no-smoking2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.drchetan.com/images/no-smoking2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este blogue começou sem um conceito definido a não ser uma vaga intenção de dar conta dos sacrifícios de deixar de fumar. O tom da coisa tem sido mais o da saudade do tabaco do que propriamente as alegrias de viver sem ele. Isto tem uma razão de ser, é que, mais do que sentir a falta do vício, o que sinto é a falta do prazer. Porque fumar é um prazer. Nem todos os cigarros se fumam por gosto – alguns até só se consomem porque o corpo a isso obriga – mas há qualquer coisa de irrepetível num cigarro saboreado até quase ao filtro. Há momentos que ficam para sempre colados no fumo que se escapa para o infinito. Tenho por intenção nunca mais enfiar um desse tubos cilíndricos nos beiços, mas tenho a certeza absoluta de que o desejo de o fazer se vai manter intacto para sempre. Adoptei para mim uma frase de um tio meu, que deixou de fumar há mais de 15 anos: “Eu não deixei de ser um fumador. Deixei foi de fumar, mas a vontade mantém-se igualzinha”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-2319766833507381895?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2319766833507381895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/2319766833507381895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/forever.html' title='Forever'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1864104641340693033</id><published>2008-02-21T10:27:00.003Z</published><updated>2008-02-21T10:31:54.802Z</updated><title type='text'>O desertor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja um pouco injusto chamar chatos aos não-fumadores. São-no!, não vamos iludir-nos, e são sobretudo uns caretas que resistiram à pressão social dos anos mais verdes, numa altura em que ainda nem havia anúncios idiotas de putos fixes que não fumam. Mas se reflectir uns segundos reconheço que os não fumadores não são a espécie mais odiosa do mundo do cigarro. O pior e mais nojento grupo desta dinâmica toda é o que me inclui neste momento: o grupo dos cobardolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para os fumadores que me rodeiam e entristece-me sabê-los agora minoritários ao mesmo tempo que admiro invejoso a coragem que ainda os move ou o pequeno orgulho desprendido de quem puxa mais um cigarrinho. Posso mencionar a medo, e enterrado até ao pescoço em vergonha, o inacreditável momento político (sim, político) que escolhemos para deixar de fumar, mas nem será necessário chegar tão longe, ou melhor, tão fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que estive lá, fumei com eles e agora abandono-os a troco de umas pequenas promessas de melhor fôlego ou melhor hálito (com o que ando a comer hei-de ter muita sorte com esta), um pontinho estatístico nas probabilidades de boa saúde para daqui a quarenta anos ou - o pior de todos - por mais alguns dinheiros no bolso, que nem a trinta devem chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sido bem tratado pelos meus ex-camaradas o que ainda me corrói mais e recebido, já aqui o disse, de braços abertos pelos outros chatos. De braços abertos mas nunca como um deles, esses pulmões imaculados. Não sou mais que um cristão-novo que fez das chicletes alheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blogue está com os fumadores e lamenta terrivelmente não fumar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1864104641340693033?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1864104641340693033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1864104641340693033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/o-desertor.html' title='O desertor'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4634833415280475300</id><published>2008-02-20T13:39:00.002Z</published><updated>2008-02-20T13:52:36.352Z</updated><title type='text'>Priceless</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/93/237055775_baa84ef9a8.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://farm1.static.flickr.com/93/237055775_baa84ef9a8.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O camarada Sérgio anda a ver se me rouba todas as oportunidades de assunto - e reconheço que se tem safado à grande nessa arte. Passe a redundância, queria hoje evocar dois assuntos: os primeiros cigarros e o melhor cigarro do dia. &lt;br /&gt;Começar a fumar é, a partir da nossa geração, o acto mais idiota que se possa cometer. A nós, ninguém disse que os homens viris fumavam e ninguém nos vendeu maços com nomes inacreditáveis como "Provisórios" ou "Definitivos". Somos da geração em que o Lucky Luxe passou a chupar palhinhas (se bem que fomos os últimos a vê-lo de cigarro nos dentes) e da convicção profunda de que o cigarro é o caminho mais próximo para o cancro. Ainda assim, lá caímos que nem uns parvinhos. Conheço muito boa gente que teve a sorte de se engasgar e tossir compulsivamente à primeira passa. Nunca compreenderam a piada daquilo e ficaram libertos desse jugo. Outros, como eu, gostaram daquilo. Não logo um entusiasmo fulgurante, mas o nascer de qualquer coisa como "acho que sou capaz de vir a fazer isto mais vezes". Eu sabia que ia ficar viciado a partir do momento em que me apercebi de que tinha criado uma rotina. Uma bela rotina, devo dizer. Durante anos, consegui começar a fumar só depois do almoço e esse passou a ser o meu golden cigarette do dia. Depois, a dose começou a aumentar e os dois cigarros matinais arruinaram o prazer do pós-refeição. O melhor cigarro do dia passou a ser um conceito flutuante. Mais recentemente, a maioria dos melhores cigarros eram os últimos, os que se fumam dois minutos antes de dormir. Parecia que o corpo já estava a adivinhar que, um destes dias, não haveria novo cigarro pela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4634833415280475300?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4634833415280475300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4634833415280475300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/priceless.html' title='Priceless'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/93/237055775_baa84ef9a8_t.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4101810646145068104</id><published>2008-02-20T11:26:00.005Z</published><updated>2008-02-20T13:59:23.112Z</updated><title type='text'>Da honestidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez fosse importante que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;url&lt;/span&gt; deste blogue abrisse antes um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;disclaimer&lt;/span&gt; ou um aviso como aqueles dos sites &lt;s&gt;porno&lt;/s&gt; de apostas online que confirmam a idade das pessoas. Neste caso a idade é irrelevante (nem é, mas podemos ir a esse capítulo noutro dia) mas era conveniente avisar as pessoas ao que vêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começar a fumar é um acto racional, por muito que alguém tente convencer o mundo que foi enganado. Um gajo está consciente dos riscos que corre se subir a um telhado, convenhamos. Mas com um blogue de dois desistentes de sucesso como este, pode dar-se o caso de alguém entrar aqui com a esperança de encontrar um caminho ou uma pequena ajuda que oriente o seu desejo adiado de deixar de fumar. Por favor entendam que não só este blogue não fará esse serviço (por incapacidade, não por má vontade), como é absolutamente prejudicial a qualquer processo em curso ou em projecto de largar o cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo bastaria algo como&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Weblog Adeus Cianeto de Hidrogénio não é, nem pretende ser - ou melhor poderia pretender e talvez até houvesse inicialmente um intuito inicial nesse sentido, mas de modo natural o blogue foi seguindo outro caminho - um manual para deixar de fumar. Inclusivé este blogue é altamente prejudicial para pessoas que queiram libertar-se do jugo da nicotina e deveria ser assinalado pelos senhores do blogger como tal. Se alguma utilidade tiver, este blogue serve apenas para que pessoas que não pretendem deixar de fumar possam tirar algum gozo da patética tentativa tornada pública (uma asneira clássica) destes dois infelizes, que descobrem agora que o vício não era assim tão assinalável, mas o prazer genuíno que tiravam do cigarro, era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E depois disto, qualquer coisa como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entendo e pretendo continuar&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, vim a este sítio ao engano e agora que compreendo a inutilidade do mesmo, pretendo ser encaminhado para outro lado. No entanto, obrigado, gabo-vos e agradeço a honestidade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer de fumar e as saudades dos cigarros mais insuspeitos são as únicas conclusões válidas destes posts. De tal modo que ao contrário de um manual de como deixar de fumar, este podia tornar-se com grande sucesso um manual de como começar a fumar, nicho que ainda deve estar inexplorado. Algo que indique aos jovens como começar a fumar já hoje, que marca escolher, do prazer de fumar numa esplanada, do melhor cocktail para um cigarro. Das milhares de desculpas para acender um entre as que se contam um golo que tarda a vir, uma tarefa terminada no trabalho, um telefonema que se atende e se prevê longo. Compre já um maço e seja um fumador convicto no espaço de um mês. Junte-se já a essa comunidade tão sindicalmente coesa, ostente um orgulhoso sentimento de pertença, usufrua de todo um novo conjunto de instrumentos e gestos de sedução. Não adie mais! Fume!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4101810646145068104?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4101810646145068104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4101810646145068104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/da-honestidade.html' title='Da honestidade'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6521381702671528729</id><published>2008-02-19T16:46:00.006Z</published><updated>2008-02-19T17:18:46.101Z</updated><title type='text'>A tragédia mora ao lado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minutos depois de postar a última entrada, sou confrontado com a asneira em que me estava a meter e tive que responder por isso. Talvez o sucesso literário que procuro com um diário da privação não esteja no tabaco mas no colesterol. Uma dieta é que seria a verdadeira tragédia, apercebo-me agora. Talvez para subir a parada possa avançar que tenho a certeza que, agora que cheguei aqui não fumo mais. Eu sei do gostinho do público pelo fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra tragédia, a do colesterol, andou por aqui:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai! Andas a comer desalmadamente? Comias seis bifes, não acredito.&lt;br /&gt;- Comia seis bifes num restaurante. Mas isto aos 15.&lt;br /&gt;- Sérgio, vê lá se engordas.&lt;br /&gt;- Pois, vou engordar, man.&lt;br /&gt;- "Não tenho dúvidas de que muito em breve ganharei cerca de trinta quilos."&lt;br /&gt;- Eu nao consigo parar de comer!&lt;br /&gt;- Estou fodida contigo!&lt;br /&gt;- Oh pá, devias era apoiar-me.&lt;br /&gt;- Não apoio! Por amor de deus, era o que faltava agora ficares gordo.&lt;br /&gt;- Já sou uma beca...&lt;br /&gt;- És agora, pá! Estou muito transtornada com isto.&lt;br /&gt;- Talvez eu esteja enganado. Mas duvido.&lt;br /&gt;- Sérgio, por favor, não te deixes engordar. Comer seis bifes faz mal, é todo um conceito de colesterol e artérias entupidas que vais conhecer.&lt;br /&gt;- Seis bifes era aos 15, man.&lt;br /&gt;- Oito pães ao pequeno-almoço...&lt;br /&gt;- Era aos 15!!&lt;br /&gt;- Serginho, por favor, não fiques gordo.&lt;br /&gt;- Epá, vá pronto, vou tentar comer menos, mas custa-me, não sabes o que isto me custa.&lt;br /&gt;- É só problemas. De coração, de força, de tudo.&lt;br /&gt;- Tenho andado muito a pé, quilometros todos os dias.&lt;br /&gt;- Óptimo, fico muito feliz. Se te der a fome desalmada, come bróculos.&lt;br /&gt;- Oh, foda-se!&lt;br /&gt;- Bróculos não digo, mas talos de aipo. O que é que jantaste ontem? Diz-me lá, não escondas.&lt;br /&gt;- Nao jantei, saí daqui tarde e  ja nao jantei. Depois comi um nestum em casa.&lt;br /&gt;- Também não exageres.&lt;br /&gt;- Juro!&lt;br /&gt;- Nestum engorda. Mas costuma ser o meu jantar de domingo, misturado com farinha pensal.&lt;br /&gt;- Mas por exemplo na quarta passada fui ao quiz. Antes de entrar comi duas bifanas e uma sopa...&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Quando saí do quiz comi dois hamburgueres e um prego. E isto foram quatro horas.&lt;br /&gt;- Ai Sérgio...&lt;br /&gt;- Tenho apetite...&lt;br /&gt;- A quantidade de carne que te fica na tripa, Sérgio. Come cous cous!, com vegetais. Mas que situação....&lt;br /&gt;- A partir de agora conto-te o que como, pronto.&lt;br /&gt;- E hoje ao almoço?&lt;br /&gt;- Almocei ensopado de borrego.&lt;br /&gt;- Eu disponibilizo-me para te ajudar, aliás, faço questão.&lt;br /&gt;- Ia comer um carapau grelhado, mas vi o ensopado...&lt;br /&gt;- Ensopado de borrego, Sérgio... Só gordura.&lt;br /&gt;- E este era só gordura. Molho que não acabava.&lt;br /&gt;- Não me contes mais! Fico mal-disposta.&lt;br /&gt;- A minha vida anda assim...&lt;br /&gt;- Molhaste com o pão?&lt;br /&gt;- Pá... Era ensopado, tinha lá o pão frito.&lt;br /&gt;- ......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6521381702671528729?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6521381702671528729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6521381702671528729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/tragdia-mora-ao-lado.html' title='A tragédia mora ao lado'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-899653734270097170</id><published>2008-02-19T12:23:00.007Z</published><updated>2008-02-19T12:57:03.628Z</updated><title type='text'>Balanço Sintético</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como passaram duas semanas e três dias achei que chegou a altura de fazer um balanço. Consegui dois feitos importantes ao deixar de fumar, ou melhor ainda, deixar de fumar trouxe duas consequências agradáveis. O ego está de saúde porque consegui ficar mais do que um dia sem fumar, algo que eu próprio achava impossível; e estou a gastar menos dinheiro: é a primeira vez em anos que consigo passar um dia sem gastar um cêntimo. Melhor ainda que poupar dinheiro - uma daquelas coisas que ainda não consegui comprovar, mas que tem que ser verdade - é isto de passar tanto tempo sem meter a mão ao bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenas alegrias que servem só para compensar o facto de eu não ter melhor fôlego, nem melhor cabelo ou aspecto. As grandes vantagens demoram a concretizar-se. O olfacto está melhor, é certo, mas isso serviu sobretudo para me recordar que o nauseabundo é mais intenso que um bom cheiro. A roupa não cheira a tabaco, mas em boa verdade já não cheirava desde que entrou em vigor a nova lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a comer como aos 15 anos. Ninguém imagina o que eu comia aos 15 anos e eu próprio já me tinha esquecido. Lembro-me de haver restaurantes cujos donos se dirigiam a mim dizendo '&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ainda bem que veio, acabámos de abater um boi&lt;/span&gt;'. Ou dos amigos do meu pai que ficavam desiludidos se eu desistia ao sexto bife. A velocidade com que devorava mousses de chocolate que a minha mãe acabava de fazer (sempre a três taças de cada vez). Oito pães de pequeno almoço. Coisas dessas, se calhar normais em miudos, mas que estão de regresso e em força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim estou dividido. Não tenho dúvidas de que muito em breve ganharei cerca de trinta quilos. Mas a verdade é que eu era um homem incompleto a comer como nos últimos sete ou oito anos. A gula voltou e esta casa abre-lhe as portas em par e com pompa. Fuck diets. Viva o boi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-899653734270097170?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/899653734270097170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/899653734270097170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/balano-sintctico.html' title='Balanço Sintético'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1919292900935507678</id><published>2008-02-18T17:25:00.002Z</published><updated>2008-02-18T17:30:55.138Z</updated><title type='text'>Raining</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2007/08_01/smokingEPA_468x316.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2007/08_01/smokingEPA_468x316.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos fumadores não gosta de fumar de pé, e muito menos em andamento. Preferem sentar-se calmamente, a deixar a nicotina escorregar pela traqueia abaixo, entre copos ou cafés. Eu sempre gostei de caminhar fumando (ou fumar caminhando, se preferirem). Sobretudo, e isto pode parecer paradoxal, em dias de chuva. Gostava de fintar as gotas que insistem, não obstante o cuidado que ponhas nisso, em alojar-se no cigarro, ameaçando-o de morte. Ou ficar em casa, de janela semi-aberta a fumar e a ouvir as partículas elementares estatelarem-se contra os passeios e o alcatrão. Sem o fumo do cigarro não se conseguem melancolias de jeito. Estarei condenado ao sorriso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1919292900935507678?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1919292900935507678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1919292900935507678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/raining.html' title='Raining'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1442874975147345795</id><published>2008-02-15T01:28:00.003Z</published><updated>2008-02-15T01:47:43.713Z</updated><title type='text'>Scentless</title><content type='html'>Conheço um gajo que deixou de fumar e ao fim de uma semana andava maravilhado com o que ele dizia ser "o mundo que eu me tinha esquecido que existia há muitos anos". Referia-se ao cheiro. O rapaz andava tão contente que até as flores cheirava, coisa que lhe valeu várias piadas homofóbicas. Confesso que tive esperança de que acontecesse qualquer coisa de parecido comigo - e não estou a falar de ser alvo de piadas homofóbicas, entendamo-nos. Na verdade, embora eu nunca tive um olfacto por aí além - não fui eu que pedi para ter bronquite asmática na infância - mas há para aí uma década que só tenho o suficiente para escapar a uma fuga de gás de botija ou para evitar certa gente que entra no metro. Treze dias depois, devo dizer que estou razoavelmente na mesma. Devo ter arruinado até ao limite a minha capacidade de cheirar como o vulgar ser humano. E quando ao fôlego, meus caros, também não passei de repente a ser um Carlos Lopes em potência. Aliás, digo-vos já que morar num terceiro andar sem elevador faz bem mais pela manutenção da minha caixa torácica (ou toráxica? com esta é que me lixei) do que a privação desses deliciosos rolinhos do João Jogador Especial. Ainda não perdi a esperança. Mas estou desiludido.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.masters-of-photography.com/images/full/karsh/karsh_bogart.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.masters-of-photography.com/images/full/karsh/karsh_bogart.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1442874975147345795?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1442874975147345795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1442874975147345795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/scentless.html' title='Scentless'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1966981665600432117</id><published>2008-02-14T21:00:00.002Z</published><updated>2008-02-14T21:05:40.520Z</updated><title type='text'>Hangover</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i166.photobucket.com/albums/u109/kmbeard123/hangover.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://i166.photobucket.com/albums/u109/kmbeard123/hangover.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava muito de deixar aqui sinal de uma igual alegria física acerca do adeus do meu corpo ao cianeto de hidrogénio, mas estaria a mentir com todos os (amarelecidos pelo tabaco) dentes. Dada a metódica ressaca com que acordei no primeiro dia sem fumo, a coisa passou-se com relativa tranquilidade. Depois veio a segunda-feira e o primeiro dia de trabalho após este gesto desbragado. O meu cérebro não queria pensar em mais nada a não ser cigarros. E o chefe a querer que eu trabalhasse. Ansiedade passou a ser a palavra que me define. Tanto que, a meio da semana, o meu chefe me disse “vai fumar um cigarro ou toma comprimidos porque tu estás a ficar louco”. E tinha razão. Deixei de dormir, passei a dormitar a espaços, com sonhos tresloucados de fugas intermináveis e setas mortais pelo meio. Há dois dias, acordei às oito da manhã e, em vez de adormecer, levantei-me. Repito, há dois dias, acordei às oito da manhã e, em vez de adormecer, levantei-me. Isto nunca, repito, nunca, me aconteceu. Doze dias depois, já consegui controlar isto e viver em relativa paz com o meu novo metabolismo. Mas aqueles primeiros sete dias ficarão para sempre marcados no meu sistema nervoso. Os pulmões não param de gozar com o resto da cremalheira. “Agora fodam-se vocês”, dizem eles ao cérebro e ao estômago...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1966981665600432117?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1966981665600432117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1966981665600432117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/hangover.html' title='Hangover'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-3408875571871262621</id><published>2008-02-14T18:17:00.004Z</published><updated>2008-02-15T01:00:03.211Z</updated><title type='text'>A vida sem tragédias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que eu queria para este diário era literatura e não um honesto e cumpridor relatório de acontecimentos positivos. Vamos no dia 12 e não houve uma noite desesperada, não houve uma cedência ou fraqueza dignas de duas páginas de um livro mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia ter mentido desde o primeiro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que quero deixar de fumar há anos mas que não consigo olhar o monstro de frente, que ser engolido assim me consome e me diminui perante mim próprio mas que nunca fui capaz de mexer um dedo para contrariar o vício. Que finalmente teria tentado, em último caso, já doente e incapaz de subir as escadas para o segundo andar onde vivo; que depois de me ver a tossir sangue a minha namorada me fez um ultimato e que só então e pela covardia e medo de viver sozinho, e não por amor, eu teria tentado. E havia de pintar o quadro com histórias mais patetas e voltar a fumar a cada dia do diário. Perder o emprego, ser abandonado pela mulher, fumar cada vez mais post após post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou qualquer coisa menos trágica desde que fosse idiota o suficiente. Qualquer coisa que fosse impossível de ser verdadeira. Podia avançar com a minha biografia e dizer-me jogador profissional de futebol, ou o batman, primeiro-ministro, qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já suspeitava que deixar de fumar era uma história aborrecida, mas o que me preocupou a sério foi sentar-me aqui e quase escrever um post sobre o cheiro das coisas e o regresso do olfacto. Para lá disso passo a vida a comer, o resto já sabem. Corre bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-3408875571871262621?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3408875571871262621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/3408875571871262621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/vida-sem-tragdias.html' title='A vida sem tragédias'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-451758632464720550</id><published>2008-02-13T18:56:00.006Z</published><updated>2008-03-11T12:26:56.725Z</updated><title type='text'>Disclaimer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordo por vezes preocupado com a possibilidade das pessoas lerem estes posts e ficarem com uma ideia errada da dimensão do meu vício, e com isso relativizar a admiração que possam ter por mim e pela minha tentativa de deixar de fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que saibam que num dia normal fumaria 30 a 35 cigarros diários. Comecei a fumar aos 19 anos e passado um mês já tinha amigos que se enojavam com a destreza e velocidade com que queimava &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Camels&lt;/span&gt;. Ao fim de um ano já fumava em qualquer circunstância e sem remorsos (as duas excepções eram a cama e a praia, mas isso era por amor), já tinha os dedos da mão esquerda amarelados e já tinha as ansiedades proprias de quem fuma durante dez anos. Nos últimos anos, a minha tosse era uma parte de mim a qualquer altura do ano, a minha voz tornou-se cada vez mais baixa e monocórdica e gastava sempre pelo menos cinco euros por dia. Preferia não almoçar a ter que almoçar e não poder fumar a seguir, fumava um ou dois cigarros de manhã antes de qualquer actividade, à noite (reparo agora) adiava o momento de ir para a cama para fumar mais um cigarro. Nunca passei um dia sem fumar &lt;s&gt;um&lt;/s&gt; dez cigarros pelo menos, e quando se tornava socialmente aceitável (nos copos, por exemplo), estaria quase em permanência de cigarro aceso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era irrefutavelmente o maior fumador do meu grupo de amigos, e cheguei a ouvir dizer que seria estranho imaginar-me sem cigarro na mão. Se houve sítio onde eu estive sempre em casa foi a fumar um cigarro. Portanto, que fique bem claro que provavelmente nunca fiz nada tão contra-natura como deixar de fumar e se está a correr tão bem como assistem, é porque eu sou de facto, o maior; a fumar e a não o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-451758632464720550?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/451758632464720550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/451758632464720550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/acordo-por-vezes-preocupado-com.html' title='Disclaimer'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8060983579948487828</id><published>2008-02-13T02:32:00.005Z</published><updated>2008-02-13T08:44:50.084Z</updated><title type='text'>At the movies</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.milliyet.com.tr/1997/03/28/sanat/adi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.milliyet.com.tr/1997/03/28/sanat/adi.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vocês viram o Shine? Não discutiremos o mérito da coisa, mas lembrem-se da personagem que deu o Oscar ao Rush . Um maluquinho genial que tocava piano. Não meus caros, um maluquinho genial que tocava piano e fumava. Fumava até quando chovia e a água lhe transformava o cigarro em nicotina empapada. Saí daquele filme já com os pulmões em chama e o cigarro meio fumado. E a seguir concretizei-o aos três de seguida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana fui ver o The Darjeeling Limited (perdoem-me a pedantice mas não me apetece ir ver a tradução da coisa), objecto que recomendo profundamente a quem goste de Wes Anderson e mais ainda a quem não gosta, a ver se se deixa de merdas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. Jason Schwartzman, nome que faz evocar toda uma família de salsicheiros de Frankfurt, resolveu aproveitar a ocasião de fazer o raio do filme para gozar comigo. O sacana do cabrão passa todo o filme a fumar. O sacana do filisteu fuma só para dizer que fumar é única coisa que faz sentido. Só uma coisa o faz falhar - o gajo fuma gauloises o filme todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil, meus caros, não é fácil. Um cigarro no cinema tem pelo menos um metro de comprimento. E há terroristas que chegam a gravar o som de um cigarro a queimar. A censura inventou-se por coisas destas. E - meu dEUS, se existes, explica-me como é que se pode chegar a este ponto? - ainda bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8060983579948487828?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8060983579948487828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8060983579948487828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/at-movies.html' title='At the movies'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7670210128215923377</id><published>2008-02-12T15:02:00.000Z</published><updated>2008-02-12T15:10:15.412Z</updated><title type='text'>O flop</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um amigo que recentemente tentou deixar de fumar pela quarta vez contou-me que desta última  não celebrou o último cigarro, como se faz sempre que se parte em direcção à virtude. Até aí eu desconhecia em absoluto esta prática, e durante os últimos dias de fumo dei por mim a idealizar o cigarro final. Não aconselho que o façam a não ser que tenham condições para isso e um ambiente absolutamente controlado. Eu, por exemplo, não o tinha e não me esquecerei do último cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa noite nunca cheguei a fumar dois em simultâneo mas exagerei bastante: dois maços em cerca de dez horas. Não me lembro de muitos deles, mas como já tinha fisgada esta coisa de celebrar o último, comecei a exagerar também na contagem. Último depois da refeição, último com um whisky, último de dia. O último cigarro enquanto fazia barulho com o baixo foi curiosamente com o proletário e nessa tarde; nós que não fazíamos barulho amplificado juntos há anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À porta de casa preparo-me para o último cigarro -  o último que sobrou - e que nos vimos obrigados a partilhar entre os dois, o que até nem me pareceu mal. Antes de o acender, aparecem três dos convivas que estiveram connosco. Não sei o que moveu esta gente mas aparentemente a nossa posição frágil despertou ali os mais terríveis sentimentos de, vá, joco. Entre se recusarem a dar-me mais um cigarro e insistentemente tentarem fumar também daquele que combinámos ser o último, iam-se passando os difíceis bafos finais. Tudo isto condimentado com prognósticos de que nenhum de nós passaria do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma pessoa fraca a todos os níveis, cedo a vícios com facilidade e lido mal com privações. Mas se houve coisa que me deu resistências naqueles difíceis dois ou três dias, foi o despeito. Não é bonito, aceito, mas cada um terá a sua estratégia. E a minha talvez não pudesse passar simplesmente pelo auto-controle. É impossível esquecer-me do último cigarro mas a verdade é que foi providencial para o sucesso do empreendimento. Até ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7670210128215923377?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7670210128215923377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7670210128215923377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/o-flop.html' title='O flop'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4119428082758700087</id><published>2008-02-11T17:41:00.000Z</published><updated>2008-02-11T17:55:14.707Z</updated><title type='text'>Seduction</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://digilander.libero.it/meorigh/Monica%20Bellucci%205.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://digilander.libero.it/meorigh/Monica%20Bellucci%205.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há todo um ritual nos gestos do fumador que o tornam único e irrepetível. A maneira como pegam no cigarro. Como inspiram. Como expelem o fumo - e bem que gostava de ter aprendido a fazer argolas antes de ter abandonado esta religião. A personalidade&lt;br /&gt;espelha-se no modo como fumam e até no modo como apagam os cigarros. Tudo tem um significado, tudo tem uma circunstância. Os cigarros nervosos à espera de alguma coisa. Os cigarros de paz e harmonia sentado numa esplanada em frente ao mar. Os cigarros de aguentem lá essa merda toda 15 minutos porque está na hora do meu cigarro, ouviram, o meu cigarro. Aprendi os gestos, apropriei-me de alguns. Todo esse manancial está enterrado. Resta-me agora contemplar os outros, invejoso, na esplanada ou no cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4119428082758700087?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4119428082758700087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4119428082758700087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/seduction.html' title='Seduction'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-4110289227509378829</id><published>2008-02-10T23:59:00.001Z</published><updated>2008-02-15T00:58:54.172Z</updated><title type='text'>Cruyff. Cigarros e Futebol.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a lei do tabaco entrou em vigor, já a minha decisão de deixar de fumar estava tomada, com dia marcado e tudo e já uns bons meses antes disso. Acho que tenho o hábito de repetir isto para que ninguém fique com a sensação de que o legislador me vergou. Os meus adolescentes instintos da pequena rebeldia indignaram-se com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;timing&lt;/span&gt; da minha decisão que, ao olho mais desprevenido, pode transmitir uma ideia de obrigação e desistência, e de que fui o primeiro a ceder. Enfim, um homem tem os seus orgulhozinhos pessoais, e gosta de tornar público que os defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão por que escrevo isto é outra. Apesar de saber que cerca de um mês depois da entrada em vigor da lei eu iria deixar de fumar, pus-me ainda assim a fazer contas do quanto  esta nova lei me iria estragar a vida. Deixar de estar muito tempo em restaurantes, coisa que até aprecio ou o gosto de um whisky no fim do jantar com os amigos e a conversa longa habitual quando se dispõe de horas para tanto. Não me ocorreu nunca foi que todos os cigarros me estariam vedados, públicos ou privados. Eu fui dos que se indignou (um bocadinho, que na verdade estas coisas pouco me aborrecem) com as consequências da lei. Eu, o tipo que já tinha promulgado uma lei muito mais feroz e abrangente para si próprio, meses antes (lamento se insisto com isto, mas a sério que foi mesmo uns meses antes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei uns dias a aperceber-me de uma outra consequência da lei (a do governo). Ver um jogo de futebol, num restaurante ia ser agora para mim completamente impossível. O jogo mais simples, menos competitivo e de consequências mais nulas que se possa imaginar, consistia sempre numa contagem de pelo menos seis cigarros. Aqui a minha revolta atingiu outros contornos. Nem toda a gente pode ir para casa ver o jogo na SportTv. Uma pessoa precisa mesmo da televisão do café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso chegar ao dia 3 de Fevereiro para me lembrar que a partir de agora nem a ver o jogo dos miúdos aqui na rua, à janela de casa, eu posso fumar. Considerei deixar de ver futebol. São cigarros saborosos os da bola. O cigarro do jogo a começar, o cigarro da bola falhada, o cigarro que vem do aproveitamento de um momento parado do jogo, o cigarro preocupado porque isto parece que vai correr mal hoje, o cigarrinho mágico que, como aqueles que fazem aparecer autocarros nas paragens, há-de trazer um golo, e claro, o cigarro do golo e de uma vida descansada. Não imaginam o prazer destes cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui ao estádio ver um jogo para a Taça de Portugal do Benfica com o Paços de Ferreira. Safei-me com grande à vontade das ansiedades titânicas que previ. Neste momento parece-me que todos os estímulos que me distraem me fazem esquecer os cigarros. Não há modo de acertar nesta coisa dos momentos difíceis. Jantar, café, ver a bola; tudo demasiado fácil (sério). Os meus problemas andam muito mais pela gilette e pela escrita. Descobri que fico com uma vontade incontrolável de fumar quando me meto a escever um post. Em condições normais este ter-me-ia levado três a quatro cigarros do maço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-4110289227509378829?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4110289227509378829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/4110289227509378829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/cruyff-cigarros-e-futebol.html' title='Cruyff. Cigarros e Futebol.'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1789697900687039418</id><published>2008-02-10T16:55:00.001Z</published><updated>2008-02-15T00:58:36.708Z</updated><title type='text'>Dia 8, segundo Domingo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oito dias sem cigarros e nada andou perto do que imaginava. Muito do que pensava ser difícil passou sem dramas de maior, como refeições e noites no geral que trazem armadilhas fáceis de evitar. Já aqui tinha escrito que é nos pequenos e insuspeitos momentos do quotidiano que o monstro se levanta e me põe em sentido; só não estavam ainda identificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns destes são muito óbvios e suponho que comuns a todos os fumadores. Sair do trabalho, sair de uma sala de cinema. Fumava frequentemente dois cigarros na viagem para casa quando saía do escritório, em dois semáforos específicos. Antes de me aperceber o que se passa já o corpo fica inquieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós deve ainda ter os cigarros que são só nossos. Quando cozinho, por exemplo, o momento em que todos os refogados e apuramentos estão resolvidos e resta apenas esperar os quase universais 20 minutos, garantia-me um cigarro de prémio a apreciar a obra. Se faço a barba sempre depois do banho é pelo hábito de fumar um cigarro assim que a acabo. Tudo estímulos que aparecem e se resolvem por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser pouco, oito dias contém ainda esta motivação dos primeiros momentos e as descobertas iniciais. Começa a ficar para trás a vontade de desistir disto, mas vai crescendo a vontade de furar as regras só uma vez. Fumar só um cigarro, dar só um bafo. É capaz de ser melhor pôr-me a pau. Sem a novidade de descobrir que afinal existia um cigarro a cozinhar ou no semáforo da estação de Benfica, deixar de fumar pela segunda vez perde a piada toda. Melhor ficar-me por esta. E agora fazer a barba, pela primeira vez desde sábado, dia 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1789697900687039418?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1789697900687039418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1789697900687039418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/dia-8-segundo-domingo.html' title='Dia 8, segundo Domingo'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-7731826976969971372</id><published>2008-02-10T12:31:00.000Z</published><updated>2008-02-10T12:43:23.110Z</updated><title type='text'>Smoky Nights</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lua.weblog.com.pt/arquivo/cigarro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://lua.weblog.com.pt/arquivo/cigarro.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este relambório todo sobre a nova lei do tabaco e o coro de indignações e contra-indignações que a coisa gerou foi coisa que me aborreceu de morte. A capacidade que as pessoas têm de se exaltar pelas coisas mais estapafúrdias não deixa de me surpreender. Os fumadores quiseram, em geral, armar-se em coitadinhos, com se o facto de não poderem conspurcar a refeição do vizinho do lado não fosse uma coisa mais do que justa e razoável. Agora num ponto esta lei não tem solução - o das discotecas. Pensemos, por exemplo, no Incógnito, em Lisboa. Ali é impossível separar fumadores de não fumadores. E seria caótico obrigar os fumadores a sair para fumar quando há bichas de 20 gandulos à espera que o homem do bigode mais estilizado da noite lisboeta os deixe entrar. E o mesmo se passa em sítios como o Jamaica, o Tokio ou o Music Box, só para não sair das redondezas. É chato para quem não fuma, compreende-se, mas a noite terá de continuar envolta nicotineblina. Vá-lá, a roupa perde o cheiro ao fim de duas horas no estendal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-7731826976969971372?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7731826976969971372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/7731826976969971372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/smoky-nights.html' title='Smoky Nights'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1601325415492241532</id><published>2008-02-09T04:26:00.000Z</published><updated>2008-02-09T04:51:01.651Z</updated><title type='text'>Pure Science</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/03/Gauloises_cigarettes.jpg/800px-Gauloises_cigarettes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/03/Gauloises_cigarettes.jpg/800px-Gauloises_cigarettes.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A história tem barbas moisebianas para quem me atura, mas aos incautos navegadores erróneos que aqui atracam o bote ainda me atrevo a contá-la de novo. &lt;br /&gt;A maioria dos fumadores começaram a praticar esse mister no início da adolescência, quando o cérebro ainda não se tinha apercebido de todo o T0 disponível na caixa craniana. Eram demasiado putos para se aperceberem da dimensão da parvoíce que estavam a cometer. Eu nunca tive essa desculpa.&lt;br /&gt;No ano da graça do senhor de 1996, desembarquei em Lisboa sem vícios. E ali decidi, e decidi mesmo, aos 18 anos, pleno de convicção, que ia começar a fumar. A medicina dizia-me na altura que o álcool não ajudaria em nada à boa temperança, pelo que decidi que o tabaco seria o meu vício. E fiz a fatídica promessa que há sete dias carrego às costas - aos 30 deixas de fumar. Quis a fortuna que o camarada Sérgio se juntasse a este devir, e confesso que, se não fosse esta obrigação para com ele, duvido se estaria já no sétimo dia.&lt;br /&gt;Mas regressemos ao ano de 1996. Decidi fumar. E isto não foi coisa feita de ânimo leve, foi preciso escolher uma marca. Decidi corrê-las todas, fazer dessa demanda um concurso para regozijo interno. Acho que comecei pelos SG's e rapidamente percebi que não era ali o meu futuro. Ventil e Gigante é para quem cava batatas e bebe minis às oito da manhã. Ventil era demasiado curto e o resto era toda uma variação de cores esquisitas e frouxas. Rothmans - too strong. O Dunhill tinha, e tem, fama de tabaco fino e caro, mas sempre o achei demasiado forte, torna-se enjoativo. Lucky Strike, andei por aí, até porque fumar um golpe de sorte nunca pode dar azar, mas também bloqueei. Camel era giro, e tinha o encanto dos rallys em terras inóspitas, mas também sempre o achei demasiado armado ao pingarelho, a querer impor-me o seu gosto.  Escolhi, finalmente, três marcas: John Player Special - porque tinha o maço mais bonito, porque me lembrava a F1 dos tempos áureos, porque tinha realmente a receita mais equilibrada entre sabor e nicotina; Português Suave (no tempo em que se podia chamar suave) porque era não só barato e honesto mas também disponível em qualquer lado e, finalmente, Marlboro, porque é o cigarro universal, a quem nenhum fumador consegue dizer não.&lt;br /&gt;Mas o que guardo desses tempos, meus caros, o que guardo desses tempos, são os dois maços de Gauloises que fumei sofridamente. Acreditava eu, vejam lá no que eu acreditava, que essa coisa cilíndrica era uma espécie de cartão de identidade do esquerdista, coisa que eu queria parecer ser. Não é, meus caros, não é. Aquilo é só agressão em forma de tabaco. O meu curso de 12 anos está concluído. Assim o espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1601325415492241532?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1601325415492241532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1601325415492241532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/pure-science.html' title='Pure Science'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-8139885529600049600</id><published>2008-02-08T15:27:00.001Z</published><updated>2008-02-15T00:57:41.922Z</updated><title type='text'>Raging</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não entendo quem ainda se indigna com ex-fumadores tornados violentos fundamentalistas contra o tabaco. Só quem não sabe o que é esta privação, os passeios de cinco minutos à porta do escritório, sem cigarro, inventar o que fazer para distrair a mente, ver gente a tirar cigarros do maço sem razão absolutamente nenhuma, é que pode ter dificuldades em entender este fenómeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os não fumadores são as pessoas mais desinteressantes do mundo, chatos e moralistas. Entendem-se como se entendem acólitos de uma seita, pequenos Ned Flanders deste mundo, sempre com uma parábola na ponta da lingua. Mas, e o pior é isto, estão sempre de mão esticada para nos receber. Recebo palavras de incentivo, apoio sereno, sorrisos reconfortantes dos meus amigos que não fumam. Em cheio onde todos os outros falham, estes beatos do pulmão espalham exércitos redentores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio-os por igual, claro. Tão preparados estão para se aproveitar da minha fraqueza angustiante, e engajar-me entre os seus, como os outros estão prontos a acenar-me com cigarros já acesos e trazer-me de volta com a placa do fracasso ao pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tenho tido dias mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-8139885529600049600?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8139885529600049600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/8139885529600049600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/raging.html' title='Raging'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-6557871992475666127</id><published>2008-02-08T11:52:00.000Z</published><updated>2008-02-08T12:04:59.027Z</updated><title type='text'>Whaling</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://felixker.com/wp-content/images/2007/09/potato_chips.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://felixker.com/wp-content/images/2007/09/potato_chips.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é o apetite que aumenta. Ao fim de seis dias, posso afirmar com segurança que tenho o mesmo exacto apetite que tinha a semana passada. O que me faz procurar comida é mesmo a falta do gesto fumegante. Um gajo apercebe-se do vazio deixado pelo ritual de ir fumar e tem de inventar coisas com que se entreter. Comer é um desses substitutos. Felizmente, ainda não fui ao supermercado desde que embarquei nesta aventura, pelo que tenho a dispensa num estado de carestia miserável. Não há snacks, batatas fritas, bolachas nem salgadinhos - tudo coisas que devoraria em menos de meia-hora se tivesse a oportunidade. No trabalho, a coisa complica-se. A máquina de comida tem a particular qualidade de não ter um único alimento que não leve açúcar. Salva-se o pulmão, arruina-se a circulação. São escolhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-6557871992475666127?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6557871992475666127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/6557871992475666127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/whaling.html' title='Whaling'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-1318800637152484862</id><published>2008-02-08T11:14:00.001Z</published><updated>2008-02-15T00:57:28.891Z</updated><title type='text'>Chewing</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dado que agora conheço de forma exaustiva todo o mercado nacional da pastilha elástica, estou em condições de afirmar que a nova gama Senses da Trident reúne talvez o melhor conjunto de argumentos para convencer o ex-fumador. Talvez seja ir um pouco longe demais afirmar no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;press-release&lt;/span&gt; de lançamento do produto que até mesmo o sentido da audição é estimulado com a pastilha, mas ainda assim estou contente com a performance geral. E tem um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;design&lt;/span&gt; ao estilo de uma caixa de fósforos, o que também vai contribuindo para matar saudades. Assim vai o dia 6, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-1318800637152484862?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1318800637152484862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/1318800637152484862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/chewing.html' title='Chewing'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-40038837491418601</id><published>2008-02-08T01:54:00.001Z</published><updated>2008-02-15T00:57:12.007Z</updated><title type='text'>Dia 5, à noitinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acho mais notável nesta tentativa de deixar de fumar é como toda ela é orientada para um fracasso estrondoso. Não está mais ou menos fadada ao fracasso ou ao sucesso, é preciso que me faça entender neste ponto. O que está é condenada a uma espectacularidade que não deve ser muito vista por estes meios do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vou deixar de fumar&lt;/span&gt;, tenha ou não final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa por haver uma aposta, marcada com vários meses de antecedência. Aposta de que toda a gente toma conhecimento. São vinte e tal pessoas, seguramente, que sabem que no dia 3 de Fevereiro de 2008, Sérgio e Proletário vão deixar de fumar. No dia dois celebra-se este último momento com ritos de toda a ordem, fuma-se e assinala-se o último cigarro à luz do dia, o último depois de um jantar ou o último a conduzir. A partir do dia 3 conta-se a ainda mais pessoas. Fala-se em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;deixar de&lt;/span&gt; e não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parar de&lt;/span&gt; fumar. Como cereja no bolo, cria-se um blog, de modo a tornar ainda mais público todo este processo parvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se falo assim e se estou acordado a estas horas (sensivelmente 2:02 da manhã) é porque o dia me correu bem. Desde Domingo que os dias me correm bem em função da dificuldade que tive em resistir a fumar. Não há dia de sol, jantar faustoso, folga no trabalho, mesa de esplanada que pague um dia como o de hoje. Em que quase não me lembrei que sou uma pessoa dependente, coitadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-40038837491418601?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/40038837491418601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/40038837491418601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/dia-5-noitinha.html' title='Dia 5, à noitinha'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-5602740662298903393</id><published>2008-02-07T23:20:00.000Z</published><updated>2008-02-07T23:31:40.860Z</updated><title type='text'>The devil in you</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://viraltrivedi.files.wordpress.com/2007/08/cigarette_butt.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://viraltrivedi.files.wordpress.com/2007/08/cigarette_butt.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que o ser humano nasceu para a crueldade, já eu sabia desde que comecei a trabalhar, mas a circunstância de deixar de fumar fez-me descobrir novos requintes de malvadez na generalidade do indivíduo e, sobretudo, no indivíduo fumador. Eles não aceitam. Nenhum fumador fica feliz quando alguém próximo lhe diz que deixou de fumar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O gajo não vai ser capaz". É indisfarçavelmente este o pensamento que os move. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já esperava isto e mais ainda de um dos meus chefes. Ontem chegou-se ao pé de mim de manhã e perguntou-me, com ar trocista: "Então pá, deixaste de fumar?". Pelo terceiro dia seguido, disse-lhe que sim. Pegou no primeiro maço que tinha à mão e atirou-o para cima do teclado do meu computador. Não contente, correu as mesas dos três fumadores que se sentam à minha volta e atirou os maços deles na minha direcção. Não fosse a nova lei do tabaco, e estou certo que acenderia um cigarro ali à minha frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo não desiste. Nem eu (quer dizer, acho que nem eu). 5 dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-5602740662298903393?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5602740662298903393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/5602740662298903393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/devil-in-you.html' title='The devil in you'/><author><name>proletario</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00992346705596598490</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7352424207689771946.post-9150695266129884989</id><published>2008-02-07T12:14:00.001Z</published><updated>2008-02-15T00:56:19.401Z</updated><title type='text'>Dia 5</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há nada de espectacular no processo de deixar de fumar. Um diário sobre a privação, como este, vai conter inevitavelmente as mesmas histórias, as mesmas dificuldades e dramas de toda a gente que já deixou de fumar. Ainda por cima é uma aventurazinha tão contada que  um gajo já sabe que vai comer mais, dormir menos, que o humor piora, que é mais difícil nos copos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar de fumar, por outro lado, é heróico, que fique claro. É de tal modo assim que eu me convenci que nunca iria conseguir passar do dia 1. A história destes cinco dias é muito rápida: no primeiro estava ressacado e foi relativamente fácil, no segundo vim trabalhar e não foi difícil, nessa noite bebi uns copos e não foi difícil, no feriado de terça tratei de me ocupar com todo o tipo de actividades parvas e também se passou bem o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só ontem, dia quatro, é que foi verdadeiramente penoso. Afinal não é só do café, refeição, bola na televisão, manhãs ou copos com os amigos que vivem os cigarros. Os pequenos merdas escondem-se em todas as articulações do quotidiano, aparecem sem aviso e corroem-me até por milagre me esquecer deles. É mais ou menos disso que planeio falar por aqui. Disso e da aposta que nos levou a este adeus ao cianeto de hidrogénio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7352424207689771946-9150695266129884989?l=adeuscianeto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/9150695266129884989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7352424207689771946/posts/default/9150695266129884989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://adeuscianeto.blogspot.com/2008/02/dia-5.html' title='Dia 5'/><author><name>Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17803423529307761430</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
